Arruda e os Danados: Com o mestre e com carinho

Trio araraquarense, formado por professor e alunos, lança o primeiro clipe

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Por Vitor Franceschini VHPress/Colaboração

O caso não é novidade no meio musical, porém se focarmos na idade dos componentes da banda é algo raro de se ver. Afinal, o grupo Arruda e os Danados é formado por jovens com sede de música. Até mesmo o professor, o guitarrista Miguel Arruda (Blixten), dos altos de seus 24 anos de idade, mostra maturidade que poucos marmanjos desfrutam, além de ter uma experiência e talento gigantes.

Arruda é professor em uma escola de música de Araraquara e ao lado dos alunos Renan Alboy (baixo) e Henrique Leiva (bateria) montou o trio – que ficou com uma média de 20 anos de idade – por uma vontade pessoal e também por influência de uma das etapas das aulas. “A banda foi formada simplesmente porque eu tinha vontade de assumir os vocais de uma banda, tenho dois alunos que se destacaram pelo desempenho, mas principalmente pela vontade e pro-atividade dentro das bandas de repertório da escola.

Quando chamei, eles animaram demais e começamos. Nossa primeira apresentação foi no SESC Araraquara, onde fizemos um medley de Jimmy Hendrix”, conta o vocalista e guitarrista.

O grupo não se acomodou em fazer versões clássicas de lendas da música e logo foi trabalhar com som autoral. Foi assim que surgiu o primeiro single Toda Noite, que também virou clipe e já está disponível no Youtube. Em poucos dias, o vídeo atingiu mais de mil visualizações e continua crescendo. A influência de Hendrix, do Indie Rock e do Rock nacional se fundem numa sonoridade imponente e radiofônica. O tema, o próprio Arruda nos descreve. “A música pra mim fala como é irônico a existência ser uma dádiva tão grande e ao mesmo tempo um fardo pesadíssimo, tentei expressar isso entre a letra e a harmonia da música.”

Para os garotos, a experiência é a porta de entrada definitiva ao mundo da música. “Foi uma experiência nova e bem interessante. Entender e participar do ‘backstage’ é muito bom, pois a experiência e o aprendizado passado contam muito. Trabalhar em ambos foi prazeroso e satisfatório. Poder trabalhar uma ideia desde sua origem até um produto é uma realização e anima para novas produções”, contou Alboy. “Participar pela primeira vez do processo de criação e gravação de uma música foi uma experiência, além de nova, muito rica. Poder participar do processo completo de composição da música foi muito interessante e animador”, completa Leiva.

Para o mestre, além do entrosamento natural com os alunos e a produção conjunta de material, a parte didática também se desenvolve, afinal, tocar junto também é observar a evolução de seus discípulos. “É legal demais, porque além de tudo consigo ver o desenvolvimento profissional deles”, conta Arruda. “Por ter uma pessoa com mais experiência no meio musical com a gente, traz muito mais confiança e conforto para os primeiros trabalhos na banda”, rebate o baterista.

Agora, a banda mais danada de Araraquara, além de divulgar seu novo clipe, projeta lançar uma música de cada vez e fortalecer seu nome no cenário nacional, mesmo em um momento tão difícil como o atual, vivendo uma pandemia. Afinal, com o mestre e com carinho tudo se fortalece.

Para assistir o clipe, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=43I8WnE7Aho