“PCO confunde liberdade com libertinagem”- diz Chediek

A matéria circulou no Diário da Causa Operária, onde chamava o vereador de fascista e que buscava perseguir e censurar a campanha Fora Bolsonaro na cidade

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Chediek, cumprindo seu papel de vereador, quer saber qual a postura da Prefeitura que estaria deixando de cumprir a lei ao punir responsáveis pela colagem

O Diário da Causa Operária circulou esta semana matéria em que afirmava que “Vereador fascista de Araraquara quer censurar liberdade de expressão”, devido ao parlamentar Elias Chediek ter  apresentado requerimento pedindo explicações ao Executivo, por colagens de vários cartazes pelo centro da cidade pedindo “Fora Bolsonaro”.

A matéria afirma ainda que o vereador bolsonarista, à serviço da burguesia e do movimento fascista local, o Movimento Conservador-Araraquara, quer perseguir e criminalizar os militantes da campanha Fora Bolsonaro na cidade de Araraquara, o que é uma posição ditatorial. A Constituição de 1988 garante as liberdades de manifestação, organização e expressão política em todo o território nacional.

Na realidade, o que Chediek quer é impedir que a esquerda, por meio da propaganda e agitação política nas ruas, mobilize o povo pela derrubada imediata do governo Jair Bolsonaro, que tem deixado a população à mercê do coronavírus, da morte em hospitais superlotados ou mesmo sem qualquer atendimento na área da saúde e se aproveitado da situação para atacar os direitos sociais, trabalhistas e as condições de vida. Em meio ao clamor popular por auxílio em virtude das demissões e do aprofundamento da miséria, Bolsonaro apresentou um pacote de 1 trilhão de reais para salvar os bancos e grandes capitalistas.

Claro que a Chediek, não importa o aprofundamento da miséria e da opressão política no país. Para ele, o fundamental é contribuir na instauração de uma ditadura militar, objetivo inconfesso dos bolsonaristas, onde os militantes de esquerda possam ser torturados e assassinados pelas forças de repressão do Estado. Ao propor a criminalização da colagem de cartazes, instrumento essencial para a difusão de ideias políticas, a ideia é criminalizar a atividade política em si.

Em nota neste sábado (11), Chediek diz que:

“Em plena sexta-feira santa, em que relembramos a agonia e a morte de Jesus, tomo conhecimento por meio das mídias sociais, de que um movimento, intitulado “Diário Causa Operária –DCO”, cujo símbolo é uma engrenagem com foice e o martelo no seu centro, postou uma matéria intitulada: “Vereador fascista de Araraquara quer censurar liberdade de expressão”.

A razão disso foi um requerimento que enviei ao Poder Executivo, solicitando providências quanto à fixação irregular de cartazes, principalmente em postes e totens de semáforos, contrariando a legislação, uma vez que poluem visualmente a cidade. Saliento que essa fiscalização compete à prefeitura e ela não está fazendo, cabe cobrança dos vereadores sobre as providências tomadas. Foi o que fiz por meio do meu requerimento.

Esse movimento se achou atingido, me chamando, dentre outras coisas, de vereador fascista e de extrema direita! Como é fácil julgar as pessoas! Então alguém que pede apoio para a sua causa, para financiar uma imprensa revolucionária, cujo símbolo é o do comunismo, ou seja, uma ideologia totalitária (Cuba, Venezuela, China, …), vem tentar me desmoralizar por denunciar uma irregularidade, bem como por cobrar ação da prefeitura contra os transgressores.

Sem entrar na discussão ideológica desse movimento, é triste verificar, mais uma vez , que querem dar “legalidade” a sua ação ao afirmarem que : “a constituição garante liberdade de expressão”. Confundem liberdade com libertinagem, ao utilizarem de bens públicos, protegidos por lei, para panfletarem e poluírem mais ainda nossa cidade.

Até quando vamos permitir coisas desse tipo?”