Parada do Orgulho LGBTQIA+ é neste domingo (24) e acontece de modo digital

Programação pode ser acompanhada pelo Facebook e YouTube, de forma gratuita

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A programação do Mês Municipal da Cidadania LGBTQIA+, iniciada no último 13, se encerra no final de semana, neste domingo (24), com a 12° edição da Parada do Orgulho LGBTQIA+, realizada de forma digital a partir das 13 horas. A programação poderá ser acompanhada pelo Facebook (Prefeitura de Araraquara, Coletivo Mais Plural) e YouTube (Prefeitura de Araraquara e Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo) de forma gratuita.

O tema desta edição é “Em defesa da vida, da família, da diversidade religiosa e pelo Estado laico”, e a realização do evento é uma organização do Coletivo Mais Plural e do COPO (Comissão Organizadora da Parada do Orgulho LGBTQIA+), tendo como grandes parceiros e apoiadores as instituições públicas Prefeitura Municipal de Araraquara por meio das Secretarias de Cultura e Direitos Humanos e Participação Popular, e do Governo do Estado de São Paulo, através da Secretaria Estadual de Cultura e Museu da Diversidade, onde o projeto foi contemplado no edital do “Mais Orgulho” da Secretaria do Estado de Cultura.

De acordo com a assessora de Políticas LGBTQIA+, Erika Matheus, a programação da parada conta com uma roda de conversa no início das atividades, direcionando as falas políticas e apresentações do evento. “O objetivo é justamente festejar politicamente por estarmos vivas e recarregar as energias para as lutas cotidianas”, enfatiza.

“O tema desta edição nunca foi tão oportuno. Pessoas LGBTs defendem a vida, afinal, o Brasil é o país que mais violenta esta população é, sobretudo, mais mata a população trans no mundo motivada por transfobia. Pessoas LGBT’s defendem a família, visto muitos de nós termos vínculos rompidos devido a discriminação, e sabemos o quão importante são tais vínculos afetuosos. Pessoas LGBT’s defendem a diversidade religiosa pelo direito de sua identidade de gênero e orientação sexual, que dissuade do que a normatividade pega, não os privem de cultivar sua fé e espiritualidade. E, por fim, defendemos a laicidade do Estado justamente para que nossas vidas não sejam balizadas por dogmas outros. Nossa lei e condução deve sempre ser a Constituição, as leis que lutam pelos Direitos Humanos.”

A 12ª Parada do Orgulho LGBTQIA+ será virtual devido a pandemia e reunirá um elenco diversificado da região de Araraquara onde, por meio da arte, terá como proposta e objetivo fazer o debate de gênero e sexualidade.

A programação que aborda as pautas específicas do debate, terá a participação de: Blair, Bruno Caldeira, Ellyn Top, Jenny, Ju Fernandes e Sabrina Rocco, Lara Mullers, Lígia Maria e Leandro di nizo, Luna Dee, Maya Montinegro, Optcha Vrá, Paulo Junior, Peppy Typer, Polyanna Cobban, Storm Drag Queen e Yagô Devil.

Já as apresentações artísticas contam com: Ana Emília & Sarah Trajanovich, Málaga e Wilton; e no comando do som estarão os DJs: Marcus, Raíssa Assunção, Ulisses Philippelli, e Will.

A programação é gratuita. Vale lembrar que o Mês Municipal da Cidadania LGBTQIA+ contou com atividades gratuitas realizadas digitalmente, presencialmente e também de forma híbrida. A programação diversificada e representativa foi composta por palestras, rodas de conversas com especificidades necessárias, mesas de debate, além da finalização nesta semana com a exibição da 12ª edição da Parada do Orgulho LGBTQIA+. O Mês Municipal da Cidadania LGBTQIA+ foi instituído por meio da Lei Municipal 8546/2015 e implementada pela gestão da Assessoria Especial de Políticas LGBTQIA+ de 2017-2020.

“O Mês Municipal da Cidadania LGBTQIA+ é importante em razão de temas considerados que trazem aspectos específicos da população LGBTQIA+. Precisamos ter em mente que existem necessidades dentro e fora da comunidade que precisam ter voz, como particularidades referente à saúde, educação, segurança, etc. E, debater tais questões sob o viés da identidade de gênero e orientação sexual, não de nota privilégios e, sim, expõe a exclusão sistêmica que tal população é submetida, havendo ser necessária reparação por meio da luta da pauta e do pleitear de Direitos”, finaliza a coordenadora de Políticas LGBTQIA+.