Quebra Queixo

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Tudo errado

Pouco mais de 50 km separam a Câmara Municipal do Rio de Janeiro da pacata cidade de Magé, na região metropolitana da capital fluminense. Lá mora Nadir Barbosa Goes, de 70 anos, que até janeiro figurava na lista de assessores do vereador Carlos Bolsonaro (PSC), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Nadir recebia, como oficial de gabinete, uma remuneração de R$ 4.271,00 mensais.

O jornal Folha de S.Paulo procurou a ex-funcionária, que não quis responder quais atividades desempenhava. Somente afirmou que nunca trabalhou para o filho do presidente. Ao final da ligação, disse: “Fala com o vereador que eu não sei de nada”.

No início do ano, assim que o pai assumiu o Palácio do Planalto, Carlos fez uma limpeza em seu gabinete na Câmara. De janeiro a fevereiro, exonerou nove funcionários.

Nadir está entre eles. Ela é irmã do militar Edir Barbosa Goes, assessor atual de Carlos Bolsonaro. A esposa dele, Neula de Carvalho Goes, também foi exonerada pelo vereador logo após a posse do pai de Carlos na Presidência da República.

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A Justiça de São Paulo determinou que a construtora OAS devolva ao ex-presidente Lula valores que foram pagos pela aquisição de um imóvel no condomínio Solaris, em Guarujá (SP), onde fica o tríplex que originou a condenação do petista na Lava Jato.

De 2005 a 2009, Lula e a mulher dele, Marisa Letícia, que morreu em 2017, desembolsaram R$ 179 mil em cotas de um imóvel no edifício, que começou a ser construído pela cooperativa Bancoop e posteriormente foi assumido pela OAS.

Para os investigadores da Lava Jato, a direção da OAS cometeu ato de corrupção ativa ao reservar para o ex-presidente um apartamento tríplex no prédio, de valor muito superior ao das cotas pagas pelo casal.

A defesa de Lula, desde o início da ação penal, afirma que as cotas, declaradas em Imposto de Renda, davam direito a um apartamento de padrão menor e nega que o ex-presidente tivesse aceitado assumir a propriedade de um tríplex.

Sabão no bilau

O presidente Jair Bolsonaro manifestou preocupação nessa quinta-feira (25) sobre o volume de amputações de pênis no país e fez um alerta sobre a necessidade de lavar o órgão com água e sabão.

Embora o alerta tenha sido feito de forma inusitada e aleatória, na saída de um encontro no Ministério da Educação, Bolsonaro não está errado, segundo a SBU (Sociedade Brasileira de Urologia) – já que a falta de higiene é um dos fatores que aumenta o risco de desenvolver câncer de pênis.

O tema foi citado pelo próprio presidente, durante entrevista à imprensa. Bolsonaro tocou no assunto após o ministro da Educação, Abraham Weintraub, falar sobre escolas infantis em assentamentos de reforma agrária.

“Uma coisa muito importante, complementar aqui o ministro. Dia a dia, né, a gente vai ficando velho e vai aprendendo as coisas”, disse.

Na sequência, o presidente lembrou que, no meio militar, são ensinados hábitos de higiene bucal e afirmou que recentemente recebeu um dado alarmante.

Curtas

Mais crédito para programa educacional

Nessa sexta-feira (26), membros da Comissão de Saúde, Educação e Desenvolvimento Social, o presidente Gerson da Farmácia (MDB) e os parlamentares Jéferson Yashuda (PSDB) e Zé Luiz – Zé Macaco (PPS), estudaram o Projeto de Lei nº 162/2019, que autoriza o Executivo a abrir um crédito adicional suplementar, até o limite de R$ 11.760,00, referente ao desenvolvimento complementar do Programa Mova (Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos). O parecer da Comissão foi favorável.

 

Mosquito do bem é sugestão do PSDB contra a dengue

A bancada do PSDB, composta pelos vereadores Delegado Elton Negrini, Jéferson Yashuda, José Carlos Porsani e Rafael de Angeli, apresentou uma indicação à Prefeitura sobre a possibilidade de implantação, no município, de um mosquito geneticamente modificado, que tem mostrado bons resultados em outras cidade do Brasil e do mundo.

“São mosquitos machos que não picam, não transmitem doenças e são capazes de controlar a população de insetos selvagens nos locais onde são liberados”, explicam os parlamentares, que aprofundam o assunto dizendo que “pesquisadores e cientistas criaram esse mosquito com o objetivo de ajudar no combate ao Aedes aegypti selvagem, que, ao acasalar com uma fêmea selvagem, da mesma espécie, transmite um gene autolimitante, que não persiste e nem se espalha no meio ambiente, para seus descendentes, que morrem antes de atingirem a fase adulta”, concluem.

 “O índice de redução de casos, de um ano para o outro, é altíssimo”, informam os vereadores da bancada, lembrando que em todos os projetos realizados com o Aedes modificado no Brasil, no Panamá e nas Ilhas Cayman, houve redução acima de 80% na população selvagem de Aedes aegypti nas áreas tratadas e que, em Piracicaba (SP), os resultados preliminares mostraram uma redução de 81% das larvas selvagens nas áreas tratadas, em comparação com as áreas não tratadas.

Terrenos inacessíveis sofrem com desvalorização

Imagine adquirir um lote na planta, em um dos metros quadrados mais caros da cidade, com todas as vias públicas devidamente demarcadas no papel, mas que, no plano concreto, nunca existiram. Esta é a realidade relatada por um empresário de Araraquara, proprietário de três terrenos no Jardim dos Manacás, que atualmente estão encravados. O vereador Gerson da Farmácia (MDB) esteve no local acompanhado do vice-prefeito, Damiano Neto (Progressistas), e da secretária municipal de Obras, Anna Padilha.

No encontro, o dirigente da empresa informou que, há cerca de 20 anos, adquiriu os lotes comerciais em uma via com nome de Avenida Marginal. São cerca de 200 metros, hoje cobertos por mato, que, de acordo com ele, deveriam conectar os imóveis ao Acesso Engenheiro Heitor de Souza Pinheiro, próximo à Universidade Paulista (Unip). “Estou com 300 metros quadrados de construção parados. Não consigo alugar, nem vender, pois estão com o valor de mercado comprometido. Mas pago o IPTU e deveria ter esse direito”, cobrou.

A fim de buscar uma solução, o parlamentar agendou o encontro com representantes do Executivo.  “Vamos analisar a documentação para verificar o que poderá ser feito”, afirmou o vice-prefeito.

Fundo Social recebe novas doações de entidades estudantis

Um dia depois de receber 537 litros de leite de caixinha, doados a partir de um trote solidário da Faculdade Logatti, o Fundo Social de Solidariedade de Araraquara recebeu nova doação, desta vez somando quase 800 quilos de alimentos não perecíveis.

Os alimentos foram arrecadados também através de um trote solidário realizado pela Atlética Mané Garrincha e Bateria Fúria Capital, ambas da Unesp Araraquara, durante as ações de recepção a calouros.

Segundo a presidente do Fundo Social, Cidinha Silva, as ações destas instituições de educação são realizadas há vários anos em Araraquara, sempre visando auxiliar famílias e pessoas carentes do município.