Preço do combustível cai na refinaria, mas não nas bombas em Araraquara

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Adriel Manente

Combustíveis não sofreram queda acentuada de preço em Araraquara. Foto: Adriel Manente
Combustíveis não sofreram queda acentuada de preço em Araraquara. Foto: Adriel Manente

Nas últimas semanas, a Petrobrás, que é a principal distribuidora de combustível do país, sofreu abatimentos nos preços do combustível em suas refinarias. O corte nos valores se refere à queda no valor internacional do barril de petróleo. Só nessa semana, o tombo do preço foi de mais de 3%, o que já dá um acumulado de mais de 19% nas cifras do combustível.

Porém, esses descontos não têm sido sentidos nos postos de Araraquara. “A gente não abaixou o valor por que esse desconto não tem chegado até nós”, relata Luís Fernando, proprietário do Totale Auto Posto, que fica na esquina da Rua Voluntários da Pátria (5) com a Avenida Padre Francisco Salles Colturato (36). Segundo Fernando, a compra dos combustíveis se dá através de um site, onde se tem autonomia apenas do volume que é pedido. “Nós vamos ao site e lá está um preço fixado a nós. A gente não tem como mudar isso”, explica.

O empresário diz que a gasolina vendida, caso a queda do preço fosse realidade, baratearia e, que ele, como dono do negócio, adoraria que fosse assim feito. “Eu vendo hoje a gasolina a R$ 4,35. Se houvesse esse reajuste, creio que o litro sairia a menos de R$ 4,00 para o consumidor final”. “Eu sou o mais interessado nisso tudo, pois aumentaria a clientela com certeza”, finaliza.

E o que diz a Petrobrás?
De acordo com comunicado oficial enviado pela distribuidora da Petrobrás, o preço final nos postos de combustíveis é livre por lei, e definido por cada revendedor a partir de sua estrutura de custos, política comercial, concorrência, entre outros fatores. “As distribuidoras, por vedação regulatória, não podem estabelecer esse valor”, diz a nota.

Ainda segundo o ofício da empresa, na estrutura de formação de preço ao consumidor final existem vários elos, desde o custo de aquisição  do  produto estabelecido pelos produtores nacionais ou importadores, passando pelas distribuidoras e os postos, além da carga tributária e o custo do etanol anidro misturado à gasolina. Atualmente na proporção de 27%.

Como é medido o preço da gasolina, afinal?
A Petrobrás mandou também um infográfico bem detalhado sobre como se forma o preço final nas bombas para os consumidores.

Confira:

Foto: Divulgação/Petrobrás

Os valores praticados pela Petrobras representam atualmente menos de um terço (27%) do preço pago pelo consumidor nos postos, conforme o infográfico. Além disso, cerca de 45% do total são tributos, sendo 30% ICMS, recolhido pelos Estados, e 15% Cide e PIS/Cofins, de competência da União.

Do restante da composição do preço final, 12% é o custo do etanol, que, por lei, deve compor 27% da gasolina comum, e outros 16% corresponde aos custos e lucro dos distribuidores e postos de gasolina.