Coordenador e grupos de ciclistas alertam para cuidados no trânsito

Com o aumento considerável de novos ciclistas, muitos acidentes estão ocorrendo

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Com a pandemia causada pelo novo coronavírus e, consequentemente, a restrição aos esportes coletivos de contatos físicos, o ciclismo vem atraindo novos adeptos principalmente para o lazer, contato com a natureza e o bem-estar.

Em Araraquara, existem vários grupos e os líderes alertam para o crescente número de novos ciclistas, que precisam respeitar as regras básicas na área urbana e rural e, assim, evitar acidentes.

A vendedora atendente Fátima Bertho, de 45 anos, integra o Pedal Legal e outros três grupos, e percorre com o marido André Bertho, 45, e as filhas Rillary, 18, e Tiffany, 13, as trilhas das cachoeiras, principalmente no Assentamento Monte Alegre.

 “Nosso grupo realiza passeios aos domingos e também trilhas noturnas as terças-feiras e quintas-feiras. Notamos um aumento considerável de novos ciclistas e, por conta disso, muitos acidentes estão ocorrendo”, relata Fátima.

Fátima alerta para que os novos respeitem as regras básicas para um passeio com segurança. “É preciso pedalar com atenção, observar as normas de trânsito e estar bem equipado. Capacete, máscara, luvas, óculos de proteção, lanternas, taxas refletivas, buzinas e espelhos são equipamentos indispensáveis, além da revisão da bicicleta com profissional especializado”.

Segundo o coordenador municipal da Mobilidade Urbana, Nilson Carneiro, “o ciclista tem direitos e deveres em meio ao trânsito e também está sujeito a multas se desrespeitar as normas de trânsito”.

Estrutura

De acordo com levantamento da Coordenadoria da Mobilidade, a malha cicloviária de Araraquara abrange sete quilômetros e setecentos e trinta de dois metros (7,7 km) no perímetro urbano.

A ciclofaixa na Avenida Abdo Najm, no Parque Residencial São Paulo, é mais extensa da cidade com 1,57 km. Em segundo lugar, a ciclovia na Rua José Palamone Lepre, no Jardim Paraíso, atinge 1,5 km e a ciclovia no bairro Quitandinha, no entorno do Campus Ville e do Campus da Unesp, possui 1,4 km.

Já a ciclovia na Avenida Antônio Honório Real, no principal corredor do Vale do Sol, atinge 1,2 km. Enquanto a ciclofaixa, compartilhada com a calçada, no Parque das Hortências, na Rua Synésio Wyss Barreto, tem 1,1km. Implantada na Avenida Alberto Tolói, a ciclofaixa, também no Quitandinha, abrange 942 metros. A Prefeitura também está construindo uma ciclofaixa que ligará o Parque São Paulo, até a Avenida Abdo Najm (Parque Gramado), num investimento de R$ 200 mil.