As mudanças chegaram

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Genê Catanozi

Por Genê Catanozi

Desde o início da história da humanidade buscou-se a sabedoria como fonte impulsionadora da vida. Sendo assim, aprender com o passado na era da tecnologia poderá trazer conhecimentos fundamentais para a união de fatores que agreguem para ser um futuro administrador mais flexível.

As empresas estão mudando o perfil na hora da contratação, estão preferindo profissionais generalistas, isto é, pessoas comprometidas com o conhecimento técnico e humanista.

Para ser um profissional generalista, é preciso abrir caminho através de leituras que explorem a história da humanidade, e que também invista verdadeiramente no relacionamento interpessoal. Não se iluda se queremos ser competitivos, o ideal é abraçar literalmente o conhecimento humano juntamente com a área técnica que se escolheu. Neste mundo globalizado, as empresas com excelência estão de olho no seu grau de aprendizado geral (postura ética e seus fundamentos, conhecimento etc.).

Na antiguidade, muitas pessoas procuravam os conselhos dos filósofos e principalmente de Sócrates sobre a questão: Qual a coisa mais difícil do mundo? Ele dizia, muito claramente: “Conhecer-se a ti mesmo”. Quando lhe perguntavam : Qual a coisa mais fácil do mundo? Ele respondia: “Aconselhar as pessoas”. E, quando lhe perguntavam: De todas as coisas do mundo, qual é a que causa maior satisfação? Ele respondia: “O verdadeiro sucesso interior” (enriquecimento da alma).

Trata-se de uma série de intuições iluminadoras, claro que a coisa mais fácil do mundo é dar conselhos às outras pessoas, o “Xis da questão é se auto-conhecer. O mundo da ciência da administração está repleto de “gurus e de comentaristas “geniais” que aconselham sem sair de suas poltronas ou sofás, simplesmente ganham dinheiro fácil em cima da venda de alguns “Best-sellers”.

Conselho é uma das mercadorias mais disponíveis no mercado, mas “bons conselhos”, ironicamente são difíceis de encontrar. Os que se aproximavam de Sócrates para levar suas questões sobre a vida, faziam bem, porque procuravam um verdadeiro especialista em natureza humana. Os pensadores antigos recomendavam insistentemente a seus ouvintes a necessidade de se auto-conhecer, e hoje finalmente no século XXI sabe-se que eles estavam certos.

Todo trabalhador do século XXI, qualquer nível que seja, precisará ver a si mesmo como um empresário de si mesmo. Deverá ter dentro de si uma visão de um vendedor especializado em serviços, com uma marca muito especial, conhecida por todos. Com isso, ajudará a atrair mais recursos, respeito e oportunidades que manterão o trabalho interessante, uma empresa poderosa e as carreiras em desenvolvimento.

As habilidades interpessoais neste século estão sendo uma das maiores exigências competitivas já registradas pela humanidade.

Inveja, puxa-saco, o leva-e-trás e tantos outros mais, estarão eticamente comprometidos a ficarem pelo caminho, enquanto aqueles que, já se alinharam com a era do conhecimento estarão bem mais à frente, e terão com certeza grandes chances de se tornarem líderes em seu campo de atuação.

Claro que, o líder deverá ter também uma postura ética, deixando de lado suas mazelas e outros quesitos mais, no entanto, o líder não poderá trair os seus seguidores, se o fizer, saíra tremendamente desacreditado.

E já que ninguém nasceu de chocadeira o negócio é tentar sair da zona de conforto e botar a mão na massa.