Em encontro de formação de gestores, Edinho defende economia solidária como política pública central

Modelo econômico não deve ser apenas uma alternativa ao desemprego, afirmou prefeito; evento online foi transmitido ao vivo na noite de terça-feira (15)

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O prefeito Edinho participou, na noite de terça-feira (15), do “Encontro de Formação de Gestores em Economia Solidária na Gestão Pública Municipal: Uma estratégia de desenvolvimento”, transmitido ao vivo no Facebook da Rede de Gestores de Políticas Públicas de Economia Solidária.

Em sua fala, Edinho, que também é vice-presidente de Economia Solidária da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), defendeu esse modelo econômico não só como uma alternativa ao desemprego, mas como uma política pública central e estruturante.

O evento online é realizado pela Rede de Gestores em parceria com o Núcleo de Extensão e Pesquisa em Economia Solidária, Criativa e Cidadania (Nepesc/Unesp Araraquara) e a FNP. Na abertura da atividade, 141 prefeituras brasileiras e 14 governos estaduais estavam inscritos para o encontro, que prossegue até esta quinta-feira (17).

“É uma nova forma de organização da produção, da geração de riqueza, da sociedade, sem que haja exploração ou submissão do trabalhador. Nós temos tido experiências muito importantes em Araraquara na área da economia solidária, principalmente com o fortalecimento e a criação de novas cooperativas. O mercado de trabalho está em constante modernização, com as novas tecnologias, e a economia solidária deve acompanhar esse movimento”, disse Edinho.

O prefeito agradeceu à Rede de Gestores pelo convite, em nome do secretário executivo da entidade, Jairo Santos, e da coordenadora municipal do Trabalho e de Economia Criativa e Solidária, Camila Capacle, que também participou da mediação do debate.

Junto com Edinho no mesmo painel do evento estiveram a professora doutora Aline Mendonça, do Programa de Pós-graduação em Política Social e Direitos Humanos da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) e militante do movimento de Economia Solidária, e o professor doutor Roberto Marinho Alves da Silva, do Programa de Pós-graduação em Serviço Social da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e ex-secretário adjunto da extinta Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes).

Na mesa de abertura participaram Lidiane Freire, gestora no Governo do Estado do Rio Grande do Norte; Prof. Leandro Morais, do Nepesc/Unesp; e Marcela Vieira, do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) e Cáritas do Brasil.

Ações no município


A partir do projeto “O cooperativismo como porta para o futuro”, no âmbito da Incubadora Pública de Economia Solidária, novas cooperativas estão sendo formadas nos últimos anos com o apoio do Município.

Entre elas estão a Panelas Unidas (alimentação), Vitória Multi Serviços (serviços gerais), CoperMorada (construção civil) e Sol Nascente (egressos do sistema prisional). Em 2021, outras novas cooperativas estão sendo criadas, como, por exemplo, de profissionais de costura, motoristas de aplicativos e entregadores.

As novas cooperativas beneficiam diretamente cerca de 70 pessoas, com perspectiva de ampliação. Ao todo, Araraquara possui mais de 20 empreendimentos solidários (associações e cooperativas) apoiados pelo Programa de Economia Solidária.

Um dos principais símbolos desses empreendimentos, e um dos primeiros do Brasil, é a Cooperativa Acácia, fundada no início dos anos 2000 com a organização dos catadores do antigo lixão. Atualmente, são cerca de 200 cooperadas e cooperados trabalhando na cooperativa, que é responsável pela coleta seletiva na cidade.