Fundador da Anvisa, Gonzalo Vecina Neto, defende lockdown de Araraquara

O professor se dirige aos cidadãos de Araraquara para falar sobre a atual situação e da importância da cooperação da sociedade

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Com um extenso currículo no setor da Saúde, o médico sanitarista Gonzalo Vecina Neto defende as medidas restritivas adotadas por Araraquara neste momento de grave crise decorrente da pandemia do novo coronavírus.

Vecina é professor da Faculdade de Saúde Pública da USP, foi fundador e presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de 1999 até 2003, e também um dos idealizadores do Sistema Único de Saúde (SUS), em 1988.

Em vídeo gravado pelo próprio professor, que circula nas redes sociais, ele se dirige aos cidadãos de Araraquara para falar sobre a atual situação da cidade e a importância do lockdown determinado pelo prefeito Edinho e da cooperação da sociedade.

Diante do aumento expressivo no número de casos e mortes decorrentes da Covid-19, após identificação da nova cepa, e da falta de leitos para acolher todos os pacientes que precisam de cuidados especiais, Vecina pede a colaboração da população para o cumprimento das medidas restritivas de circulação. “O prefeito Edinho está determinando um lockdown, uma ação que tem profundas consequências econômicas, mas que tem o objetivo de salvar vidas”, diz.

“Neste momento, nós não temos nada a fazer de diferente. Ou nós paramos de nos encontrar ou nós continuamos tendo casos. E vamos ter casos e mortes. O único jeito de evitar mais casos e mais mortes é ficando em casa”, continua.

O Professor Vecina cita os exemplos de Escócia e Israel, que registraram diminuição da hospitalização por Covid-19 a partir da vacinação da população, e pede que os moradores de Araraquara continuem respeitando o isolamento social. “Assim que nós tivermos uma porcentagem boa da população já vacinada, diminui o número de casos e óbitos, diminui o número de mortes. Mas nós temos que estar vivos para tomarmos a vacina. E o único jeito de estar vivo é fazendo, neste momento, isolamento social, continuar usando máscaras e só sair para o que for indispensável”, pontua.

“Portanto, vamos conseguir passar por esse período difícil para continuarmos vivos e festejarmos a vida mais à frente! Estaremos todos juntos, porque esta é uma doença que não se enfrenta sozinha. Só socialmente, só coletivamente é que nós vamos conseguir fazer com que esta doença seja menos importante do que está sendo”, finaliza.