Cinema Negro, Cinema Uó e oficina de Direção de Fotografia agitam a quinta (25) da Mostra Wallace Leal

Atividades diversificadas e gratuitas integram a programação de quinta-feira

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Um time poderoso e empoderado do cinema é o convidado da quinta-feira, 25 de fevereiro, para integrar as atividades da 9ª Mostra Audiovisual Wallace Leal, realizada pela Secretaria Municipal da Cultura e a Fundart, com o apoio cultural do Sesc Araraquara e parceria com o ICine (Fórum de Cinema do Interior Paulista). Toda a programação é digital e gratuita. 

Edileuza Penha, Geni Nuñez, Ariel Nobre, Vita Pereira e Moema Pascoini guiam as atividades desta quinta, ocupando todos os períodos do dia. Pela manhã, a primeira atividade, das 10 às 12 horas, será a oficina “Cinema Negro no Feminino – Memória, Identidade e Territorialidade”, com Edileuza Penha. À tarde, a partir das 15 horas, tem a mesa de bate-papo “Cinema Uó: Mitologias Cis Brancas”, com Geni Nuñez e Ariel Nobre e mediação de Vita Pereira; por fim, à noite, das 19 às 21h, haverá continuidade da oficina “Da palavra à imagem: a direção de fotografia enquanto construção imagética no audiovisual”, com Moema Pascoini (iniciada quarta, com vagas esgotadas). 

Além dessas atividades, vale destacar que todos os filmes da Mostra ficarão disponíveis na plataforma TodesPlay de 23 a 28 de fevereiro, podendo ser acessados a qualquer hora e de forma gratuita. Já as mesas de bate-papo acontecem em dia e horário específico e, depois de efetuadas, também continuarão à disposição dos internautas na plataforma TodesPlay e na página do YouTube e redes da Mostra. Por fim, as oficinas, com número limitado de participantes, serão efetuadas através do aplicativo Zoom. Para realizar inscrição, os interessados devem acessar o Sympla e, vale destacar, as inscrições já estão abertas.  

No site da Prefeitura de Araraquara e nas redes sociais da Mostra (@mostrawallace) é possível acompanhar as informações dos filmes e convidados participantes, assim como as outras atividades da programação definida pelos curadores Mauricio Coronado e Paulo Delfini.
Oficina Cinema Negro no Feminino – A oficina com Edileuza Penha, tem como objetivo apresentar um grupo de cineastas negras brasileiras e de como seus trabalhos têm pautado os valores ancestrais de respeito às experiências de vida, à cultura, aos saberes e às visões de mundo da comunidade negra no audiovisual. Esta oficina será realizada nos dias 25, 26 e 27 de fevereiro, das 10 às 12 horas. 

Edileuza Penha é documentarista e pesquisadora. Dirigiu: Mulheres de Barro; Sem Limites (Cuba, 2013 – 15min); Um Peso por um Chiste (Cuba, 2013 – 14min); Conta-Contos – a arte de ouvir e contar histórias, Filhas de Lavadeiras (2019). Professora, participou do documentário Afronte dos diretores Marcus Mesquita e Bruno Victor. Doutora em educação e comunicação pela Universidade de Brasília (unB), onde leciona as disciplinas Pensamento Negro Contemporâneo e Etnologia Visual da Imagem do Negro no Cinema, desde 2007 tem podido orientar diversos trabalhos na área do audiovisual. Foi estudante da EICTV – Escuela Internacional de Cine y TV de San Antonio de los Banõs – República de Cuba, onde participou como Produtora, diretora de artes, roteirista e atriz do premiado curta Teresa. 

Organizou a Coleção: “Negritude Cinema e Educação – Caminhos para implementação da lei 10.639/2003”, editado pela Mazza Edições, Belo Horizonte, aprovada no PNLD dos professores pelo FNDE em 2014. É a idealizadora e coordenadora da I e II Mostra Competitiva de Cineastas e Produtoras Negras Adélia Sampaio. Curadora do II Festival de Cinema do Paranoá. Jurada no Porto Femme International Film Festival e do Prêmio Zózimo Bulbul no Festival de Cinema de Brasília. 

Inscrições abertas pelo link: https://www.sympla.com.br/cinema-negro-no-feminino—memoria-identidade-e-territorialidade__1125588 

Mesa Cinema  – “Cinema Uó: Mitologias Cis Brancas” é o tema da Mesa 3, com Geni Nuñez e Ariel Nobre e mediação de Vita Pereira. A mesa tem como objetivo nomear a norma e abordar as corporeidades e narrativas que olharam o mundo e se viram como espelho a partir do audiovisual. 

Ariel Nobre é artista e comunicador. Idealizou o Projeto Preciso Dizer que Te Amo – campanha de valorização da vida de homens trans desde 2015. Em 2018, dirigiu o curta-metragem de mesmo nome, que ganhou em 2019 o Prêmio de Melhor Filme no Goiânia Mostra Curtas. Em 2020 lançou o Trans Mercado, programa educacional de desenvolvimento profissional para Transgêneros. É co-autor da Via Crucis, fotobiografia anexada ao acervo oficial do Museu Nacional da República. 

Geni Nuñez é ativista no movimento indígena guarani, graduada e mestre em Psicologia e doutoranda no Programa de Pós Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas (UFSC). É co-assistente da Comissão Guarani Yvyrupa. 

Vita Pereira (mediação), travesti negra, filha de doméstica e garimpeiro. Multiartista, formada em Edificações (itb), Pedagogia (Unesp), Teatro (Senac) e cinema (INC). Trabalha com dança, moda, performance, artes visuais, produção cultural, dj, gestão cultural, música, entre outras linguagens. Desenvolve um trabalho sobre Artes do Ekê: criando armaduras e (des)aquendando o cis-tema. Em 2020 realizou o curso de Dramaturgias Negras, com Dione Carlos, pelo Itaú Cultural e assinou como diretora da nova série na Globoplay, 40m2. 

Oficina Da palavra à imagem – A oficina “Da palavra à imagem: a direção de fotografia enquanto construção imagética no audiovisual”, com Moema Pascoini, está com as vagas esgotadas com 80 inscrições e será realizada em 3 dias: de 24 a 26 de fevereiro, sempre das 19 às 21 horas.  A oficina tem o intuito de apresentar uma visão panorâmica sobre a direção de fotografia no audiovisual, discutindo questões relacionadas à função deste profissional dentro da criação cinematográfica e de como se estrutura uma equipe de fotografia. Também serão abordados: elementos de composição e iluminação e exercícios de estímulo à criatividade a partir da análise de um roteiro e da sua adaptação imagética.  

Moema Pascoini é doutoranda em Artes pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais e mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Imagem e Som da UFSCar. Possui graduação em Jornalismo pela UFS e é formada em Direção de Fotografia e em Documentário pelo CFP del SICA-Argentina.  

Filmes – Os longas-metragens selecionados e que podem ser acessados a qualquer hora, no período de 23 a 28 de fevereiro, são: “Chico Rei entre nós” – vencedor na última edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (direção: Joyce Prado, gênero: documentário, ano de produção: 2020, classificação: livre), “Servidão” (direção: Renato Barbieri), “A Terra Negra Kawa” (direção: Sérgio Andrade, ficção, 2019, 14 anos), “Selvagem” (direção: Diego da Costa, ficção/drama, 2018-2021, livre), “Luciene” (direção: Juliana Curvo, documentário biográfico, 2020, livre) e “Essa terra é nossa” (direção: Isael Maxakali, Sueli Maxakali, Carolina Canguçu, Roberto Romero; documentário, 2020, livre). 

Já os curtas apresentam: “Pega-se Facção” (direção: Thais Braga, documentário, 2020, livre), “Alcatéia” (direção: Carolina Castilho, drama/ficção, 2020, classificação: 04 anos), “Seremos Ouvidas” (direção: Larissa Nepomuceno, documentário, 2020, livre), “Alfazema” (direção: Sabrina Fidalgo, ficção, 2019, 14 anos), “Filhas de Lavadeira” (direção: Edileuza Penha de Souza, documentário, 2019, livre), “Yaõkwa, imagem e memória” (direção: Rita Carelli e Vincent Carelli, documentário, 2020, livre),  “Mãtãnãg, A Encantada” (direção: Shawara Maxakali e Charles Bicalho, animação/drama, 2019, livre), “Modelo Morto, modelo vivo” (direção: Iuri Bermudes e Leona Jhovs, drama/romance, 2020, 16 anos), “Homens Invisíveis” (direção: Luís Carlos de Alencar, documentário, 2019, classificação: 07 anos) e “Supremacia da fumaça” (direção: Marcelo Mendes Gomes, drama/ficção, 2019, 10 anos). 

As sinopses dos filmes selecionados podem ser conferidas nas Notícias do site da Prefeitura de Araraquara, assim como nas redes sociais da Mostra (@mostrawallace). 

SERVIÇO: 

9ª Mostra Audiovisual Wallace Leal 

Data: quinta-feira (25 de fevereiro) 

Programação: 

  1. 10 às 12h: Oficina “Cinema Negro no Feminino – Memória, Identidade e Territorialidade”, com Edileuza Penha  

    Local: aplicativo Zoom  

    15h: Mesa de bate-papo: “Cinema Uó: Mitologias Cis Brancas”, com Geni Nuñez e Ariel Nobre e mediação de Vita Pereira  

    Local: Plataforma TodesPlay e redes sociais da Mostra (@mostrawallace) 

    19 às 21h: Continuação da Oficina “Da palavra à imagem: a direção de fotografia enquanto construção imagética no audiovisual”, com Moema Pascoini (vagas esgotadas) 

    Local: aplicativo Zoom 

    A qualquer hora: exibição dos filmes selecionados na Mostra + vídeos do Festival Aldir Blanc de Araraquara 

    Local: Plataforma TodesPlay 

    Grátis