Oficina debate intoxicação exógena e o sarampo

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O Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) XII da Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST) Regional Araraquara, realizou nesta ultima quinta-feira (29) oficina sobre intoxicação ixógena e também, devido à importância, foi incluída a questão do sarampo. O Coordenador da Atenção Especializada da Secretaria Municipal da Saúde, Edison Rodrigues Filho, representou Araraquara.

O GVE XII realiza mensalmente encontro das Vigilâncias Epidemiológicas dos municípios que compõe a GVE XII. A oficina contou com a participação dos representantes dos diversos municípios que foram atualizados sobre os conceitos relacionados à intoxicação exógena.

Segundo o Manual de Vigilância Epidemiológica (2019), o conceito de Intoxicação Exógena refere-se ao conjunto de efeitos nocivos representados por manifestações clinicas ou laboratoriais que revelam o desequilíbrio orgânico produzido pela interação de um ou mais agentes tóxicos com o sistema biológico.

Profissionais da Saúde do CEREST apresentaram os conceitos sobre a intoxicação exógena e a importância da notificação, pois trata-se de notificação obrigatória e fundamental para garantir a efetiva vigilância dos agravos de saúde pública que tem grande impacto na saúde da população. Foi destacado também o aspecto peculiar na nossa região que é a presença dos agrotóxicos nas diversas plantações e a intensa utilização desses agentes tóxicos podem gerar agravos ocupacionais e contaminação de parte significativa da população.

Marcia Tereza Barbieri, Diretora Técnica da GVE XII, fez uma exposição sobre a situação epidemiológica do sarampo no estado de São Paulo e sobre a importância de cumprirmos as metas vacinais e atingirmos uma cobertura vacinal efetiva da população. Ressaltou que tem municípios com coberturas baixas e isso gera um alerta importante na nossa região.

“Na oficina foi possível verificar a necessidade de termos vigilâncias estruturadas e com apoio da gestão local para que os agravos de saúde sejam detectados em tempo oportuno e, assim, possam ser interrompidos sem gerar surtos ou epidemias”, opinou Edison Filho.

Na ocasião, os participantes dos municípios relataram a necessidade de compatibilizar a vacina de febre amarela e de sarampo, mas que são essenciais para a efetiva cobertura vacinal da nossa região.