Entidades empresariais sugerem a Edinho Silva reabertura gradual do comércio a partir de quarta (8)

Entidades pediram a postergação de impostos municipais e que o prefeito interceda junto a CPFL e ao DAAE no sentido de minimizar o impacto das contas nesse momento de crise

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Reunidos com o prefeito municipal, Edinho Silva, na tarde desta quinta-feira (2), os presidentes da Associação Comercial e Industrial de Araraquara (ACIA) José Janone Júnior, do Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara (Sincomércio) Antonio Deliza Neto, do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Araraquara, Fernando Pacchiarotti, manifestaram seu apoio as medidas tomadas pela administração pública no combate ao avanço da epidemia de Coronavírus na cidade e apresentaram ao chefe do executivo suas apreensões para o que está por vir.

Preocupados com o aumento dos casos, mas confiantes nas medidas sanitárias tomadas pelas autoridades paulistas e mais notadamente pelas autoridades sanitárias em Araraquara, os representantes empresariais apresentaram ao prefeito algumas reivindicações que reduziriam bastante o impacto econômico sobre as já combalidas empresas da cidade, bem como sugestões de retomada do comércio de forma gradual e segura.

Baixada pelo governador do estado, João Dória, e aplicada na cidade através de um decreto de Calamidade Pública assinado pelo prefeito municipal, a quarentena tem dia certo para terminar, e segue até o próximo dia 7 de abril, embora já se fale na possibilidade de ela ser estendida por mais alguns dias.

O assunto foi abordado no encontro, que tratou ainda de outros problemas que envolvem o empresariado local, bem como da abalada saúde financeira das empresas de cidade, além, é claro, da manutenção de empregos. Como se sabe, a crise já causou demissões e o fechamento de casas comerciais em Araraquara.

Nesse sentido, os presidentes da ACIA, Sincomércio e Sinhores entregaram em mãos ao chefe do Executivo um documento firmado e subscrito pelas três entidades solicitando a adoção, por parte da municipalidade, de ações urgentes no sentido de desonerar as empresas locais. Os presidentes pedem, entre outros pontos, a postergação do pagamento das parcelas do IPTU com vencimento de abril a dezembro (os valores seriam pagos a partir de 2021 em 36 parcelas), além da prorrogação do vencimento do ISS (Imposto sobre os Serviços (os valores seriam pagos em 36 parcelas, a partir de 2021).

Os presidentes pediram ainda a postergação, por seis meses, do pagamento da cota do Simples Nacional que a Prefeitura tem direito, tal como ocorreu com a cota do governo federal. No que diz respeito à cota que o estado tem direito, eles informaram que a Facesp se encarregou de negociar diretamente com o governador. Taxas de alvará de licença e de fiscalização também foram colocadas na mesa.

Os empresários apelaram ao prefeito também na busca de apoio para outras medidas emergenciais, como na interseção junto a empresa de Energia Elétrica e de Água e Esgoto, para que sejam cobradas tarifas mínimas durante o desenrolar da crise, além do compromisso de se suspender o corte de luz e água nesse período. O valor excedente seria pago de maneira parcelada a parir de 2021.

Atento as explicações dos presidentes da ACIA, Sincomércio e Sinhores, Edinho mostrou bastante preocupação com o momento vivido por todos, e confirmou o que todos já esperavam: a arrecadação do município despencou.

Por outro lado, o prefeito mostrou-se focado nas ações do Comitê de Contingência e combate ao avanço do Coronavírus criado pela Prefeitura, especialmente devido ao aumento dos casos suspeitos e confirmados no município, e por isso, acenou com a possibilidade de não suspender a quarentena.

Proposta

Manifestando total apoio as medidas tomadas pelo município, mas buscando uma alternativa para a crise, Janone, Deliza e Fernando apresentaram ao prefeito uma proposta alternativa, e que pode muito bem ser a saída para amenizar os problemas.

A ideia, encaminhada pela ACIA para o presidente da Facesp para que ele interceda junto ao governador João Dória em nome de todos os empresários do estado, prevê reabrir o comércio em meio expediente (4 horas/dia) e com apenas 50% das lojas, fazendo uma escala da seguinte maneira:

– Lojas de rua com numeração do lado par, abrem de segunda, quarta e sexta-feira.

– Lojas de rua com numeração do lado impar, abrem de terça, quinta e sábado.

Bem recebida por Edinho, a proposta pode avançar, mas o prefeito deixou claro que tudo vai depender do tom da fala do governador João Dória a respeito do futuro da quarentena no estado.

As partes, porém, seguirão conversando nos próximos dias, em busca de um caminho que minimize a crise e devolva a cidade a uma vida o mais próximo, quanto possível da normalidade.