Ônibus estavam transportando 48% do número de passageiros antes do lockdown

Os números foram registrados antes do início do lockdown, no último domingo (21)

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Após receber denúncias de ônibus lotados, o segundo secretário da Câmara Municipal, vereador Lucas Grecco (PSL), encaminhou o Requerimento nº 91/2021, cobrando explicações da Prefeitura, principalmente diante da preocupação do Comitê de Contingência do Coronavírus de um possível colapso do sistema de saúde municipal. O parlamentar frisava que, caso fossem verídicas as denúncias, haveria o risco de aumentarem os casos de Covid-19 em Araraquara.

No documento, Grecco pedia informações sobre a lotação máxima de cada coletivo durante a pandemia, os horários de pico, questionava se teria havido aumento da frota para evitar a lotação de pessoas e também perguntava sobre a frequência de higienização dos assentos.

Em resposta, a ouvidora da Controladoria do Transporte de Araraquara (CTA), Cristiane Ferreira, explicou que a média de capacidade de cada veículo é de 40 pessoas sentadas e 39 em pé. “Atualmente isso não ocorre, pois mesmo com a queda alarmante e a instabilidade no número de passageiros, a redução no número de veículos utilizados para o transporte não ocorreu na mesma proporção”, detalhou, lembrando que, no momento, a redução está em 23%, ou seja, há uma frota operacional de 77% dos veículos circulando nas linhas, o que foi possível em função das readequações operacionais em algumas linhas.

A ouvidora ressalta que, antes da pandemia do novo coronavírus, 25 mil passageiros faziam uso do transporte urbano por dia em Araraquara. No início da pandemia, esse número caiu para 5,7 mil passageiros. “A flexibilização das atividades econômicas fez com que esse número subisse, com base em janeiro de 2021, e alcançamos 11 mil pessoas utilizando o transporte público.”

Limpeza 

Segundo Cristiane, a higienização dos ônibus do transporte coletivo urbano ocorre diariamente em duas etapas. No Terminal Central de Integração (TCI), quando os veículos passam pelas plataformas, e na garagem de cada empresa, quando acontece o recolhimento dos veículos.

Redução 

“Atualmente estamos efetivamente transportando 48% do número de passageiros”, diz a ouvidora no documento, demonstrando que, em janeiro de 2020, foram transportados 489.358 passageiros, contra 252.252 em janeiro deste ano.

Ela também esclarece que o período de maior demanda tem sido registrado entre 6h e 7h e 16h e 17h, porém a cada reorganização da fase pelo Governo do Estado de São Paulo, estes horários considerados de “pico” sofrem alterações. Todos os horários estão disponibilizados no site da CTA.

Os números foram registrados antes do início do lockdown, no último domingo (21).