Alergia respiratória apresenta sintomas similares ao da Covid-19

A médica alergologista Gizele Ferreira Cunha, do Grupo São Francisco, orienta que os casos só podem ser diferenciados por meio de exame

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Os sintomas de alergias, principalmente, de origem respiratória como rinite, asma ou bronquite, entre outras, podem ser similares ao da contaminação pelo vírus da Covid-19.

A médica Gizele Ferreira Cunha, especialista em alergia e imunologia infantil do Grupo São Francisco, que pertence ao Sistema Hapvida, alerta que os sintomas podem ser confundidos e que o diagnóstico só é possível por meio de realização de exames.

“Os sintomas de exacerbação de doenças alérgicas podem ser parecidos com os da Covid-19. A diferença só pode ser comprovada por meio de exame”, diz Gizele.

Considerando os novos hábitos e medidas adotadas durante o período da pandemia, a médica do São Francisco alerta ainda que as máscaras dificilmente causam algum tipo de reação alérgica. Por outro lado, ela esclarece que seu uso contínuo, sem os devidos cuidados, pode gerar efeitos colaterais.

“Quase não há reação alérgica com relação às máscaras. Mas, sim, efeitos colaterais pelo uso prolongado. Assim, devemos fazer a hidratação da pele e usar máscaras liberadas pela Anvisa. Em caso de algum tipo de alergia é importante consultar um especialista”, afirma Gizele.

Cuidados

Além dos cuidados necessários para a prevenção da Covid-19 durante o período de pandemia, a médica faz um alerta em relação aos demais casos de alergia, que também podem ter consequências perigosas se não forem tratadas.

De acordo com ela, os casos mais comuns são alergias respiratórias como rinite, asmas ou bronquite; alergia de pele como dermatite, urticária; alergia a alimentos; conjuntivite alérgica e alergia a medicamentos.

“Encontramos diversos tipos de alergias anafilaxias (reações alérgicas graves), sendo que as alergias alimentares, a medicamentos e asma são as de maiores riscos. A prevenção depende de cada doença”, ressalta Gizele.

Durante o período de pandemia, a médica especialista em alergia reforça que não é recomendado utilizar umidificadores nos quartos, já que esses equipamentos ajudam a disseminar os vírus e os mantém vivos por mais tempo no ambiente.

“O quarto de dormir deve ser preferentemente bem ventilado e ensolarado. Evite tapetes, carpetes, cortinas e almofadões. Evite bichos de pelúcia, estantes de livros, revistas, caixas de papelão ou qualquer outro local onde possam ser formadas colônias de ácaros no local”, aconselha Gizele.

Outro alerta da médica do Grupo São Francisco se refere aos cuidados mesmo em atividades praticadas ao ar livre, já que a presença de polens e poluentes podem agravar os quadros de alergia. “Os esportes podem e devem ser praticados, evitando-se dias com alta exposição aos pólens ou poluentes em determinadas áreas geográficas”, finaliza.

Telemedicina

Para dar mais suporte seguro aos beneficiários, o Sistema Hapvida disponibiliza a teleconsulta por vídeo, evitando a presença física nos Pronto-Atendimentos e consultórios nesse momento de combate ao novo coronavírus. Mais de 72 mil atendimentos foram realizados desde que o serviço foi lançado, em abril. Diariamente, são feitas cerca de 1 mil orientações médicas por teleconsulta, referente a Covid-19 e urgências simples.

Dentre os atendimentos realizados, apenas 5% precisaram recorrer a alguma unidade física da rede de saúde, configurando casos de maior urgência. Para o paciente ter acesso ao serviço oferecido pelo Sistema Hapvida, tanto para teleconsulta de urgência simples como de Covid-19, basta acessar o site do Grupo São Francisco,http://www.saofrancisco.com.br/. O serviço funciona todos os dias, 24 horas.