Mandetta rebate Doria sobre “paternidade” da cloroquina

Ministro da Saúde disse que decisão já havia sido tomada em reunião com especialistas

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Após o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), dizer que o médico David Uip havia orientado o Ministério da Saúde sobre a distribuição de cloroquina na rede pública, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, alfinetou os dois e disse que a recomendação para prescrição em casos graves e críticos já fora tomada por consenso em reunião com vários especialistas.

– Hoje esse medicamento não tem paternidade, governador não precisa politizar esse assunto, esse assunto já esta devidamente colocado. Precisamos que todos tenham maturidade, tenham visão, foco e disciplina para que a gente possa atravessar esse momento – disse Mandetta em entrevista no fim da tarde desta quarta.

A cloroquina tem estado no centro de discussões, porque o presidente Jair Bolsonaro defende um uso amplo da substância para casos de coronavírus. Relatos de pessoas que tiveram boas evoluções em seu quadro de saúde, após o uso do remédio, tem corroborado a fala do chefe do Executivo.

Em outra alfinetada a Uip, Mandetta disse que não vira da cabeça dele uma recomendação de uso da substância.

– Não vai ser da cabeça do doutor Uip, não vai ser da minha cabeça. Não existe ninguém dono da verdade. Não existe nenhum estado melhor que outro, somos todos iguais – disse.

Na terça-feira (7), Mandetta ainda ressaltou que cabe aos médicos a decisão e responsabilidade de prescrever o remédio caso julgue necessário.

*Folhapress