Amanhã é o Dia Internacional da Cerveja

Veja curiosidades sobre a bebida que está entre as mais consumidas no mundo

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Em 2020, 07 de agosto é a data em que se celebra o Dia Mundial da Cerveja, uma das bebidas mais populares do mundo. No Brasil, as versões artesanais – com seus diversos estilos, modelos ousados de produções e misturas cada vez mais interessantes de ingredientes – ganham todos os anos maior espaço e notoriedade nas gôndolas dos mercados e nos copos dos cervejeiros. Celebração acontece no mundo todo nas primeiras sextas-feiras de agosto.

Somos o terceiro país que mais consome cerveja. Em 2019, o número de cervejarias registradas no MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) já ultrapassava os 1200. Segundo Luiza Lugli Tolosa, sócia-fundadora da cervejaria artesanal paulista Dádiva, em meio à pandemia, o lançamento de novos produtos tem mantido e impulsionado as vendas dos produtos da fábrica.

“Desde março, colocamos no mercado mais de 10 novos rótulos e todos foram muito bem recebidos pelos parceiros e clientes. Alguns desses rótulos foram produzidos somente por nós, da Dádiva, enquanto outros foram produzidos em colaboração com outras marcas”, pontua.

Para celebrar essa bebida tão amada no Brasil, elencamos abaixo algumas curiosidades sobre ela:

Você sabia… 

– que cerveja estupidamente gelada prejudica a degustação?

No Brasil, o clima quente nos acostumou a tomar cerveja muito gelada. Isso torna os aromas da bebida menos voláteis e, por isso, menos perceptíveis. Além disso, esse hábito amortece as papilas gustativas, nos impossibilitando de sentir nuances importantes no momento da degustação.

“A temperatura ideal para servir a cerveja varia conforme o estilo. Alguns deles a gente indica beber um pouco mais gelados – mas nunca abaixo de 0°C -, outros apenas resfriados, podendo chegar até 16°C”, pontua Luiza Lugli Tolosa, sócia-fundadora da cervejaria Dádiva.

– que a lata é mais sustentável do que o vidro?

A consultoria internacional de sustentabilidade Resource Recycling Systems constatou que a lata de alumínio é a embalagem mais sustentável e com maior índice de reciclagem do mundo – 69%, contra 43% do PET e 46% do vidro. E o Brasil é líder mundial nessa forma de reciclagem.

O alumínio também costuma manter a cerveja mais fresca, conservando as características da bebida por mais tempo.

“Em 2015, lançamos na Dádiva a nossa primeira cerveja em lata, pensando na qualidade do produto, na redução dos custos de logística (reduzindo, assim, o consumo de combustível), no armazenamento (a lata ocupa menos espaço na geladeira) e no alto índice de reciclagem. Hoje, a maioria das nossas cervejas estão envasadas em alumínio”, afirma Luiza.

– que cerveja combina com o frio – tanto quanto o vinho?

A gente associa muito o frio com o vinho, mas temos estilos de cervejas complexos, encorpados e de alta graduação alcoólica – como as Barley Wines, as Stouts, as Weizenbocks, entre outras – que são perfeitos para o outono/inverno. Alguns exemplos trazem na receita, inclusive, ingredientes como café, chocolate, frutas típicas climas frios, entre outros ingredientes.

– que a combinação de cervejas e queijos é maravilhosa?

Apesar de o vinho ser visto como complementar ideal de queijos, também nesse papel a cerveja tem um grande desempenho.

Existem inúmeros estilos de cervejas e alguns deles trazem grande complexidade, o que torna a brincadeira de harmonizá-los com os queijos muito interessante. Além disso, a carbonatação da cerveja entra como agente de limpeza das papilas gustativas, algo muito útil na combinação com queijos gordurosos.

Para quem não está iniciado no universo dessas harmonizações, o ideal é pensar de forma bem básica: queijos mais leves com cervejas mais leves; queijos pesados, gordurosos, duros e cascudos combinando com cervejas mais fortes.

Ah, e uma dica valiosa: procure degustar primeiro o queijo e depois a cerveja.

– que cerveja e charuto também formam um par perfeito?

No caso do charuto, ao contrário, o ideal é saborear a cerveja antes de baforar no charuto e fazer essa combinação lentamente, sem pressa. Em geral, a combinação é feita por semelhança e de forma que os sabores se complementem, embora não seja incomum a combinação por contraste. Para facilitar, aqui vão algumas dicas:

  • charutos leves combinam com cervejas leves, mas que possuam alguma intensidade ou elementos de harmonização, como robust porter, dubbel, brown ales, old ales, etc.;
  • charutos mais robustos e intensos combinam com bebidas de igual personalidade, como imperial stouts, imperial porters, barley wines e dark strong ales;
  • sours envelhecidas em barris de carvalho (Lambic, Gueuze, Oud Bruin, Flanders Red Ale e outras sours de fermentação mista) trazem uma acidez que limpa o paladar. Notas da levedura selvagem brettanomyces também combinam bem;
  • a harmonização com uma cerveja envelhecida em carvalho traz um terceiro sabor, tornando tudo mais complexo e ainda mais interessante. Neste caso, Imperial Stouts Bourbon barrel aged ficam incríveis com qualquer charuto de fortaleza média pra cima.

No fim do ano passado, a cervejaria Dádiva lançou um charuto exclusivo feito em parceria Dannemann, reconhecida produtora baiana atuante há quase um século e meio. Robusto e intenso, ele é feito com folhas nativas Mata Fina da região da zona da mata na Bahia.

“Por ser um charuto com caráter mais robusto, cervejas que têm sabores e aromas de café e caramelo harmonizam muito bem e trazem mais intensidade na combinação. A Black Mist da Dádiva, por exemplo, é uma RIS de corpo extremamente aveludado e que traz notas intensas de café, cacau, baunilha e carvalho. Outra ideia é criar uma harmonização por semelhança. Este é o caso da Dádiva Maniba Smoked Puddin Porter que, por ter o toque defumado pode acompanhar o charuto desde o início, criando uma experiência intensa e deliciosa. A complexidade da degustação fica por conta da baunilha que é bem acentuada nesta Smoked Puddin Porter”, ensina o sócio e mestre cervejeiro da Dádiva Victor Marinho.

– que existem cervejas escuras que são perfeitas para serem degustadas nos dias mais quentes?

Costuma-se associar cervejas escuras aos dias frios, mas, como já vimos acima, são outras características que vão ditar isso, e não a coloração. Entram na análise o corpo da cerveja, o teor alcoólico, a complexidade. Existem cervejas claras que trazem sensação de aconchego nos dias frios e cervejas escuras leves que são perfeitas para as estações mais quentes.

– que o copo influencia no momento da degustação?

E não é pouco! A taça ou copo em que você coloca a cerveja pode influenciar, inclusive, na retenção de espuma da cerveja e nos aromas que sentimos ao degustá-la.