Prefeitura define nova data para retorno das aulas presenciais

Decisão ocorre após reunião do Comitê de Contingência do Coronavírus e é motivada pelos dados sanitários na cidade, região e estado de São Paulo; nova data vale para escolas municipais, estaduais e particulares

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A Prefeitura de Araraquara definiu o dia 1º de março como nova data para o retorno das aulas presenciais das redes públicas e privadas de educação no município. A decisão foi tomada pelo Comitê de Contingência do Coronavírus em reunião na manhã desta segunda-feira (1º) e comunicada pela secretária da Educação, Clélia Mara dos Santos, em transmissão ao vivo pelo Facebook da Prefeitura.

A volta estava agendada para o próximo dia 8, para apenas 35% dos alunos, mas a preocupação com dados sanitários do município, bem como da região e do estado, fez com houvesse a definição pelo adiamento.

O início das aulas de forma remota, com alunos e professores em suas casas, será mantido normalmente para o próximo dia 8, dando sequência ao modelo de ensino adotado no ano passado em razão da pandemia. A alteração foi feita apenas nas aulas presenciais, adiadas para 1º de março.

“Durante as próximas semanas, a gente fará um intensivo coordenado pela Secretaria Municipal de Saúde no sentido de fazer a testagem dos profissionais que atuam nas unidades de educação municipal, seja de educação infantil ou de ensino fundamental. Serão testados professores, educadores, profissionais de apoio e de serviço, estudantes e, por amostragem, familiares, para que a gente possa ver qual o estado de saúde de todas as pessoas que retornam presencialmente em 1º de março”, afirmou Clélia.

“É uma frente ampla para dar a segurança e a tranquilidade para os profissionais de educação e familiares, com um retorno seguro dos estudantes do grupo prioritário da educação infantil e do ensino fundamental a partir do dia 1º de março”, complementou a secretária.

As unidades municipais de educação estão sendo preparadas para esse retorno, obedecendo o Protocolo Sanitário de Retorno das Atividades Presenciais dos Estabelecimentos da Rede de Educação Básica do Município, que foi elaborado no ano passado por uma comissão formada por profissionais da Educação, sindicato dos servidores, pais, mães e responsáveis pelos alunos.

As escolas também já receberam boa parte dos EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), como máscaras, face shields, medidores de temperatura, entre outros.

Retorno parcial

Vale lembrar que o retorno das aulas obedecerá diversos critérios: não será obrigatório, terá presença máxima de apenas 35% do número de alunos matriculados, medidas de higienização e distanciamento, além de prioridade para os alunos com maior vulnerabilidade social e que apresentam prejuízos de aprendizagem durante as aulas online.

As aulas de forma remota irão continuar, ou seja, o ano letivo de 2021 será híbrido, com uma parte dos alunos na sala de aula e grande parte ainda permanecendo em casa.

Alunos e profissionais que pertençam ao grupo de risco, por possuírem comorbidades, não devem retornar às atividades presenciais. Uma junta médica está avaliando os pedidos relacionados às comorbidades enviados por pessoas que desejam permanecer com as aulas de forma remota.

Em consulta feita pela Secretaria Municipal da Educação junto a pais, mães e responsáveis dos alunos do grupo prioritário na educação infantil, 70% gostariam de retornar para as aulas presenciais.

A vulnerabilidade social e o prejuízo de aprendizagem e no desenvolvimento das crianças são os motivos que levaram ao agendamento do retorno das aulas nas escolas, obedecendo os protocolos de saúde.

“Pedagogicamente, os estudantes foram e estão sendo extremamente afetados. Especialmente, os segmentos mais vulneráveis da nossa sociedade. A gente não pode ficar de olhos fechados para essa realidade. No ano letivo de 2020, muitas foram as dificuldades, especialmente para alcançar esses alunos. Aqueles que não foram afetados pelas condições socioeconômicas puderam estar conosco em atividades remotas mediadas pela tecnologia, mas muitos deles não puderam. A rede pública, que é o braço do Estado no processo educacional, tem a obrigação de alcançar essas crianças. Nós temos, sim, de voltar o atendimento para essas crianças que sofreram inúmeras perdas”, explicou Clélia no último dia 20 de janeiro, em “Canal Direto Especial” no Facebook da Prefeitura.