Testagem em massa é essencial para a flexibilização do isolamento e evitar segunda onda de contaminação, alerta especialista

Testagem em massa efetiva se faz necessária para mitigar o risco de uma segunda onda

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Mesmo com os índices que mostram o crescimento dos casos de Coronavírus em diversas regiões do país, alguns estados começam a flexibilização do isolamento social e a retomada aos postos de trabalho. Essa atitude traz impactos diretos no aumento do contágio da Covid-19.

A recomendação da Organização Mundial da Saúde é que autoridades só flexibilizem quando os testes alcancem a taxa de positividade de 5% e mantida durante duas semanas. No Brasil, a taxa está em 36% de acordo com a Universidade Johns Hopkins dos EUA.  A taxa é a maior encontrada entre os 20 países  com mais casos de Covid[T1] .

“A retomada demanda cautela e uma estratégia de testagem em massa efetiva se faz necessária para mitigar o risco de uma segunda onda. O Brasil tem capacidade de escala e expertise para isso”, alerta a cientista e Diretora de Biociências da Thermo Fisher, Selma Cavalli, só para ser ter uma ideia, uma vez que um indivíduo contaminado com o Sars-CoV-2, o vírus da COVID-19, ele pode transmiti-lo para cerca de seis pessoas, muitas vezes antes mesmo de apresentar os sintomas mais agudos, ampliando exponencialmente a propagação do vírus, segundo o CDC (Center for Disease Control and Prevention), o principal instituto nacional de saúde pública dos Estados Unidos.

Na ocasião a especialista pode repercutir temas relacionados a capacidade testagem no mercado brasileiro, tipos de testes disponíveis (RT PCR e sorológico) bem como as iniciativas de enfrentamento junto aos setores público e privado para a promoção de testes na América Latina.