Não há perdas de vacinas nas seringas, garante Secretaria da Saúde

Um procedimento de aplicação da vacinação, ocorrido na cidade de Descalvado (SP), otimiza seu uso

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No dia 27 de maio, o vereador e primeiro secretário da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Araraquara, Rafael de Angeli (PSDB), apresentou o Requerimento nº 481/2021 à Prefeitura, tratando da vacinação contra a Covid-19 na cidade, mais especificamente, das seringas utilizadas na imunização.

O que motivou a elaboração do documento foi um procedimento de aplicação da vacinação, ocorrido na cidade de Descalvado (SP), que otimiza seu uso. “De acordo com o fabricante da vacina de Oxford/AstraZeneca, cada frasco contém cinco doses. Após perceber o desperdício da vacina que fica na ponta da seringa de aplicação, a Prefeitura de Descalvado resolveu trocar o insumo por outro, com um ‘espaço residual’ menor, capaz de aproveitar cada gota que vem no frasco do imunizante”, explicava o parlamentar. “O resultado foi que, após a troca, a cidade conseguiu aplicar seis doses de cada frasco, melhorando o processo de imunização”.

Considerando que a experiência pudesse ser válida para a realidade araraquarense, Angeli solicitou ao Executivo informações sobre os insumos utilizados na cidade. No requerimento, o vereador perguntava sobre o tipo de seringa que estaria sendo usada no processo de imunização contra a Covid-19 em Araraquara e se já teriam sido realizados levantamentos para calcular as perdas em relação ao que fica no “espaço residual”, conhecido como “canhão” da seringa.

“Na fase crucial para a vitória contra a Covid-19, temos que ter eficiência máxima para salvar mais vidas. Precisamos que a Prefeitura estude a aplicação dessa tecnologia na vacinação da nossa população”, explicava e cobrava o parlamentar.

Em resposta, a secretária municipal da Saúde, Eliana Honain, informou que as seringas utilizadas na imunização contra a Covid-19 são enviadas pela Secretaria Estadual de Saúde, juntamente com a vacina. “O Conselho Municipal de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo [Cosems] realizou um estudo junto aos municípios e encaminhou ao Instituto Butantan, onde não foram constatadas perdas de vacinas nas seringas”, garantiu.