Todos têm direito ao trabalho

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Por Alessio Canonice

Como se não bastassem os quase treze milhões de pessoas desempregadas em todo o país, tivemos a oportunidade de presenciar, através das imagens da televisão milhares de desempregados em busca de uma vaga para o desempenho da sua atividade profissional na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, um fato que causa emoção a todos que têm sensibilidade e bom senso de um modo geral.

Referidas pessoas, na expectativa de alcançar um lugarzinho ao Sol no mercado de trabalho, foram enganadas por um boato que circulou nas redes sociais, acrescentando a essa situação o grande número de pessoas que se postou na fila, estendendo-se até a madrugada do dia seguinte e, pela manhã, foram informadas de que se tratava de “fake news”, um tipo de situação revoltante e que merece a punição dos responsáveis por essa notícia falsa.

Há de se ressaltar com exclusividade, que mexe com a esperança dos trabalhadores, mormente em um país que ainda predomina o grave problema do desemprego há anos, sem que hajam algumas medidas por parte do governo em nível Federal, no sentido de minimizar a situação das pessoas desempregadas e com esperança de abraçar alguma atividade profissional que esteja ao alcance da capacidade de cada uma delas.

Merece, na nossa opinião, alguma investigação, visando apurar os protagonistas dessa notícia, além da punição aos responsáveis, para que fatos dessa natureza não mais venham a ocorrer em nosso país, principalmente no que tange a um chefe de família desempregado, constituindo-se em uma falta de respeito àqueles que estão dispostos a contribuir com o seu trabalho, executando alguma ocupação neste difícil mercado de trabalho.

Afinal, não se pode brincar com uma questão dessa natureza, já que a gravidade dos problemas que atinge milhares de famílias, devem, isto sim, os responsáveis pela notícia falsa, colaborar para que o índice de desemprego tenha uma redução, já que a consequência da falta de renda das famílias afeta a própria economia, além de ser um assunto com abrangência na própria sociedade.

Há de se lamentar o fato de homens e mulheres, que há anos lutam para conquistar um emprego, para que possam sobreviver condignamente em busca de uma colocação no campo da atividade profissional e, quando questionados sobre sonhos do futuro, já respondem de imediato que o desejo é de uma vaga para trabalhar.

Os números apresentados nos últimos dias pelo IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), trazem alguma esperança de melhoria e otimismo, porém, somente com o passar dos dias, meses e anos, é que teremos um resultado positivo e salutar que convença a todos que estão atentos ao problema do desemprego e que o acompanha através da imprensa e de outros noticiários.

Apesar dos pesares, a taxa de desocupação no Brasil caiu de 12,7% da população no primeiro trimestre desse ano para 12%, no trimestre de abril a junho, um ponto positivo e que merece destaque no âmbito Nacional, acrescentando a essa situação o fato de que o número de empregados com carteira assinada cresceu satisfatoriamente desde o trimestre terminado em 2.014.

Uma das questões a ser ventilada nesta oportunidade, prende-se à situação de que o número de desempregados é tão alto que as soluções favoráveis e positivas somente podem ter perspectiva a longo prazo. Neste segundo trimestre de 2.019, 12,8 milhões de brasileiros declaram estar à procura de uma colocação neste sofrível mercado de trabalho.

À vista do que narramos até aqui, esses desempregados integram um grupo de 24,8 milhões de pessoas que reúne desocupados para trabalhar mais horas, a fim de fortalecer os ganhos e ter uma sobrevivência que lhes garanta uma vida mais confortável com as necessidades prioritárias e indispensáveis.

Em um país como o nosso, vale frisar que há anos vem lutando para que haja melhor igualdade social, mas a falta de medidas efetivas por parte do governo para incremento do mercado de trabalho, criar vagas tem sido um desafio que vem se estendendo ao longo de vários anos e de difícil solução, mas há esperança de que novas mentalidades do parlamento, de comum acordo com o executivo, encontrem algumas fórmulas que possam reduzir de uma maneira eficaz o índice de desemprego no país.

Enfim, é o que os brasileiros esperam desse novo governo: iniciativas que produzam efeitos positivos e que as chamas dessa intenção permaneçam acesas.