Painel Político de sexta-feira, 23 de agosto

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Mais sobre a frente de oposição

Ainda sobre a Frente de Oposição que se discute criar em Araraquara para enfrentar Edinho Silva e o PT em 2020, o ex-prefeito Marcelo Barbieri falou recentemente sobre a força política dos partidos de oposição na cidade. O líder do MDB lembrou que durante seu primeiro mandato, quando a Câmara tinha apenas 13 cadeiras, o bloco de partidos alinhados ao seu governo elegeu 5. Poucos anos depois, quando a Câmara passou a ter 18 assentos, o mesmo bloco, todos integrados por agremiações de oposição ao PT, fez 14 vereadores.

Candidatos unidos em um só exército

Para Barbieri, a conta é simples, e fazer maioria da Câmara em 2020 não deve ser tarefa difícil para a oposição em Araraquara. Sendo assim, o que ele defende é que toda a base eleitoral da oposição – leia-se candidatos a vereadores -, se somem em uma só campanha, e se transformem em um só exército pedindo votos para um só candidato a prefeito. Claro, o tal nome único das oposições. Para ele, a união de todos, somada a alta rejeição atual do PT, poderia criar um fato novo na cidade e garantir a vitória.

Falta de apoio

Dentre suas críticas ao governo municipal, Barbieri citou o projeto habitacional do partido, que “deve favelizar a cidade”, mas apontou suas baterias para o que ele chamou de falta de criatividade da administração na política de atrair empresas para a cidade. “O governo exige absurdos, coloca muitos obstáculos para os empresários, e eles desviam de Araraquara. Vão para São Carlos, Ribeirão Preto e até Bauru”, afirmou o ex-prefeito. Ele garantiu ainda que o empresário Paulo de Tarso estaria “sendo maltratado” pela prefeitura em seu projeto de se instalar na cidade, “o que vai gerar milhares de empregos”, falou. O empresário está à frente das negociações envolvendo o futuro da IESA.

Denúncias e Processos

Barbieri falou também sobre o longo embate jurídico que trava com o PT de Araraquara. De acordo com o que afirmou, somam mais de 200 as denúncias movidas contra ele por agentes políticos do partido de Edinho Silva. Três delas viraram processo e Barbieri ainda os responde. Um deles, segundo disse, envolveria medidas tomadas para viabilizar a Gota de Leite. “Fora as ações da Justiça do Trabalho”, disse. Barbieri lembrou também de duas multas que teve contra si. “Somadas, elas atingiriam a casa dos R$ 80 milhões. Ganhei por 8 a zero. Não existem mais as multas”.

Enquanto isso…

Enquanto todos discutem a viabilidade de se construir um caminho que desague na união de forças da oposição para o ano que vem – e pelo andar da carruagem, parece que não vai ser fácil, visto que muitos egos se mostraram feridos nos últimos dias -, o prefeito Edinho Silva segue em seu programa de levar o Governo aos bairros toda santa semana, carregando consigo todas as Secretarias, incluindo as respectivas equipes de trabalho para agir na hora e resolver os problemas imediatos levados pela população local. Segue ainda tocando a construção de três escolas e unidades de saúde em bairros distantes e carentes dos benefícios, e se prepara para concluir as obras do antigo Pronto Socorro do Melhado, futuro Centro de Estabilização, que vai ajudar a desafogar as UPAS e servirá de anteparo para a Santa Casa, reduzindo a demanda de internações. E reparem em uma coincidência…, amigo (a) leitor (a): a inauguração do antigo PS, ao que parece, ficará para 2020! Edinho, aliás, nada comenta sobre 2020.

Vai depender do cenário

Alinhado com a política da nova executiva estadual do PSL, toda ela baseada na ideia de investir pesado no trabalho de fortalecimento da legenda, o presidente local da agremiação, Rodrigo Ribeiro, olha para 2020 com certo cuidado. Rodrigo não quer ingressar em aventuras desnecessárias, e não deseja entrar na briga sem bom planejamento e um bom time. Se ele e sua equipe identificarem um bom e competitivo nome 100% alinhado com os ideais bolsonaristas, o PSL até poderá ter candidatura ao 6º andar do Paço.

Primeira hipótese

Tudo, claro, vai depender do cenário que se apresentar para o pleito. Se a propalada união de forças das oposições em Araraquara vier a se confirmar, e todos lançarem um só candidato contra o prefeito Edinho Silva, o PSL deve considerar seriamente a possibilidade de lançar candidatura própria. Tudo, claro, se o tal candidato competitivo  estiver ao alcance das mãos. E a explicação é simples: no caso de união de forças, ficaria, de um lado, o candidato do PT, e de outro um candidato de centro, todos com muita história para contar e rejeição consolidada. A avaliação, nesse caso, é a de que uma eventual candidatura de direita teria muito espaço para prosperar, especialmente por não ter contra si a tal rejeição consolidada. O partido seria o fato novo na disputa e, na pior das hipóteses teria espaço para crescer e se consolidar durante o período de campanha.

Grande risco

No caso de um cenário de várias candidaturas contra Edinho, os bolsonaristas consideram entrar apenas da disputa por cadeiras na Câmara. A preocupação se justifica, já que em uma eleição dividida os votos também seriam pulverizados, o que não deixaria espaço para crescimento de uma candidatura de direita na cidade. E ainda pior: poderia resultar em um resultado pífio, comprometendo, pelo menos em médio prazo, todos os planos do partido na cidade.

Disputar a Câmara exige boa chapa

Para entrar na disputa por uma vaga no legislativo local, os passos do PSL de Araraquara levam em consideração o que falamos acima, e mais alguns detalhes do planejamento do Bolsonaro.  É ideia do staff de Eduardo implantar em todo o estado um plano de trabalho de base, onde caberá às executivas identificar pessoas alinhadas com as ideias conservadoras do partido. A partir daí, os planos passam por preparar adequadamente os novos militantes para os desafios que virão pela frente. A ideia é criar uma chapa de vereadores com potencial para obter pelo menos uma cadeira na Câmara Municipal de Araraquara.

PSL e PSC

Candidato a deputado federal pelo PSC nas eleições de 2018, Silvinho Zabisky aparece nas páginas de prestação de contas da Justiça eleitoral com gastos totais de R$ 299.793,20 (Duzentos e noventa e nove mil, setecentos e noventa e três reais e vinte centavos). De acordo com o relatório de despesas da candidatura, Silvinho teria repassado a importância de R$ 43.000,00 (Quarenta e três mil reais) a um Sr. Marcos Francisco Custódio.  Nada demais, se Marcos Custódio, no mesmo período, não estivesse no exercício do cargo de presidente do PSL de Araraquara.