Crise: empresários falidos por desgoverno

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José A C Silva

 

A crise do mercado imobiliário e o fechamento de lojas e microempresas nos últimos anos são preocupantes em todo o Brasil. Há muito tempo o brasileiro tem arcado e padecido com o desgoverno, onde as leis tributárias são inviáveis mediante a corrupção e à falência do Estado. Em muitos shoppings instalados nas principais cidades do Estado de São Paulo, parte das lojas está desativada. Pelas estradas estão abandonados enormes galpões industriais, o empresário não consegue pagar as dívidas com o governo e, como única saída, é entregar tudo para o governo ou para o sistema financeiro. Ainda para piorar, não sabem de onde desenterram e depositam mais despesas nas costas do empresariado sofrido.

Um grande número de pessoas está reclamando que vão à Receita Federal para ver o seu débito e vão atrás do dinheiro que não têm procurando pagar os famosos Darf. De repente, do nada aparecem outras dívidas astronômicas, muitas inexistentes que não constavam no parcelamento. Além do perigo de infarto, o cidadão tem que pagar do próprio bolso uma fortuna com advogado por erro do sistema da Receita Federal e de outros departamentos do governo, e não são ressarcidos, o que é uma “pouca vergonha”. O governo tem uma fatia de 40% do bruto arrecadado, não tem parte no passivo das empresas. Nos balancetes das empresas não pode aparecer que estão trabalhando no vermelho – o devedor não consegue empréstimos e ajuda governamental – sendo obrigado a maquiar a sua contabilidade.

 

Quebradeira de anos

A quebradeira vem de anos, entra governo, sai governo e o povo continua perdendo tudo. Na gestão de Fernando Henrique Cardoso o que pegou as pessoas de calças curtas foi a Encol. Muitos investiram tudo o que tinham e estão sem casa própria até hoje. Aqui em Araraquara tem alguns esqueletos de prédios abandonados sem solução – a justiça e os governantes não tomam nenhuma medida contra a construtora. Outro caso é o do Shopping Tropical que vem se arrastando há vários anos. Em 2015 foi dito que ele seria demolido, mas nada aconteceu. O Tropical acabou virando praia de viciados e marginais.

A Prefeitura Municipal está requerendo judicialmente a posse do prédio do antigo Tropical Shopping, no bairro do Melhado, com base da lei municipal nº 7.733, de 24 de maio de 2012, que regulamenta o Instituto do Abandono. A informação foi dada em 21 de janeiro 2019, quando o prefeito Edinho, durante vistoria no imóvel realizada junto com a secretária municipal da Saúde, Eliana Honain, e uma equipe de combate à dengue da Vigilância Epidemiológica cortou o cadeado do portão do shopping.

O prefeito vem acompanhando as ações de bloqueio em pontos críticos, denunciados à Prefeitura por moradores que se sentem ameaçados pela doença; são terrenos e áreas abandonadas pelos proprietários, com muitos criadouros do Aedes aegypti, transmissor da dengue. Até agora não foi passada pela Prefeitura nenhuma informação sobre o que de fato vai acontecer com o Tropical.

Hoje em Araraquara está difícil vender e locar um imóvel, na crise muitos, em ambas as modalidades, acabam negociando o seu bem com 50% de desconto.