Data-base dos servidores volta a gerar atrito entre Sismar e Prefeitura

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Ariane Padovani

O Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região (SISMAR), por meio de uma nota publicada em seu site oficial no último final de semana, se mostrou indignado com o fato de o prefeito Edinho Silva (PT) não ter encaminhado nenhuma resposta sobre a pauta da data-base de 2019 e por ter mandado o projeto de reajuste diretamente para a Câmara Municipal, sem dialogar com a categoria.

“O prefeito de Araraquara, Edinho Silva (PT), segue exatamente a mesma cartilha do ex-prefeito Marcelo Barbieri (MDB) na relação com os servidores municipais e com o SISMAR: mentiras, desrespeito e desvalorização. E o Sismar não vai aceitar isso”, diz o comunicado, que completa afirmando que o prefeito havia se comprometido a enviar a resposta da pauta econômica até a última quinta-feira (2), o que não aconteceu.

“Vale lembrar que Edinho se elegeu com a promessa de recuperar as perdas salariais e o poder de compra do servidor municipal, mas logo no primeiro ano impôs mais perdas salariais, com reajuste abaixo da inflação e parcelado”, diz outro trecho da nota do SISMAR, que acrescenta que “os servidores colaboram com a administração, mas estão no limite, sobrecarregados, com salários defasados, sem condições de trabalho e, por isso tudo e muito mais, exigem respeito”, finaliza.

Nessa terça (7), o Sismar emitiu outra nota em seu site, onde afirma que agendou para a próxima terça-feira (14), às 18 horas, em frente à Câmara Municipal, uma assembleia para impedir a votação e exigir debate com a categoria.

Prefeitura responde

Em contato com a reportagem do jornal O Imparcial, a Prefeitura afirmou que havia informado que enviaria a proposta financeira da data-base na quinta-feira (2) e a proposta do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) na sexta-feira (3). Entretanto, não foi possível concluir as propostas até este prazo, devido à necessidade de se concluir os cálculos de impactos e ajustes na redação do PCCV.

A Prefeitura afirmou que, em relação ao diálogo com o sindicato, o Executivo Municipal avisou a presidência do SISMAR sobre o atraso e que possivelmente seria entregue na segunda-feira (6). “Cabe ressaltar que o sindicato foi respeitado durante todo o processo, assim como o compromisso com o Comitê de Gestão Democrática, formado por servidores municipais de todas as áreas da administração direta e indireta. Vale ressaltar que, infelizmente, o sindicato que representa a categoria, embora tenha assento no Comitê, não tem participado das reuniões há muito tempo, desde o ano de 2018, abrindo mão do espaço de diálogo com a Prefeitura e deixando de ser interlocutor, nesse espaço, das demandas da categoria”, diz ainda a resposta enviada à reportagem.

A Prefeitura afirma ainda que mesmo o SISMAR se ausentando do espaço de diálogo e negociação, o Executivo, por meio do Comitê de Gestão Democrática, manteve o diálogo com a categoria, incorporando diversas demandas dos servidores aos projetos de lei protocolados na Câmara Municipal.

No final dessa segunda-feira (6), as versões foram finalizadas e enviadas para a Câmara Municipal, bem como para o Comitê de Gestão Democrática e Sindicato. “É importante salientar que o executivo municipal tem um compromisso com o funcionalismo municipal de protocolar o PCCV na Câmara dos Vereadores. A partir disso, outras discussões serão feitas no âmbito do legislativo e o governo estará sempre aberto ao diálogo com todas as partes envolvidas”, conclui a nota da Prefeitura.