Prefeitura desmente recebimento de R$ 42 milhões para combate à pandemia

A Prefeitura lembra que politizações da pandemia não ajudam - ao contrário, atrapalham - na defesa da vida

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A Secretaria Municipal de Saúde e o Comitê de Contingência do Coronavírus informam que Araraquara não recebeu R$ 42 milhões do governo federal para enfrentamento à Covid-19.
O que foi disponibilizado até agora pelo Governo Federal para a cidade – empenhado e repassado – foi um total de R$ 29.762.247,72, conforme consta no próprio site do Fundo Nacional de Saúde e divulgado pelo Portal de Transparência. Parte desse recurso, inclusive, foi intermediada por deputados federais, conforme divulgado pela Secretaria de Comunicação aos veículos de imprensa em vários momentos no ano passado.
Esse recurso, assim como aqueles advindos do Governo do Estado, advindos por meio de apoios da sociedade civil e do próprio Ministério Público, foram utilizados não só na estruturação das unidades de atendimento às vítimas, como na manutenção delas, tais quais, as diárias de leito SUS, o tratamento de pacientes nestes leitos, além de remuneração de funcionários da linha de frente, repasses para manutenção das estruturas ampliadas, aquisição de materiais de consumo, aquisição de testes (nossa capacidade de testagem é o triplo da média nacional), medicamentos, EPIs, dentre outros. Estrutura essa que possibilitou que Araraquara tivesse êxito em 2020 no combate à pandemia e na assistência de seus pacientes.
Importante registrar aqui que a letalidade de Araraquara sempre foi referência, de cerca de 1%, sendo essa a mais baixa do estado e uma das mais baixas do país. As taxas de ocupação dos leitos – os quais jamais foram desativados durante todo o ano de 2020 (ao contrário, foram ampliados) – ficavam na casa de 40% a 60%, inclusive com o protocolo de internação precoce.
A situação se alterou neste ano, e a população sabe disso, com a circulação da nova cepa que empiricamente nos mostra um contágio mais rápido e vertiginoso e, por conseqüência, uma maior necessidade de leitos de UTI e Enfermaria.
Essa mesma estrutura montada, citada acima tem um custo médio de R$ 7,5 milhões por mês à Prefeitura. Portanto, se o Município dependesse apenas do governo federal, em quatro meses o recurso já teria se esgotado.
Por isso o esforço da prefeitura na busca por apoio nas diversas instâncias, inclusive, fica claro o esforço extraordinário do governo municipal, em utilizar os recursos do seu próprio caixa.
Para além do valor citado acima, esse ano, 2021, a Prefeitura recebeu apenas uma verba carimbada do governo federal de R$ 92 mil para investimento específico para adequação de ambiente de consultório odontológico, em caráter de segurança contra Covid-19.
O Comitê de Contingência lamenta o equívoco na divulgação de tais dados e a confusão causada na sociedade. Inverdades em nada ajudam neste momento crítico que estamos vivendo.
A cidade está buscando, com os instrumentos que a ciência do mundo mostra – o lockdown, conter o contágio da doença, reduzindo assim, a demanda por leitos, enquanto não há uma política de vacinação em massa no país.
Vale ressaltar mais uma vez que a solicitação para avanços na vacinação já foi feita pelo prefeito ao Instituto Butantan e ao Governador do Estado de São Paulo, João Doria, no entanto, está na dependência da liberação por parte do governo federal, o órgão competente pela Política Nacional de Vacinação. Também foi enviado ofício ao Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, no mesmo sentido.
O Comitê e a cidade agradecem àqueles que realmente buscam ajudar Araraquara numa das principais crises sanitárias já vividas. Politizações da pandemia não ajudam – ao contrário, atrapalham – na defesa da vida.