Servidores do sistema prisional praticam de artes marciais a corrida de montanha

Presídios reúnem exemplos de funcionários apaixonados por todo o tipo de esporte

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Celebrado na última sexta-feira (19), o Dia do Esportista contempla atletas profissionais, amadores ou qualquer pessoa que encontra um tempinho em meio à rotina do dia a dia para a prática regular de atividades físicas. Na Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região Noroeste (CRN), inclusive, há vários servidores que se arriscam em alguma performance esportiva. Artes marciais, ciclismo, natação, vôlei, futebol, tênis, triatlo e até corrida de montanha estão entre as modalidades que movimentam os funcionários da CRN.

Desde o início da pandemia de Covid-19, porém, todos tiveram que se adaptar, principalmente quem faz esportes coletivos. Especialistas em saúde já reconhecem, contudo, que atividades físicas ao ar livre podem ser realizadas sem o uso de máscara. É o caso de servidores que treinam corrida, pedalam ou usam a piscina para se exercitar – e que esperam, ansiosos, pelo retorno das provas oficiais.

Corrida de montanha

Entre os atletas que buscam superar seus próprios limites e recordes, está o Agente de Segurança Penitenciária (ASP) Heberton Tadeu Gomes, de 46 anos, que atua no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Cerqueira César. Ele pratica corrida de rua desde 2009 e já disputou centenas de provas, sedo premiado em algumas delas. Em 2012, correu sua primeira meia maratona e, em 2016, comemorou os 42 anos de vida correndo uma maratona (42.195 metros).

Atualmente, o servidor participa de ultramaratonas em trilhas e montanhas. Sua maior distância foi completar os 70 quilômetros da Ultra Trail Run, realizada na Cuesta de Botucatu. “A corrida é uma importante ferramenta para proporcionar saúde física e mental. Para competir longas distâncias, exige compromisso e concentração”, diz.

Triatlo

O Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária (AEVP) Paulo Cesar Lyra Guimaraes, que atua na Penitenciária I “Dr. Walter Faria Pereira de Queiróz” de Pirajuí, pratica triatlo há anos. “Trata-se de um esporte que oferece três opções de modalidades: natação, ciclismo e corrida de rua, o que vem atraindo cada vez mais atletas interessados em diversificar seu treinamento e ter mais qualidade de vida”, destaca.

Paulo coleciona diversas conquistas no esporte, entre elas, terceiro colocado na prova de Short Triatlhon em Piracicaba, em 2016. O ASP também pratica vôlei e tênis e comemora medalhas que ganhou em ambas as modalidades.

Ciclismo

Quando o assunto é atividade física, vale qualquer exercício para manter o corpo em movimento. Musculação e pilates também fazem parte da rotina de servidores que atuam em unidades prisionais da CRN. A maioria, entretanto, se rendeu ao ciclismo. Muitos encontraram na bicicleta uma forma dinâmica e prazerosa de praticar esporte.

Não somente os homens. Grande parte dos adeptos à modalidade são mulheres, que pedalam praticamente todos os dias. Exemplo da ASP Jucélia Gonçalves da Silva, que atua na Penitenciária Feminina de Guariba. Desde 2018 na “onda” da Mountain Bike, ela já participou de passeios ciclísticos regionais e estaduais.

“O ciclismo veio para trazer mais qualidade de vida. Além de ser uma ótima atividade física, também faz bem para a mente”, defende.

Luta e cinema 

Há, ainda, quem consegue agregar artes marciais ao cinema. É o caso do AEVP Diego Ramiro Ferraz de Camargo, de 35 anos, que trabalha na Penitenciária Feminina “Sandra Aparecida Lario Vianna” de Pirajuí. Apaixonado por cinema e fã incondicional do ator chinês Jackie Chan, ele percebeu que, com a mistura de luta e comédia, alcançaria a fórmula certa para os filmes independentes que produz.