Discussão sobre implantação de hortas comunitárias é retomada

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Na tentativa de implantar o projeto de hortas comunitárias na cidade, o vereador Rafael de Angeli (PSDB) esteve reunido na tarde da quarta-feira (30) com a secretária de Educação, Clélia Mara, com a procuradora do município, Rita de Cássia, e com o coordenador de Planejamento Urbano, Aderson Passos Neto.

A reunião teve como objetivo discutir a possibilidade de plantio, na área existente ao lado do Centro Educacional de Recreação (CER) “Professora Amélia Fávero Manini”, localizado no Jardim Água Branca. A expectativa é substituir o mato crescente no local por uma plantação de hortaliças que possa atender a escola em questão, o orfanato Renascer e a própria comunidade. “Plantar em terrenos que estão vagos, essa é a ideia do projeto. Desse modo, reduzimos os acúmulos de entulhos, sendo dispensável a limpeza constante – atualmente realizada pela Prefeitura – e ainda ganhamos mais um ponto verde na cidade que proverá alimentos para a comunidade”, pontou Angeli.

Durante a reunião, a responsável por coordenar as ações de educação defendeu a iniciativa. “A ideia é usar aquele vazio urbano para dar uma finalidade produtiva a ele”, disse.

Rita alerta para a atenção à lei de parcelamento de solo, pois cada área tem uma destinação vinculada. “Área verde é destinada ao escoamento. Área institucional: à escola, saúde, educação, assistência social, dentre outros”, explicou.

Para Neto, o diálogo deve passar pela Coordenadoria de Segurança Alimentar, onde existe um projeto de expansão das hortas da cidade. Sobre o terreno do Água Branca, ele ainda explica que “é necessário desmembrar a área para entender o que é verde e o que é institucional. Para viabilizar o projeto, podemos fazer uma substituição da afetação, ou seja, colocamos a finalidade dela em uma outra área que tem vocação para área verde”.

O plantio de hortaliças, condimentos e ervas medicinais tem ganhado força nos espaços urbanos das cidades brasileiras. Com as hortas urbanas, é possível investir na agricultura familiar, evitar a contaminação dos vegetais por agrotóxicos e, desse modo, garantir alimentos de qualidade à população, principalmente a de baixa renda.