IEBA 50: Comemoração da formatura das turmas de 68,69 e 70

6

*Coca Ferraz

Tem festa aí, gente! Neste fim de semana, os alunos do Científico, do Clássico e do Normal que saíram do Instituto de Educação Bento de Abreu (IEBA) – nome à época da hoje Escola Estadual Bento de Abreu (EEBA) – nos anos de 1968, 1969 e 1970 estarão comemorando 50 anos da formatura.

Organizada por muitos colegas, com destaque para o grande Vandanban (Ayrton Filardi Jr.), a programação é intensa. Sábado às 10 horas visita ao EEBA e homenagem ao nosso mais ilustre escritor, o ex-iebano, agora membro da Academia Brasileira de Letras, Ignácio de Loyola Brandão. Ao meio dia, almoço comemorativo e homenagem da Academia Araraquarense de Letras ao Ignácio (seu patrono) com a entrega de um cartão de prata. Sábado à noite coquetel dançante “mata saudade”. Domingo, almoço festivo.

A expectativa do reencontro por parte dos ex-iebanos é frenética. O problema vai ser reconhecer os colegas depois de 50 anos. A única coisa que tenho certeza absoluta: os homens vão estar “velhos e feios”, mas as mulheres, “jovens e belas”. Aliás, no IEBA só tinha moça bonita. Obviamente, a mais linda delas se casou comigo.

Por certo as conversas serão nostálgicas, com lembranças boas, a maior parte, e algumas poucas, ruins. Essa é a vida no planeta Terra: alternância entre alegrias e tristezas – certamente sentimentos necessários para a nossa evolução espiritual. Será inevitável a lembrança de alguns colegas que já se foram para outro plano da vida cósmica, como é caso do Toninho Pereira Lima, que, como o seu pai, foi das pessoas mais carismáticas que conheci.

Certamente vamos recordar dos nossos professores. Não me lembro de todos, mas cito alguns de memória: Ulisses Ribeiro, Maria Helena de Moura Neves, Moreira, Cidinha, Volmes, Horácio Serafim, Eulália Schiavon, Candinha, Zulmira, Mister (de Inglês) e por aí vai.

O duro vai ser aguentar o Brandão, o Marquinho da Globo, o Falcoski, o Talato e outros pernas de pau dizendo que o Sambafo foi o melhor time do mundo. Mas, fazer o que? Cumpre fazer sacrifícios na nossa jornada terrena.

Que seja uma bela comemoração!

Licença para finalizar enviando daqui uma benção irlandesa (coisa das mais bonitas que já vi) ao grande ser humano e amigo que nesta semana nos deixou, o Renatinho Haddad: “Que a estrada abra a sua frente, que o vento sopre sempre em suas costas, que o sol brilhe macio no seu rosto, que a chuva caia macia nos seus campos e, até que nos encontremos novamente, possa Deus segurá-lo mansamente na palma da sua mão”.

*Coca Pinto Ferraz é presidente da Associação Araraquarense de Letras