Apesar de queda em número de casos, combate à dengue continua

Enquanto no 1º semestre de 2019 foram registrados 22,3 mil casos, este ano são 190, entre 1º de janeiro e 1º de junho

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Ao contrário do primeiro semestre do ano passado, quando registrou cerca de 22.300 casos de dengue, Araraquara soma este ano, de 1º de janeiro a 1º de junho, 190 casos da doença, causada pelo mosquito Aedes aegypti.

Apesar da grande diferença nos números, a cidade continua há sete anos seguidos registrando a transmissão do vírus da dengue, segundo disse na segunda-feira (21) o coordenador municipal de Vigilância Sanitária, Rodrigo Ramos.

Em entrevista ao programa ‘Canal Direto com a Prefeitura – Especial Coronavírus’, via Facebook da Prefeitura, Rodrigo destacou a série de ações realizadas pela Prefeitura no combate ao mosquito transmissor. A meta é zerar o número de casos na cidade com o fim da transmissão da doença.

Atualmente, quase 500 pessoas atuam na limpeza e eliminação de criadouros em Araraquara diariamente, sendo 380 integrantes do programa social Apoiadores no Combate à Dengue. Por conta das ações e do período de mudanças climáticas, com menos chuvas e temperaturas mais baixas, diminui o índice de infestação dos mosquitos adultos.

Para impedir a proliferação do Aedes, é preciso providenciar a limpeza constante de casas e quintais, incluindo imóveis abandonados ou desabitados, além de terrenos baldios.

Também foram instaladas armadilhas para capturar fêmeas grávidas do Aedes que detectam os bairros mais infestados. Rodrigo reiterou a importância da colaboração da população no combate aos criadouros.

Em várias regiões da cidade, as 819 armadilhas instaladas pela empresa Ecovec já capturaram cerca de 400 fêmeas grávidas do Aedes aegypti. “Todas foram examinadas sem registro de transmissão de dengue, zika vírus ou chikungunya”, afirmou Ramos.

 “A gente tem equipes direcionadas para conter a infestação onde as armadilhas estão instaladas, inclusive com monitoramento semanal”, enfatizou.

Vale destacar que mesmo com todas as precauções, alguns bairros registram índices mais elevados de infestação do mosquito, o que explica o registro dos 190 casos de dengue este ano e a necessidade de maior conscientização da comunidade.

Cerco maior

Por conta da pandemia do novo coronavírus, que impede a realização de mutirões e arrastões contra a dengue, o índice de larvas na cidade é controlado a partir das ações das equipes de combate.

Segundo Rodrigo Ramos, são recolhidas, em média, 100 toneladas por mês de inservíveis, além de lixo e mato. Detalhe: a maior parte desses produtos inservíveis é retirada de residências habitadas.

Também já foram aplicadas cerca de 50 multas contra donos de imóveis mal cuidados, principalmente casas e terrenos abandonados.

Denúncias de imóveis abandonados e com possíveis criadouros continuam podem ser feitas pelo telefone da Ouvidoria da Vigilância Epidemiológica, o 0800-774-0440 ou pelo whatsapp da Prefeitura: 16 99760-1190.

Rodrigo também ressaltou a “Campanha Todo Dia Todos Juntos Contra a Dengue”, lançada em novembro de 2019 pela Prefeitura, com apoio dos veículos de comunicação e sociedade civil, como um dos fatores responsáveis pela diminuição de casos de dengue este ano.

Vale ressaltar que a exemplo da Covida-19, a dengue pode causar mortes de pessoas com diabetes, pressão alta ou bronquite, entre outras morbidades. “Por isso, é preciso ter cuidados redobrados com a higiene pessoal e não descartar de forma irregular o lixo urbano, entulhos e outros inservíveis”, pontuou Ramos.

Ainda vale ressaltar que durante todo o ano passado, Araraquara registrou cerca de 23 mil casos de dengue, além de cinco óbitos.