Sem expressão, Araraquara adere ao Buzinaço

Um pequeno grupo de empresários e trabalhadores autônomos se reuniu em frente ao paço municipal, por volta de 15h30 desta sexta-feira (27)

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Os poucos participantes do ato se diziam revoltados com o fechamento do comércio para evitar a proliferação do coronavírus

Um pequeno grupo de empresários e trabalhadores autônomos se reuniu em frente ao paço municipal, por volta de 15h30 desta sexta-feira (27), para protestar contra o decreto municipal que determina a suspensão do atendimento ao público por todos os estabelecimentos comerciais não essenciais à população, feito para evitar a propagação do coronavírus.
De acordo com o decreto 12.236, de 23 de março, comércio e serviços não essenciais à população devem suspender o atendimento ao público por 15 dias, contados a partir da última terça-feira (24). Uma loja pertencente a uma grande rede foi fechada no centro, nessa quinta-feira (26), pelo Procon, por descumprir o decreto municipal.
De acordo com o assessor parlamentar do deputado estadual Douglas Garcia (PSL), Rodrigo Ribeiro, que participou do ato como apoiador, o ‘buzinaço’ foi marcado, através das redes sociais, por empresários, comerciantes e trabalhadores autônomos que se dizem insatisfeitos com a determinação da prefeitura de fechar as empresas temporariamente. “Eles temem que a medida possa gerar desemprego e fechamento de empresas”, disse Rodrigo.
De acordo com ele, era esperado um número maior de participantes, mas apenas cerca de 10 veículos circularam o quarteirão da prefeitura fazendo muito barulho. Pouco antes das 16h, o pequeno grupo seguiu em carreata pela Rua 9 de Julho até a Avenida Bento de Abreu de onde retornou até o local de partida pela Rua São Bento. Outros veículos que passavam pelas ruas também usaram as buzinas para prestar apoio ao grupo.

Outro lado
Durante o ato em frente à Prefeitura, moradores de um edifício que fica do outro lado da Rua 3, fizeram um pequeno ‘panelaço’ nas janelas dos apartamentos e gritaram palavras de ordem contra o presidente Jair Bolsonaro. A Polícia Militar e agentes de trânsito acompanharam de perto o ato que não registrou confusão.

 Colaboração :José Augusto Chrispim