Agosto Dourado: Gota realiza ações de incentivo ao aleitamento e doação de leite humano

Bexigas douradas e exposição de fotos marcam o mês simbólico na promoção do aleitamento materno

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A Maternidade Gota de Leite iniciou agosto com uma série de ações alusivas ao mês do aleitamento materno. Bexigas douradas e amarelas espalhadas pelos corredores da maternidade marcam o Agosto Dourado, o mês simbólico na promoção do aleitamento materno, no Brasil e no mundo.

A nutricionista Mayara Perna Assoni, coordenadora do Posto de Coleta da Maternidade, explica que o objetivo do Agosto Dourado é incentivar o aleitamento materno e também estimular a doação de leite humana. Ela reforça que o leite materno é o alimento mais completo que existe para o recém-nascido, por isso, é muito importante, principalmente para os que estão internados. Com o leite materno, o bebê prematuro ganha peso mais rápido, se desenvolve com mais saúde e fica protegido de infecções, diarreias e alergias.

É tão completo que o bebê pode receber leite materno, de forma exclusiva, até os primeiros seis meses de vida, e de forma complementar, até os dois anos de idade, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Nós enfeitamos a maternidade com um arco e bexigas amarelas e douradas e também fizemos murais de fotos das nossas doadoras de leite humano e de funcionárias da maternidade amamentado. Elas também há foram doadoras. E tivemos pintura nos seios das puérperas da maternidade, estimulando a amamentação. A decoração e as fotos vão ficar expostas o mês todo”, ressalta a coordenadora do Posto de Coleta da maternidade.

Doação de leite humano
A nutricionista explica que qualquer mulher que esteja amamentando pode ser doadora. Basta ser saudável, não fumar mais de 10 cigarros por dia, não fazer uso de drogas ou bebidas alcoólicas, e não ter doenças infectocontagiosas. Quem fez transfusão sanguínea também tem que esperar 1 ano após a data da transfusão.

Na primeira doação, a mãe vai até a Gota de Leite passar pela triagem e receber as orientações necessárias sobre como ordenhar em casa e os cuidados de higiene necessários. Depois, todas às terças-feiras, o leite é coletado de casa em casa pela equipe do Posto de Coleta.

“As doadoras saem do hospital com todas as informações e um kit para coleta em casa, que contém frasco de vidro estéril, touca, máscara e etiqueta de identificação. O mínimo, por semana, é de 180 ml. E a cada visita da equipe para pegar o leite coletado, elas recebem um novo kit”, explica Mayara. “E por conta da pandemia de Coronavírus, a doadora é orientada a não doar leite se estiver com sintoma de síndrome gripal e também se tiver tido contato com alguém positivado. Em relação aos cuidados com higienização e à paramentação, tanto da doadora, quando da equipe, a maternidade sempre foi muito rigorosa com isso, mesmo antes da pandemia”, acrescenta.

Antes da doação, a mãe ainda passa por triagem, por exames de HIV, VDRL, Hepatite B e Hepatite C e faz uma ficha de cadastro. É necessário também apresentar a carteirinha da gestante e exames recentes, se tiver. Depois da doação, o leite doado é analisado, pasteurizado e submetido a um rigoroso controle de qualidade no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

O Posto de Coleta, que fica na Gota de Leite, localizada na Rua Carlos Gomes, 1.610, no Centro e funciona de segunda sábado, das 7h às 18h30. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3305-1530.