Movimento Negro faz ato contra violência policial no Brasil

Protesto realizado na Praça Santa Cruz, neste sábado (21), reuniu também estudantes e trabalhadores em geral

105

Na manhã deste sábado (21), um grupo de militantes do Movimento Negro e outros movimentos populares, entre estudantes e trabalhadores, realizaram um Ato Público na Praça Santa Cruz, no centro de Araraquara, em protesto contra a violência policial e dos seguranças, incluindo um policial, nessa quinta-feira (19), que agrediu até matar o trabalhador negro João Alberto, com apenas 40 anos, numa das lojas do Carrefour na cidade de Porto Alegre.

De acordo com Walter Miranda, um dos presentes ao ato, durante o protesto, policiais militares questionaram os presentes sobre qual seria o motivo do protesto. “De repente, apareceram dois policiais que perguntaram os nomes dos líderes da manifestação aqui na Praça Santa Cruz. Respondemos que os líderes eram todos os presentes. Aí eles questionaram a proibição da concentração de pessoas. Nós respondemos que todos estavam com máscaras e mantendo a distância de 1,5m um do outro e que iríamos continuar o Ato Público. Eles continuaram questionando e dizendo que estavam cumprindo ordens. Perguntamos, ordem de quem, e eles disseram do Comando. Sem nos preocupar com as suas presenças, continuamos a manifestação. Na minha fala eu, muito indignado, disse que os pretos e pobres estão cansados se serem agredidos e mortos pela PM e seguranças assassinas no Estado de São Paulo e no Brasil. Vimos, há pouco tempo, o assassinato do George Floyd, nos Estados Unidos, e agora o assassinato do João Alberto, por um segurança e um policial, na loja do Carrefour na cidade de Porto Alegre. Falei, também, que não podemos aceitar as ameaças de morte sofridas pela primeira vereadora negra Ana Lúcia Martins (PT), eleita na cidade de Joinville (SC). De repente, surgiram mais duas viaturas com policiais, o que não havia até então”, relatou Walter.

O ato pacífico foi acompanhado também por pessoas que passavam pela praça e comerciantes das barracas de camelôs.

Foto: Divulgação