Preservação com desenvolvimento econômico é meta do governo federal

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Com a presença do empresário José Janone Júnior, presidente da Associação Comercial e Industrial de Araraquara (ACIA), e vice-presidente da RA 18 da FACESP, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, realizou palestra nessa segunda-feira (26), na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Abordando variados temas, mas dedicando especial tempo ao tema do desenvolvimento econômico, o ministro afirmou que é responsabilidade do País escolher e executar um modelo de preservação economicamente viável, que saiba conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação.

Salles citou o polêmico caso da Amazônia – uma região muito rica em recursos naturais e em biodiversidade, mas que abriga mais de vinte milhões de brasileiros em situação de pobreza e índices como, saneamento e desenvolvimento baixíssimos.

Embora seja um tema complexo, por trazer consigo assuntos de grande repercussão mundial, Cotait disse que as principais ameaças à natureza – como a poluição das águas – passa também pela conscientização da sociedade, que em vez de despertar uma percepção negativa em muitos, deveria ser um elemento de engajamento.

“O Brasil é extremamente complexo, mas não podemos fazer do meio ambiente um obstáculo para o desenvolvimento econômico. Nossas reservas ambientais precisam de viabilidade econômica para poder ter sustentabilidade”, afirmou.

O ministro explicou que todas as ações econômicas podem ser realizadas com cuidados ambientais – atividades potencialmente poluidoras e que em vez de degradar podem ser feitas dentro dos fatores corretos de licenciamento, seguindo os parâmetros pré-estabelecidos. “Por outro lado, deixar essas atividades na ilegalidade gera um efeito devastador. Nas últimas décadas, somamos mais de 800 garimpos ilegais na Amazônia. É um ciclo que pode ser virtuoso ou vicioso”, disse.

Salles também falou sobre o empenho do Ministério do Meio Ambiente em melhorar a qualidade ambiental urbana. Nas palavras do ministro, outras administrações e órgãos tentam desviar o foco da discussão para temas, como a Amazônia, enquanto o grande problema do Brasil está nas cidades com a questão do lixo e saneamento.

Saneamento, gestão do lixo, qualidade do ar, aumento da área verde no perímetro urbano, áreas contaminadas e combate ao lixo no mar. Essas são as prioridades da agenda do ministro para melhorar os índices ambientais em sua gestão.

Ao final do evento, Janone falou ao O Imparcial sobre as posições do ministro, elogiando suas posições e ressaltando a preocupação demonstrada por Salles em incentivar projetos sérios e comprometidos com a preservação do meio ambiente, ao mesmo tempo em que se mostra determinado a analisar caso a caso as situações de pessoas e empresas que atuam nas florestas brasileiras. “O que está irregular e não estiver alinhado com a preservação deve ser combatido, mas o que viabilizar riquezas ao mesmo tempo em que atua na preservação deve ser incentivado. Tem muita gente, inclusive de fora, explorando nossos recursos de forma ilegal e escorados em Ongs”, destacou o presidente da ACIA.

(Com informações da Assessoria de Imprensa ACSP)

 

O presidente da ACIA, José Janone Júnior, representou Araraquara no evento