O legado de Buda

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Por Genê Catanozi

 

Independente de qualquer convicção religiosa, todos nós temos que aprender um pouco de tudo. Sem querer achar que uma é mais importante que a outra.

Cada denominação tem a sua estrutura e sua linha de pensamento e de conversão. No final, cabe a cada um de nós saber qual é qual de verdade.

Pensando um pouco sobre Buda, essa figura carismática de um monge como autoridade máxima de um país (Tibet) é pouco compreendido pelos ocidentais. Mas desde que ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1989, o mundo olhou com mais interesse para ele.

Vários de seus ensinamentos se disseminaram pelo mundo. O Tibet é o país mais alto do mundo e sua capital Lhasa é a moradia dos monges tibetanos.

Dalai-lama é o 14º monge dos tibetanos.

Entre seus ensinamentos e os bons frutos que se espalharam pelo mundo Dalai-Lama diz: “A melhor religião é aquela que te faz melhor, mais compassivo, mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável. A religião que consegue fazer isso de ti é a melhor religião.”

Segundo Dalai-lama, não é preciso ter religião para ter ética, um conjunto de valores morais e princípios de conduta que devem ajustar as relações entre os diversos membros da sociedade. A ética transita em qualquer fé e é a viga central na construção de um mundo mais feliz. Nada mias é do que o velho ditado de não fazer com ninguém o que não se deseja a si mesmo.

Buda também deixou vários legados para seus seguidores que depois começaram a ser seguidos pelo mundo afora.4 foram chamados de “Nobres verdades”.

O primeiro “a vida é sofrimento” ele destaca que o que desencadeia o sofrimento é a dor física, a separação daqueles que amamos, conviver com pessoas desagradáveis e a impossibilidade de conseguir algo que desejamos.

O segundo “o sofrimento nasce do desejo” de possuir bens materiais.

O terceiro “é possível controlar o desejo” exercitar o desapego aos bens materiais ajuda a controlar a intensidade dos desejos.

O quarto e último “o caminho para se livrar do sofrimento” é ter a capacidade de mudar de atitudes destrutivas e a prática constante de meditação. É importante compreender a interligação das coisas e evitar a mentira e todo comportamento prejudicial aos outros. Pensar antes de agir completa o circulo virtuoso.

Passar o bastão com mais suavidade é um sinal positivo de quem já está preparado para não entrar em uma competição desumana e cruel. É positivo querer chegar primeiro desde que a intenção seja abrir caminho para outros, tornar mais fácil o caminho deles, ajudá-los ou mostrar-lhes o caminho. A competição é negativa quando desejamos derrotar os outros, empurrá-los para baixo para podermos subir.

Como inicio, principio e fim temos a grande responsabilidade de desfazer a grave degradação ambiental, que é resultado do comportamento humano incorreto. A humanidade dever ter a iniciativa de reparar e proteger o planeta.

É óbvio que, quando dizemos humanidade ou sociedade a iniciativa sem qualquer sombra de dúvida deve vir dos indivíduos que compõem a sociedade.Dala-lama afirma que, a sociedade e a comunidade é simplesmente o coletivo de indivíduos.

Por fim, já que ninguém nasceu de chocadeira o negócio é tentar sair da zona de conforto e botar a mão na massa. (extraído trechos do nr. 84 da revista Bons Fluídos)