Factoring: caminho de crescimento para empresas

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Empreender √© uma atividade que ganha mais adeptos a cada ano. S√≥ em 2018, 2 em cada 5 brasileiros entre 18 e 64 anos estavam √† frente de algum neg√≥cio ou planejavam abrir um, como mostra pesquisa realizada pela GEM (Global Entrepreneurship Monitor). No entanto, na mesma medida que novos empreendimentos ganham for√ßa, v√°rios outros encerram as atividades. Segundo dados do IBGE 21,5 mil organiza√ß√Ķes fecharam as portas em 2017, sendo o pior resultado desde 2010.

Evidentemente, manter um empreendimento envolve muitos riscos e necessita de um intenso fluxo de capital para fazer o neg√≥cio girar e prosperar. Contudo, a burocracia em excesso e as altas taxas de juros fazem das institui√ß√Ķes banc√°rias uma op√ß√£o n√£o muito atraente para obten√ß√£o de cr√©dito. O fomento mercantil – ou factoring -, por sua vez, demonstra ser uma solu√ß√£o √°gil e pr√°tica para alavancar recursos econ√īmicos.

O fomento nada mais é que uma transação mercantil em que uma empresa de factoring compra direitos creditórios de outra, pagando antecipadamente por eles com um desconto no valor do montante. O objetivo é agilizar a entrada de recursos para realizar investimentos necessários para desenvolvimento da instituição ou solucionar problemas de fluxo de caixa.

“Enquanto bancos demoram meses para liberar recursos e sempre embutindo taxas, com o fomento mercantil a opera√ß√£o pode ser feita em at√© uma semana e com uma taxa transparente. Assim, o que faz do factoring a melhor op√ß√£o para obten√ß√£o de cr√©dito √© a antecipa√ß√£o do receb√≠vel, de forma a proporcionar capital de giro para ser aplicado na empresa ou para quitar alguma d√≠vida”, explicou Valdir Piran Jr., Vice-presidente da Piran Fomento, que h√° 26 anos atua no mercado.

Novidade

As opera√ß√Ķes de fomento mercantil iniciaram-se em 1968 no Brasil. Apesar de ser uma atividade realizada em todo o mundo, no pa√≠s ainda √© uma novidade pouco esclarecida, o que causa algum estranhamento entre novos empreendedores.

Hoje, o factoring est√° descrito na Lei 9.249/1995 e √© regulado pela Unidade de Intelig√™ncia Financeira (UIF) – antigo COAF -, estabelecido a partir da resolu√ß√£o n¬ļ 21, que estabelece normas a serem implementadas para formalizar as transa√ß√Ķes financeiras e, consequentemente, prevenir a lavagem de dinheiro. Ou seja, toda empresa que realiza o fomento mercantil responde a uma cartilha que √© submetida a UIF, garantindo assim a transpar√™ncia das a√ß√Ķes.

Diante de todas essas regulamenta√ß√Ķes, fica claro que se trata de uma atividade autorizada e amparada pela lei brasileira. No Brasil, mais de 1.100 empresas j√° atuam no segmento, fornecendo um giro de carteira de opera√ß√Ķes de cerca de R$ 300 bilh√Ķes, de acordo com dados da Anfac (Associa√ß√£o Nacional das Sociedades de Fomento Comercial). Vale lembrar tamb√©m que o factoring traz garantias, direitos e deveres para ambas as partes jur√≠dicas envolvidas, faturizador e faturizado.

“A opera√ß√£o de fomento √© um instrumento √°gil e eficaz dotado de legalidade e singularidade. Para tanto, exige-se certamente de uma an√°lise c√©lere e circunstanciada na documenta√ß√£o apresentada para a sua consecu√ß√£o, com intuito de gerar seguran√ßa jur√≠dica, proporcionar agilidade e atender aos interesses e necessidades da empresa que busca a melhor op√ß√£o para obten√ß√£o do seu cr√©dito com a antecipa√ß√£o do receb√≠vel”, informou Ricardo Spinelli, Diretor Jur√≠dico da Piran Fomento.