Diversos artistas de Araraquara estão no Festival Aldir Blanc deste domingo (21)

Artistas de variadas linguagens, selecionados por edital do Governo Federal, apresentam seus trabalhos no canal da Prefeitura de Araraquara no YouTube

47

O Festival Aldir Blanc tem apresentado os trabalhos dos artistas de Araraquara, selecionados por meio do edital do Governo Federal, da Lei Aldir Blanc, a fim de auxiliá-los nesse período de pandemia. Neste domingo, 21 de fevereiro, serão diversas apresentações, em variadas linguagens artísticas, a partir das 20 horas no canal da Prefeitura de Araraquara no YouTube. Toda a programação é gratuita.

Neste domingo, o Festival apresenta: “O Espaço do Não Ver”, por Guilherme Bonini; “A Força da Ilusão”, show com o mágico Felipe Label; “O que a pandemia fez com você?”, com Eleonora Ducerisier; “O Contrabaixo como protagonista”, com Erick Robert; “Zé Damião e a Mãe do Ouro”, com Grupo Ciranda Roda Mundo; “Contação de histórias – Vassilissa, a Formosa”, com Tania Capel; “Carrapicho solo: Cancioneiros da Música Brasileira”, com Cleber “Carrapicho” Rangel; “Pescadores de Gargalhada”, com Gustavo Aragoni e Bárbara Monteiro; “A Viola e o Blues’, com Márcio Rocha e Fábio Ventrilho; “Fiando uma história”, com Grupo Morada das Histórias; “Vai aí?”(espetáculo de dança), com Érica Alves Duarte de Souza; “Jamming with myself”, com Cleber Shimu; “Forró Instrumental”, com Trio Zabumbê; “Bandolim solo”, com Pedro Luiz Freitas; “Sofrida – Imagens do desejo”, com Mariana Ruiz; “Jardim de Palavras”, com Rodrigo Vulcano; “Segunda Tília à Esquerda”, leitura dramática com Guilherme Papa e Danilo Forlini; “Lucy e os Astronautas no Clube da Esquina”, com Lucy e os Astronautas; “Chorumiando ser”, por Murilo Rangel (Rangeu); “Sou o que sou”, com Guilherme Garboso; e “O que fica do movimento”, com Pablo Lozano.

Os trabalhos variados da programação do Festival Aldir Blanc, em diversas linguagens artísticas, seguem com apresentações digitais até março. A Lei Aldir Blanc é uma iniciativa do Governo Federal e, em Araraquara, conta com o suporte da Prefeitura de Araraquara – por meio da Secretaria Municipal de Cultura e do FUNDOARA.

Toda a programação do Festival é gratuita.

SERVIÇO: 

Festival Aldir Blanc – Apresentações variadas

Data: domingo (21 de fevereiro)

Local: canal da Prefeitura de Araraquara no YouTube

Horário: 20 horas 

Grátis

PROGRAMAÇÃO: 

“O Espaço do Não Ver”, por Guilherme Bonini 

Por meio de ruídos sonoros e de fragmentos em imagem, o universo promove um entrecruzamento de segmentos artísticos entre música, fotografia, poesia e cinema na construção de uma linguagem que explora os sentidos auditivos e visuais humanos, no intuito de provocar sensações que abrangem a inclusão por um reconhecimento do “invisível” de áreas da territorialidade municipal.

Gênero: Videoarte / Experimental

Ficha técnica:

Roteiro, fotografia, som, montagem e direção – Guilherme Bonini

Músicas (domínio público)

Batuque – Luciano Galett

Aurora luminosa – Alberto Lepomuceno

Produção – Bonini Filmes

“A Força da Ilusão”, show com o mágico Felipe Label 

Já imaginou um mundo onde o extraordinário se torna plausível, a vida ganha um colorido diferente, adultos viram crianças e é possível sonhar acordado? Este é o mundo do mágico Felipe Label. Um show que mescla números do ilusionismo clássico com o contemporâneo, repleto de diversão e humor e que, ao mesmo tempo, transforma a maneira como de enxergar o mundo real.

“O que a pandemia fez com você?”, com Eleonora Ducerisier 

Stand up? Teatro? Desabafo? “O que a pandemia fez com você?” é um relato honesto e baseado em fatos reais, que procura rir do novo normal. Afinal, não há nada mais que possamos fazer. De forma intimista e cômica, a atriz Eleonora Ducerisier relata situações vivenciadas, da forma mais improvável possível. “O que a pandemia fez com você” é uma peça, ou um vlog, ou mesmo uma obra artística, e independente de sua classificação, muitos irão se identificar. 

“O Contrabaixo como protagonista”, com Erick Robert 

Erick Robert traz harmonias e nuances do poderoso instrumento.

“Zé Damião e a Mãe do Ouro”, com Grupo Ciranda Roda Mundo                               

Zé e Rita de Cássia viviam em um vale próximo ao lendário Córrego do Ouro e levavam uma vida pacata e tranquila, até que certa noite, uma imensa bola de fogo surge no meio da noite, e faz tudo mudar. A Mãe do Ouro é uma personagem folclórica que nasceu no auge do Ciclo do Ouro, fim do século XVII e início do século XVIII. Ela é a protetora das jazidas de ouro e muitos garimpeiros viviam em busca de seus segredos e aventuras. A adaptação da lenda da Cultura Popular Brasileira “Mãe do Ouro” é assinada por Fabrício Molinágil.

“Contação de histórias – Vassilissa, a Formosa”, com Tania Capel 

Nesta história do folclore russo, a heroína Vassilissa recebe de sua mãe uma bonequinha que a ajudará em toda a sua jornada e descobertas pela floresta escura e os dias na casa da temível bruxa Baba-Yaga. A apresentação da narração da história Vassilissa, a Formosa, é intermediada pela confecção de uma bonequinha em tecido (bonequinha da amizade). Ao estimular a confecção de uma bonequinha, alguns valores subjetivos são passados, estimulando sentimentos de confiança, empoderamento e muita diversão.

“Carrapicho solo: Cancioneiros da Música Brasileira”, com Cleber “Carrapicho” Rangel  

Neste projeto, Carrapicho Rangel busca trazer a obra de grandes nomes da música popular brasileira, em forma de música instrumental, valorizando o que têm de mais rico nas composições dos artistas. A intenção é percorrer diversos gêneros como, choro, samba, bossa nova, baião, entre outros, e explorar a diversidade rítmica da cultura brasileira. Carrapicho Rangel é uma referência nacional no Bandolim de 10 cordas, e será o responsável por trazer de forma primorosa canções que marcaram a cultura brasileira. 

 “Pescadores de Gargalhada”, com Gustavo Aragoni e Bárbara Monteiro 

A apresentação mostra cenas e esquetes de palhaçaria com Tom Tom e Filó, “pescando gargalhadas” do público através das telas.

“A Viola e o Blues’, com Márcio Rocha e Fábio Ventrilho 

A dupla se apresenta tocando violões e viola caipira, com um repertório marcado por canções de mestres do Blues. Neste show, destacam-se os sons do bottleneck (slide guitar) sobre as cordas da viola caipira. Como as afinações dos violeiros do Brasil são próximas àquelas usadas pelos bluesmen do Mississipi, os sons do slide na viola caipira entram em sintonia com os sons dos violões de Blues. 

“Fiando uma história”, com Grupo Morada das Histórias 

Esta é a história de Fátima, uma moça que parte numa promissora viagem sem saber o que o destino lhe reserva. Entre naufrágios, novos ofícios, obstáculos e acontecimentos inesperados, Fátima vai desenhando sua trajetória de vida e se perguntando o motivo de tantas experiências desafiantes atravessarem a sua existência.

“Vai aí?”(espetáculo de dança), com Érica Duarte 

Denso e impactante, este espetáculo de dança inédito foi concebido pela coreógrafa e bailarina Érica Duarte que usa a arte para retratar o universo tortuoso dos usuários de drogas. Com movimentos de ballet clássico e neoclássico, dança contemporânea e elementos de dança de rua, pretende, a cada coreografia, exprimir as sensações vividas e experimentadas pelos usuários como: medo, angústia, aflição, compulsão, abstinência, alucinação, agressividade, solidão, desrespeito, desamor, repulsa, falta de auto estima.

  Jamming with myself”, com Cleber Shimu 

Jamming with myself”, que significa “tocando comigo mesmo”, é uma apresentação a qual a tecnologia do pedal de loop permite tocar e gravar uma base ao vivo, e tocar outra linha de guitarra sobre a base gravada, gerando assim, a sensação de uma banda, contando com um único músico. As músicas vão sendo compostas ao vivo, sem nada pré-gravado, criando linhas de guitarra, percussão, contrabaixo – entre outros – feitos na própria guitarra, e sobre essas linhas vão se desenvolvendo temas e solos, de improviso, e versões próprias de músicas já conhecidas.

  “Forró Instrumental”, com Trio Zabumbê 

Formado em 2014 pelo guitarrista Fabiano Marchesini, pelo baixista acústico Cleber Fogaça e pelo baterista Beto Figueiredo, o Trio Zabumbê apresenta um repertório de jazz instrumental passando pelo blues, soul e música brasileira. Com uma sonoridade forte, moderna e marcada pela criatividade e improvisação, o trio vem se apresentando em Sesc, Centro Culturais e casas noturnas do interior paulista, incluindo shows especiais que contaram com participações de nomes como Arismar do Espírito Santo e Carlos Malta.

Bandolim solo”, com Pedro Luiz Freitas 

A apresentação leva ao público um repertório de clássicos do Choro, MPB e Bossa Nova através de releituras sobre as obras de Chico Buarque, Caetano Veloso, Noel Rosa, Jacob do Bandolim, Pixinguinha e Tom Jobim – todas com arranjos para o bandolim de 10 cordas. A improvisação e a virtuosidade são características presentes no show, mostrando ao público as várias possibilidades por onde o instrumento pode caminhar, sem perder a essência do gênero e respeitando sempre a obra do compositor. 

 “Sofrida – Imagens do desejo”, com Mariana Ruiz 

Em “Sofrida: Imagens do desejo”, a cantora, compositora e atriz Mariana Ruiz intercala textos poéticos e músicas autorais, levando o público ao catártico mundo dos amantes, onde dos encontros e desencontros proporcionados pelo desejo se faz a matéria prima para uma escrita e composição marcante e de fácil identificação.  

“Jardim de Palavras”, com Rodrigo Vulcano 

O escritor Rodrigo Vulcano apresenta fragmentos de seus livros, com leituras dramáticas e reflexões sobre os processos criativos. 

Leitura Dramática de “Segunda Tília à Esquerda”, leitura dramática com Guilherme Papa e Danilo Forlini 

O texto de “A segunda tília à esquerda”, de Matéi Visniec, é assim resumido: “Um homem e uma mulher se entregam, há anos, a um carrossel de gestos à distância, cada um acreditando ser o mestre do outro”. A leitura dramática desta peça curta proporciona uma reflexão que se faz necessária, perante a um cotidiano autoritário que engole os indivíduos e esmaga através de diferentes poderes, incluindo a força e as subjetividades.

 “Lucy e os Astronautas no Clube da Esquina”, com Lucy e os Astronautas 

Lucy e os Astronautas viajam ao Clube da Esquina e trazem para esta live nove canções em homenagem a este rico movimento musical, atemporal, que promoveu a música popular de Minas Gerais a partir do início dos anos 70 aos patamares mundiais. O grupo foi formado em 2020 pelos músicos: Lu Mani (vocal/percussão), André Peres (guitarra/vocal), Anderson Senapeschi (baixo) e César Marélo (bateria/percussões/vocal).

 

Chorumiando ser”, por Murilo Rangel (Rangeu)

O vídeo-performance “Chorumiando ser” aborda a geração e descarte de resíduos sólidos. O projeto apresenta uma figura humana pelas ruas de Araraquara, revestida de embalagens coletadas a partir do lixo produzido durante a quarentena. Todo o projeto foi realizado a partir de medidas de segurança sanitária devido às atuais circunstâncias.

“Sou o que sou”, com Guilherme Garboso 

“Sou o que sou” é um reencontro da obra e do autor, um revisitar de afeto que resgata lembranças de uma década atrás. O convite é para um pequeno show intimista e descontraído.

“O que fica do movimento”, com Pablo Lozano 

“O que fica do movimento” tem como pesquisa central as novas possibilidades estéticas e dialógicas no campo da criação em videodança, adotando como conceitos-chave as noções de cinestesia e coreografia. Em termos gerais, a cinestesia refere-se à sensação do movimento, sendo derivada do grego kinein, movimentar-se, e aisthesis, sensação. “O que fica do movimento” propõe que o corpo deixe de ser visto como instrumento da expressão subjetiva e passe a ser o próprio meio pelo qual a expressão acontece.