População não vacinada registra aumento no número de óbitos em Araraquara

Óbitos de pessoas mais jovens e que ainda não receberam imunização registraram crescimento superior a 41% no número de mortes em abril

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O aumento de mais de 41% no número de óbitos de pessoas mais jovens, na faixa etária entre 40 e 59 anos e, um pouco menor, na faixa dos 60 aos 69 anos, contabilizados pelos Cartórios de Registro Civil de Araraquara no mês de abril, o terceiro pior desde o início da pandemia na cidade, são claros em apontar que a vacinação em massa de sua população é o melhor caminho para a crise de saúde pública causada pela Covid-19.
inda aguardando o cronograma de vacinação para suas idades na cidade, a população mais jovem viu crescer os números absolutos e percentuais de óbitos no último mês, mesmo quando comparados a março deste ano, o mês com maior número de mortes causadas pelo novo coronavírus em Araraquara, e também em relação à média de mortes de sua faixa etária desde o início da pandemia.
Os dados constam no Portal da Transparência do Registro Civil (http://transparencia.registrocivil.org.br/inicio), base de dados abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos Cartórios de Registro Civil do País, administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), cruzados com os dados históricos do estudo Estatísticas do Registro Civil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos dados dos próprios cartórios brasileiros.
Em Araraquara, a faixa etária que registrou o maior percentual de aumento em relação à média desde o início da pandemia foi a da população entre 50 e 59 anos, crescimento de 177% no número de óbitos em abril na comparação com o período que vai de março de 2020 a março de 2021. Os números absolutos de falecimentos desta faixa etária tiveram uma diminuição em abril, passando de 26 em março para 13 no último mês.
A faixa etária que vai dos 40 aos 49 anos viu o aumento do número de óbitos crescer 41% em relação à média para esta faixa etária desde o início da pandemia, registrando também uma diminuição nos números absolutos em relação a março, passando de 11 para 7.
Ainda em crescimento, mas em patamares inferiores, a população entre 60 e 69 anos registrou aumento de mortes de 14% em relação à média desta idade no período, e uma diminuição brusca de falecimentos passando de 38 em março para 17 em abril. Nas demais faixas etárias, já vacinadas, o número de óbitos caiu em relação à média desde o início da pandemia, reduzindo 2% na faixa entre 70 e 79 anos, 87% entre 80 e 89 anos, e 79% na população entre 90 e 99 anos.

Estado de São Paulo
Em relação ao estado de São Paulo, os números estão à frente da média do Brasil em todas as faixas etárias. Entre a população de 20 a 29 anos, o crescimento percentual paulista foi de 53%, enquanto no País foi de 38%. Na faixa que vai dos 30 aos 39, São Paulo viu os óbitos crescerem 73%, enquanto o Brasil registrou aumento de 56%. O cenário se repetiu nas faixas de 40 a 49 anos, 66% x 57%, 50 a 59 anos, 56% x 54%, e 60 a 69 anos, 24% a 22%.