Presos de Araraquara confeccionaram 120 toucas de lã para idosos de asilos

Ao todo, 13 detentos participaram da linha de produção das peças de tricô

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No período de pandemia, em que algumas oficinas de trabalho e atividades externas foram suspensas nos presídios do estado, reeducandos e servidores focam parte do tempo em ações voluntárias. Doações de roupas, de máscaras e toucas para idosos estão entre as ações promovidas nas unidades prisionais subordinadas à Coordenadoria da Região Noroeste (CRN).

Em Araraquara, por exemplo, o tricô já faz parte da rotina do Centro de Ressocialização (CR) Masculino, onde presos confeccionaram mais de 120 toucas de lã para aquecer os idosos assistidos por entidades da cidade, durante o período de inverno.

Ao todo, 13 detentos estiveram envolvidos na linha de produção. O material de trabalho (lãs e agulhas) foi viabilizado pelos próprios funcionários. O ato de tricotar tem ajudado a preencher o tempo ocioso de parte da população prisional em tempos de coronavírus e a colaborar com o próximo.

Roupas

Servidores das unidades prisionais e sede administrativa da CRN arrecadaram agasalhos para instituições beneficentes da região. Em cerca de quatro meses de campanha, foram arrecadadas 8.978 peças novas e seminovas, incluindo cobertores e calçados. Todo material foi destinado a casas de idosos, prefeituras, fundos sociais, instituições religiosas, entre outras entidades filantrópicas.

Máscaras

Parte dos presídios da região esteve envolvida na produção de máscaras. Confeccionados pelos presos, os itens foram disponibilizados para o uso de servidores e da população carcerária, além de serem doados a prefeituras municipais e entidades beneficentes.

Outras regiões

O exemplo de solidariedade durante a pandemia também se estende a outras regiões do estado. Em Presidente Bernardes, presídio de segurança máxima, agentes penitenciários reuniram 510 peças de roupas e quase 150 quilos de alimentos para pessoas assistidas pelo Fundo Social de Solidariedade local.

Na Penitenciária Feminina de Sant’Ana, localizada em São Paulo, presas com aptidão para corte e costura fizeram 7 mil máscaras de pano. Ainda na capital, desde março, funcionários já arrecadaram mais de duas toneladas de alimentos, produtos de higiene e de limpeza para instituições filantrópicas e religiosas.