Depois de 15 horas de julgamento, assassinos de PM são condenados com penas altas

Jaciane, a mandante do crime, recebeu a pena mais longa de 28 anos de prisão no regime fechado

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Os três acusados pelo bárbaro assassinato do cabo da Polícia Militar Elias Matias Ribeiro, ocorrido em 2019, foram condenados com altas penas, nessa terça-feira (19). Após 15 horas de julgamento, os réus foram declarados culpados por júri popular realizado no Fórum de Araraquara.

O julgamento teve início às 9 h e só terminou no fim na madrugada desta quarta-feira (20). De acordo com a sentença dada pelo juiz:

Jaciane Maria, que era namorada do PM, foi condenada a 28 anos por homicídio triplamente qualificado e 1 ano e 2 meses por ocultação de cadáver. A filha dela mais velha, Larissa Marques, cumprirá 24 anos por homicídio triplamente qualificado. Ela foi absolvida pelo crime de ocultação de cadáver. Já o tio, Genivaldo da Silva (réu confesso), foi condenado a 20 anos por homicídio triplamente qualificado e um ano e dois meses por ocultação de cadáver.

O crime

Os três são acusados de matar o cabo Matias, depois de descobrirem um vídeo onde o PM mantinha relação sexual com a filha mais nova de Jaciane.
Na noite do crime, a namorada de Matias o chamou para dormir em sua casa e o teria dopado. Enquanto o PM dormia, o tio de Mariane teria ido até o local e matado a vítima com golpes de marreta na cabeça.

Em seguida, o corpo de Matias foi enrolado em um colchão e colocado no banco traseiro do veículo do policial, um Hundai/Tucson. A namorada teria dirigido o veículo até o canavial, onde, com a ajuda da filha e do tio, atearam fogo nele.
Os três fugiram em um Ford/EcoSport que pertencia à Larissa e acabaram sendo descobertos pelas marcas de pneu do veículo. Durante a madrugada, os policiais já iniciaram as buscas pelos suspeitos e mãe e filha foram detidas e acabaram confessando a autoria do crime. O tio foi preso um dia depois.
O crime foi solucionado pela Delegacia de Investigações Gerais de Araraquara (DIG).