Programa Frentes da Cidadania ajudou Ingrid a conseguir emprego e entrar na faculdade

Moradora do Cecap, a jovem frequentou cursos do programa social da Prefeitura, reorganizou sua vida e começou a estudar Ciências Sociais na Unesp

31

Depois de participar do PIIS (Programa de Incentivo à Inclusão Social – Frentes da Cidadania), Ingrid Iani Vidal recuperou a perspectiva de futuro, conseguiu um emprego, entrou para a faculdade e sonha em ser professora. Sua história é exemplo de como as oportunidades podem transformar a vida das pessoas.
A jovem Ingrid, de 21 anos, conta que havia perdido as pretensões para a sua vida antes de frequentar o programa da Prefeitura no Espaço Kaparaó. Com problemas familiares e financeiros, além de dificuldade para deixar o alcoolismo, ela já havia desistido de tentar buscar uma carreira. Também criava o filho Isaac, atualmente com 2 anos.
“Eu sempre quis estudar e ser alguém na vida. Tinha ensino médio completo e sempre quis fazer faculdade, mas eu não conseguia mais ter essa expectativa. A minha vida seria casar e viver cuidando de criança e tendo um filho atrás do outro, ficando assim para sempre”, explica.
Ingrid permaneceu no programa por 1 ano e meio, participou de cursos em parceria com o Senac (cooperativismo, empreendedorismo e treinamento para entrevistas de emprego) e utilizou o dinheiro recebido como bolsa-auxílio da Prefeitura para reestruturar sua vida.
“Fiz todos os cursos. Pensei: ‘estou desempregada, então vou estudar’. Também me reorganizei financeiramente, consegui pagar minha habilitação [carteira de motorista] e entrei em um curso técnico no Senai, em eletroeletrônica”, revela.
E outras conquistas esperavam por Ingrid em 2021. Depois de estudar no Cursinho Popular Antonieta de Barros, ela foi aprovada em Ciências Sociais na Unesp e já começou a faculdade neste mês. Além disso, conseguiu um emprego como menor aprendiz em uma empresa do ramo de alimentos em Araraquara.
Agora, a moradora do bairro Cecap pensa em ser professora e ajudar pessoas que passam por dificuldades parecidas com as que ela enfrentou. “Quero evitar que as pessoas passem a mesma confusão que eu passei. Quero dar aulas, ser professora, principalmente de alunos mais adultos, do EJA [Ensino de Jovens e Adultos], e ajudar as pessoas a fazerem as coisas certas lá na frente”, disse.
Sobre o período de participação nas Frentes da Cidadania, Ingrid agradece a toda a equipe pelo acolhimento. “Eles são bem receptivos e tentam ajudar muito as pessoas. A preocupação não é só dentro dos cursos, mas fora também. As portas eram abertas a qualquer horário”, conclui.

Determinação
A coordenadora do Trabalho e de Economia Criativa e Solidária, Camila Capacle, destaca que Ingrid entrou nas Frentes da Cidadania determinada a continuar os estudos. “Ela é jovem, foi mãe nova e entrou no programa com muita garra. Fez cursinho, quis entrar na faculdade. O programa a ajudou a enxergar que isso era possível”, avalia.
Cerca de 250 pessoas já passaram pelas Frentes da Cidadania desde o início do programa. “Parte dos beneficiários entrou para o mercado de trabalho formal, parte passou a integrar cooperativas, outros se tornaram empreendedores autônomos”, explica a coordenadora.
Para a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Jacqueline Barbosa, a história de superação de Ingrid é a materialização das políticas públicas planejadas na criação do programa Frentes da Cidadania. “Quando bem articulada e planejada, a política pública é capaz de provocar mudança na vida das pessoas.”
No momento, 80 beneficiários estão frequentando os cursos de qualificação profissional no Espaço Kaparaó. O objetivo central do programa é o combate à exclusão social, oferecendo uma bolsa para que os beneficiários se insiram em cursos profissionalizantes e exerçam práticas profissionais nas áreas em que estejam se qualificando.
O público-alvo são pessoas que estejam ou tenham cumprido medida socioeducativa e pessoas em situação de vulnerabilidade social como, por exemplo, moradores em situação de rua, dependentes químicos em recuperação, mulheres vítimas de violência, mulheres arrimo de família, reeducandos que tenham cumprido pena e desempregados cujas famílias estejam em situação de vulnerabilidade e precariedade.
Também é necessário morar em Araraquara há pelo menos dois anos e estar no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.