Aluna de Medicina da Uniara analisa condições perinatais e idade materna em Araraquara

Por seu estudo, Julia Fernanda Rodrigues foi contemplada com uma bolsa da FUNADESP

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A estudante do quinto semestre do curso de Medicina da Universidade de Araraquara – Uniara, Julia Fernanda Rodrigues, foi contemplada com uma bolsa da Fundação Nacional de Desenvolvimento de Ensino Superior Particular – FUNADESP por seu estudo, intitulado “Condições perinatais e idade materna no município de Araraquara – SP, no período de 2015 a 2019”. O trabalho é orientado pela professora Renata Aquino de Carvalho.

 “A intenção é aprofundar o conhecimento em relação ao peso que a idade da mãe apresenta sob certas condições relacionadas ao recém-nascido, a partir da análise de dados de domínio público disponíveis em um site com informações sobre os nascidos vivos no Sistema Único de Saúde – SUS – DATASUS em Araraquara, sendo que as condições perinatais nada mais são do que diversas variáveis relacionadas ao bebê, no período que abrange desde a vigésima semana de vida intrauterina até o vigésimo oitavo dia pós-nascimento”, explica Julia.

Ela conta que esses fatores podem contribuir ou complicar o desenvolvimento adequado de um novo indivíduo, sendo a idade da mãe um dos pontos que tem esse papel. “Isso ocorre por conta das diversas mudanças fisiológicas e psicológicas no corpo materno que as gestações precoces – dos doze aos dezenove anos – e tardias – acima dos 35 anos – podem trazer, que são muito mais acentuadas do que aquelas que acontecem no período gestacional considerado ideal – vinte aos 35 anos – e que podem influenciar a vida do bebê antes, durante e após o parto”, detalha.

A pesquisa está em andamento. “Até agora, como o projeto já está pronto, sabe-se que, com base na literatura, o fato de a mãe ter mais ou menos idade, pode influenciar no desenvolvimento de um bebê saudável. O porquê, ainda não se sabe ao certo, mas muito é atribuído a fatores genéticos, fisiológicos e, inclusive, relacionados ao ambiente em que a mãe vive”, aponta Julia.

Segundo a aluna, conhecer as relações que a idade materna tem sobre o caminho de uma gravidez e do bebê é de extremo interesse da sociedade, “onde coexiste um cenário ainda expressivo de gravidez na adolescência e gravidez postergada por motivos pessoais e profissionais relacionados à mulher”. “Nesse sentido, analisar o cenário encontrado em Araraquara, pode trazer principalmente à comunidade médica uma visão ampla do perfil etário materno, tornando-a capaz de elaborar planos de abordagem, acompanhamento e assistência pré, peri e pós-natais, à mãe e ao filho”, destaca.

Em seu trabalho, “apesar de as condições perinatais abrangerem diversas variáveis, apenas quatro foram selecionadas para serem analisadas no estudo”. “Assim, a idade materna será relacionada com o peso do bebê ao nascer; com o tempo de duração da gestação; com o Apgar no quinto minuto de vida – teste realizado ao nascer que analisa a vitalidade do bebê -, e com a existência ou não de anomalias congênitas. Isso posto, a escolha desses quatro pontos se justifica pela capacidade dos resultados de encaixarem o recém-nascido, por exemplo, em categoria de risco”, esclarece Julia.

Renata finaliza reforçando que a pesquisa de sua orientanda tem por intenção “relacionar a idade materna aos desfechos perinatais desfavoráveis na cidade de Araraquara e, assim, levar a informação tanto aos profissionais da saúde quanto à população em geral, com a finalidade de orientar e chamar a atenção da população, principalmente em relação a gestações em idades maternas extremas e precoces”.