Presos de Araraquara fazem cursinho preparatório para provas do Enem

Rotina de estudos online começou na segunda-feira (25) em 56 unidades prisionais do Estado

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Presos custodiados em 56 unidades prisionais da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) farão um curso preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade (Enem PPL). Ao todo, serão 160 horas de aulas online, que começaram na segunda-feira (25) e vão até o dia 22 de fevereiro. Na região Noroeste, participam do programa 17 presídios instalados nas cidades de Avaré, Itatinga, Bauru, Jaú, Lins, Pirajuí, Reginópolis, Marília, Araraquara, Ribeirão Preto, Jardinópolis e Serra Azul.

A medida foi possível após uma parceria do Grupo de Capacitação, Aperfeiçoamento e Empregabilidade da Coordenadoria de Reintegração Social (CRSC) da Pasta com o Instituto Seb, que cedeu 12 mil bolsas para os presos do Estado de São Paulo. Farão as provas do Enem 12.778 pessoas encarceradas. Por conta da pandemia de Covid-19, as avaliações de 2020 também tiveram sua execução adiada e ocorrerão nos dias 23 e 24 de fevereiro deste ano.

Segundo o diretor do Grupo de Capacitação, Aperfeiçoamento e Empregabilidade da SAP, Lucas Roberto Gonçalves da Silva, fazem parte do cronograma de estudos 100 videoaulas, apresentações de PowerPoint, 25 listas contendo exercícios com questões e 20 propostas de redação, além de um manual específico para correção dos textos.

“Quando as pessoas privadas de liberdade têm a oportunidade de estar melhores preparadas para o Exame Nacional é extremamente positivo para todo o ciclo da execução da pena e pelo trabalho desenvolvido pela SAP”, explica Silva. Ao término do cursinho, haverá entrega de certificados.

Nas unidades 

As avaliações do Enem PPL têm o mesmo nível de dificuldade do Enem tradicional. A única diferença é a aplicação, que acontece dentro das unidades prisionais. Assim como no exame que foi realizado em janeiro, os candidatos poderão utilizar o desempenho no Enem PPL como mecanismo único, alternativo ou complementar para acesso à educação superior. Em 2019, em todo o país, 46.240 privados de liberdade se inscreveram no exame.