Oficina “Corpo, Tempo e Espaço” fecha programação da Semana da Dança neste sábado (01)

A bailarina Miriam Druwe, de São Paulo, foca a oficina de Dança Contemporânea no estudo dos movimentos e a sua expansão no tempo; atividade gratuita é aberta a todos interessados

29

Fechando as atividades da Semana da Dança – realizada pela Secretaria Municipal da Cultura e Fundart – neste sábado (01 de maio), a programação realiza a Oficina de Dança Contemporânea “Corpo, Tempo e Espaço” de modo online, com a bailarina Miriam Druwe, de São Paulo. A atividade, sob mediação da bailarina araraquarense Elaine Piovani, tem início às 16 horas no Zoom e é aberta a todos os interessados, sem necessidade de inscrição prévia.

A proposta da oficina é o estudo dos movimentos e a sua expansão no tempo e no espaço através de sequências básicas contendo princípios de deslocamentos, queda e recuperação, fluxo, eixo, peso, giros, rolamentos e saltos.

Miriam apresenta a atividade pensando que ela será realizada em casa e, também, com a preocupação do distanciamento social. Por isso, toda a programação é adaptada para pequenos espaços, explorando a kinesfera que delimita o limite natural do espaço pessoal, no entorno do corpo movente – ou seja: tudo o que se pode alcançar com todas as partes do corpo, perto ou longe, grande ou pequeno, com movimentos rápidos ou lentos.

Para auxiliar nessa compreensão, Miriam propõe a exploração de objetos que todos possuem em casa, como: cadeiras, livros, cabos de vassoura, almofada ou travesseiro – entre outros.

Como complemento, a bailarina apresenta imagens de obras do pintor Kandinsky. “Faremos observações e comparações sobre o corpo como ‘obra de arte’ e as características dos elementos da composição visual nas pinturas, finalizando com uma proposta de composição criativa”, finaliza a bailarina.

Miriam Druwe é graduada em Artes Visuais pela Faculdade Paulista de Artes, diretora, intérprete criadora com formação clássica e moderna e participou das principais companhias profissionais de Dança de São Paulo, como: Balé da Cidade de São Paulo, Cisne Negro Cia. de Dança, Republica. Atualmente, é diretora e coreógrafa da Cia. Druw. A artista foi premiada pela APCA 1993, com o prêmio de “Melhor Bailarina” e recebeu indicação ao Prêmio APCA 2019, como “Melhor Intérprete”, além de outras variadas premiações.

O link para a participação na oficina é o: https://us02web.zoom.us/j/85063684252.

Semana

Vale destacar que, neste último dia da programação da Semana da Dança, a bailarina Gilsamara Moura (UFBA – Universidade Federal da Bahia), à frente da coordenação do evento, fará uma participação na abertura da oficina, com algumas considerações sobre as atividades que permearam a semana.

“Essa Semana, de construção coletiva, é importante ser mantida em Araraquara para a reflexão e também celebração, mesmo em tempos em que não temos muito o que celebrar, principalmente pela dança ser uma área em que a presencialidade é fundamental. Passamos por um momento de muita reflexão, mais que celebração. É importante que os artistas da dança marquem presença e desde 2001 nós temos esse evento homenageado no calendário cultural de Araraquara, já que uma data reconhecida pela Unesco e muito importante”, analisa Gilsamara.

A Semana da Dança 2021 – uma homenagem ao Dia Internacional da Dança, celebrado em 29 de abril – vem contando com a participação de diversas instituições da Dança de Araraquara e trazendo novos olhares para a dança, além de valorizar esta linguagem artística, enquanto produção de conhecimento e campo de atuação profissional. Gilsamara conta que as pessoas e entidades envolvidas na organização da Semana foram fundamentais e importantíssimas na realização da Semana da Dança 2021. “Agora cabe à gente mostrar e sinalizar que a participação não é só em um evento específico que diz respeito à própria escola ou ao próprio vídeo posto, mas sim de uma coletividade. Creio que ainda falta participação da classe de Dança em Araraquara, mas isso se conquista pouco a pouco – é isso mesmo”.

Neste ano, por conta da pandemia, a celebração vem acontecendo pelos canais virtuais com uma programação composta por vídeos, aulas e espetáculos online, a fim de se pensar a dança – inclusive a fim de estimular o desenvolvimento de novas políticas públicas para essa arte. “Estamos fazendo de forma colaborativa e cooperativa e de engajamento que é, sem dúvida, político. Político no sentido da nossa atuação como cidadão no mundo, construindo espaços de participação”, finaliza a bailarina.

Compõem a programação as seguintes instituições: Prefeitura Municipal de Araraquara, Secretaria Municipal de Cultura e Fundart, Secretaria Municipal de Educação, Escola Municipal de Dança Iracema Nogueira, Oficinas Culturais do Município de Araraquara, Conselho Municipal de Cultura, RADAR – Rede das Academias de Dança de Araraquara e Região, artistas e companhias convidadas.