Abandono de praça deixa morador do bairro do Melhado inconformado

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José Augusto Chrispim

Um morador do Jardim Arangá, na região do Melhado, ficou indignado com uma situação vivida na manhã dessa quarta-feira (13) e acionou a Polícia Militar. Ele se recusou a deixar os agentes de combate a dengue a entrarem em sua casa, alegando que o motivo seria o descaso com uma praça que fica em frente ao local e está tomada pelo mato alto e possui vários pontos com água parada.

De acordo com o policial militar aposentado, Paulo Magri, a Praça Padre Roberto Landell de Moura, inaugurada em 30 de agosto de 2013, não recebe manutenção por parte da prefeitura há anos e, hoje, está tomada pelo mato alto que cobre os bancos e o bebedouro existentes em seu interior. O PM ressalta que, além da praça, um terreno que fica na esquina de baixo que também pertence à prefeitura, só é roçado quando ele paga para alguém fazer o serviço.

Na manhã dessa quarta-feira (13), Paulo se recusou a deixar os agentes de combate a dengue vistoriarem seu imóvel e foi informado que seria multado. Inconformado, ele acionou a Polícia Militar para acompanhar a vistoria. “Tenho direito pela Constituição de me negar a deixar alguém entrar na minha casa, tenho direito de preservar a minha família. Não sei como é feito o recrutamento desses agentes pela prefeitura, por isso, me recusei. Chamei a PM e autorizei a entrada deles na minha casa, mas questionei se não seria mais importante eles vistoriarem a praça aqui em frente. Acho que a prefeitura está transferindo a culpa para os moradores e isso está errado. Eu quero ver a participação do Ministério Público para responsabilizar quem tiver culpa do descaso com essa praça. Quero ver quem vai autuar a prefeitura?”, desabafou o PM.

A Polícia Militar acompanhou a vistoria do imóvel e registrou um boletim de ocorrência.

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