Vendas reais da indústria têm queda no início do 3° trimestre

O total de Vendas Reais da indústria de transformação paulista caiu 2,7% em julho

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O total de Vendas Reais da indústria de transformação paulista caiu 2,7% em julho, conforme aponta o Levantamento de Conjuntura da Fiesp/Ciesp. Essa foi a terceira queda consecutiva das vendas, acumulando uma perda de 4,9% no período. Porém, os indicadores de produção seguem em trajetória de crescimento, o que eleva as expectativas do setor.

O índice Sensor, por exemplo, mantém os industriais com alta esperança quanto ao retorno da força do segmento. De acordo com os números do levantamento, agosto fechou em 52,3 pontos na série com ajuste sazonal, resultado superior ao mês de julho.

O componente Mercado também se destacou e apresentou variação mais forte no mês. O índice passou de 48,6 pontos, em julho, para 53,0 pontos, em agosto. Já o indicador de Vendas atingiu 50,8 pontos, número muito próximo ao divulgado em julho (50,9 pontos). Números acima dos 50,0 pontos indicam expansão.

Por outro lado, o indicador de Emprego marcou 48,6 pontos na leitura de agosto, diante de 50,2 pontos divulgados no mês de julho. Como o resultado está abaixo dos 50,0 pontos, há sinais de uma possível diminuição dos empregos nos próximos meses.

Até o final do ano, a Fiesp/Ciesp espera manter os indicadores de produção positivos e a recuperação do faturamento da indústria de transformação do estado em ascensão. Essa expectativa está apoiada no aumento das exportações em função do forte crescimento global, no câmbio desvalorizado, no processo de reabertura da economia em resposta ao avanço da vacinação e no ciclo de recomposição de estoques do setor.

Exportações aumentam 19,7%

As exportações da regional de Araraquara do Ciesp registraram movimentação de US$ 1,11 bilhão durante agosto, um aumento de 19,7% na comparação interanual. Já as importações somaram US$ 349,9 milhões, o que significa uma queda de 3,1% frente ao mesmo período do ano passado.

Os principais produtos exportados foram aeronaves e aparelhos espaciais; preparações de produtos hortícolas; e açúcares e produtos de confeitaria. Já as importações da regional se concentraram em máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos; aeronaves e aparelhos espaciais; e máquinas, aparelhos e materiais elétricos.

Os principais destinos das exportações foram Estados Unidos, Países Baixos e China. Por sua vez, as compras da regional tiveram como principais origens Estados Unidos, Portugal e China.