Prefeitura orienta contra incidência de escorpiões

Em Araraquara, foram registrados 234 acidentes no ano passado, ou 38 casos a mais que em 2019

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Com o clima de verão e a pandemia, além dos cuidados que a população deve ter para evitar criadouros de mosquitos transmissores de doenças, como o Aedes aegypti que provoca a dengue, zika, chikungunya e febre amarela, também é preciso se preocupar com a incidência de escorpiões.

Para tanto, junto com as ações da Prefeitura, uma série de cuidados tem que ser tomados pela população para evitar o aumento do escorpionismo em Araraquara, principalmente durante os períodos mais quentes e úmidos do ano.

Foram registrados 234 acidentes no ano passado, ou 38 casos a mais que em 2019 que registrou 196 acidentes. Felizmente nesse período não houve nenhum caso fatal em Araraquara envolvendo o aracnídeo.

Segundo o coordenador de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Rodrigo Ramos, existem no estado de São Paulo duas espécies principais de escorpiões que causam acidentes com seres humanos: o Tityus serrulatus, conhecido como escorpião amarelo, responsável pelo maior número de acidentes, e o Tityus Bahiensis, ou escorpião marrom, que é menos numeroso em centros urbanos em relação ao amarelo.

Manter jardins e quintais limpos, sem restos de alimentos; evitar o acúmulo de entulhos, como folhas secas, lixo doméstico e materiais de construção nas proximidades das casas; e evitar folhagens densas (plantas ornamentais, trepadeiras, arbusto e bananeiras, entre outras) junto às paredes e muros das residências, além da manutenção da grama aparada, são algumas das providências necessárias.

Os escorpiões pertencem à classe dos aracnídeos (como as aranhas) com hábitos noturnos. Se alimentam de baratas e outros insetos e preferem lugares escuros e úmidos, onde acham lixo e restos de alimentos para sobrevivência e procriação.

Como fazer

Em caso de acidente com escorpião é preciso lavar o local da picada com água e sabão, aplicar compressa morna e procurar o serviço de saúde mais próximo para receber o tratamento de forma rápida.

Se for possível e seguro, também é importante capturar o inseto que causou o acidente e levá-lo ao Centro de Tratamento Regional de Acidente por Animais Peçonhentos de Araraquara, que fica na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Xavier.

Vale destacar que os grupos de pessoas mais vulneráveis em relação a acidentes com escorpiões são crianças abaixo dos dez anos de idade e idosos, além de trabalhadores da construção civil, de madeireiras e de limpeza, em cujos locais os aracnídeos podem estar alojados.

Se alguém encontrar escorpiões em sua residência pode entrar em contato com o Controle de Fauna Sinantrópica, por meio do telefone 3331-3820, para ações da Prefeitura.

A partir das demandas recebidas, uma equipe da Vigilância em Saúde segue até a residência para uma ação de busca ativa dos insetos, seguida de orientações aos proprietários para a reversão do problema.

Ainda de acordo com Rodrigo Ramos, por ser o município-referência regional em relação ao aracnídeo, a Prefeitura de Araraquara envia entre 300 e 400 escorpiões capturados a cada 45 dias para o Instituto Butantan, em São Paulo, que produz o soro escorpiônico utilizado nos acidentados com o inseto.

Outras ações

Contra a incidência de escorpiões em residências, também é necessário ao escurecer vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos e vãos entre o forro e as paredes, consertar rodapés despregados, colocar rodos de proteção nas portas e telas nas janelas.

E mais: acondicionar lixo domiciliar em sacos plásticos ou outros recipientes, mantê-los fechados para evitar baratas, moscas e outros insetos que servem de alimento para os escorpiões, e preservar os inimigos naturais de escorpiões e aranhas, como aves de hábitos noturnos (coruja e joão-bobo), lagartos, lagartixas e sapos.

Em relação ao Aedes aegypti, o causador da dengue, é necessário, entre outras coisas, evitar água parada dentro de casa e nos quintais, descartar objetos inservíveis, como copos de plástico, pneus velhos e vasos de plantas, que acumulam água parada e servem de criadouros para o mosquito.

Sobre a pandemia da Covid-19, é preciso higienizar constantemente as mãos com água e sabão ou álcool em gel. E quem precisa trabalhar ou sair de casa para compras, tem que usar sempre máscaras descartáveis.