Adolescentes da Fundação Casa participam de ação de prevenção ao uso de drogas

Palestra presencial foi conduzida pelo professor Marcio Servino

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Foi realizada nessa terça-feira (2), após um período suspenso, uma atividade presencial voltada a prevenção ao uso nocivo de drogas, destinada a adolescentes que se encontram internados na Fundação Casa de Araraquara. A ação foi realizada pelo Professor Marcio Servino, Conselheiro Tutelar de Araraquara e membro do Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas COMAD, a convite da diretoria da unidade.

Servino, que é especialista em Dependência Química e, há mais de uma década realiza trabalho específico de prevenção ao uso de drogas em nossa cidade e região, relata que esta foi a quarta vez que recebeu o convite da diretoria e se sente feliz em poder retornar e colaborar com o processo de recuperação e reintegração social dos adolescentes para a sociedade.

Considerando os múltiplos fatores que levam as drogas, o uso indevido de

álcool e outras drogas é fruto de uma multiplicidade de fatores e que nenhuma pessoa nasce predestinada a usar álcool e outras drogas ou se torna dependente apenas por influência de amigos ou pela grande oferta do tráfico. O professor ressalta que jamais podemos esquecer do fato de existir fatores que convergem para a construção das circunstâncias do uso abusivo, chamados de fatores de risco. Havendo assim a necessidade de ações que colaboram para que o indivíduo, mesmo tendo contato com a droga, tenha condição de se proteger.

A partir do fato da maioria dos internos estarem no local por envolvimento com o uso e tráfico de drogas ilícitas, a atividade realizada tem como objetivo a prevenção ao uso nocivo e, principalmente de gerar informação baseada em evidências, de forma contundente e precisa de forma que os adolescentes possam retornar à sociedade e ao não uso de drogas. Participaram da palestra todos os adolescentes internos da unidade, já em cumprimento de medida de reclusão. Todos dentro do novo padrão,

com medidas de distanciamento, uso de máscaras e sem qualquer contato físico.

“A intervenção preventiva é classificada como seletiva e indicada ao uso de

drogas lícitas e ilícitas e tem uma segunda etapa que acontecerá em algumas semanas de forma a fazer uma nova conversa para esclarecer dúvidas que possam ter ficado e, assim, estabelecer um trabalho contínuo com os adolescentes”, afirma Servino que, depois de um ano e meio sem qualquer ação presencial, diz que foi um enorme prazer poder retomar às atividades presenciais, voltadas à prevenção ao uso nocivo drogas.