Abertura de empresas em Araraquara cresce 12,8% em maio

Aumento expressivo de novos negócios foi constatado pelo Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara

70

Em maio de 2021, 572 novas empresas foram abertas em Araraquara, um aumento de 12,82% em relação ao mês anterior (507) e expressivos 82,75% em relação a maio de 2020 (313). No mesmo período, 154 empresas encerraram suas atividades na cidade, resultado 3,75% menor que os 160 estabelecimentos fechados em abril de 2021, mas 28,33% maior que os 120 encerramentos registrados em maio do ano passado. Assim, com o saldo positivo do mês, são 26.270 negócios em funcionamento em Araraquara atualmente.

Os dados, analisados pelo Núcleo de Economia do Sincomercio Araraquara, foram divulgados no último dia 22 pelo Mapa de Empresas, ferramenta do Governo Federal que reúne informações das 27 juntas comerciais do país e fornece indicadores relativos à quantidade de empresas registradas no país e ao tempo médio necessário para a abertura dos negócios.

Segundo João Delarissa, analista econômico do Sincomercio Araraquara, os resultados de maio revelam aumento do número de empresas em atividade não apenas em Araraquara, como também no estado de São Paulo e no país. “Em São Paulo, por exemplo, 62.196 novos negócios integram o grupo de 4.933.527 empresas atuantes e, no Brasil, são 227.087 empreendimentos criados em maio, totalizando 17.493.358 de empresas em atividade, considerando matrizes, filiais e microempreendedores individuais”, afirma.

Em Araraquara, assim como em todo cenário nacional, foi observada predominância das atividades do setor terciário, ou seja, estabelecimentos relacionados ao comércio e prestação de serviços. Juntas, esses segmentos representam 81,2% das empresas que atuam no município. Já as operações de alimentação, como bares, restaurantes e lanchonetes, representam 17,3% do total de empreendimentos do setor de serviços. Na sequência, 13,1% prestam serviços voltados à estética e cuidados pessoais, como cabelereiros, manicures e pedicures, e 9,8% exercem atividades administrativas e serviços de escritório.

No comércio, as lojas de vestuário e acessórios representam a maior parcela do segmento, com 11,9% das empresas ativas. Em seguida, estão os serviços de reparação e manutenção de veículos (7,1%) e o comércio varejista de produtos não especializados (7,0%), composto por lojas de variedades, bijuterias e artesanatos, petshops, artigos de limpeza, floriculturas, entre outros. Por fim, as atividades industriais correspondem a 9,4% das empresas ativas atualmente em Araraquara, seguidas pela construção civil (8,7%) e agropecuária (0,7%).

Tempo de Abertura

O tempo médio para abertura de empresas em Araraquara foi de três dias e 15 horas, em maio de 2021. No mês anterior, o tempo registrado havia sido de 4 dias e 16 horas. O valor representa redução de 22,3% no intervalo de abertura, o que corresponde a um dia e uma hora a menos. Quando comparado ao mesmo período do ano passado, a queda é ainda maior. Em maio de 2020, era necessário, em média, cinco dias e 19 horas para abrir um novo empreendimento no município e, considerando o tempo atual, verifica-se uma redução de 37,41% ou dois dias e quatro horas no tempo médio de abertura.

Analisando o tempo médio de abertura por natureza jurídica em maio, é observado que o registro para o empresário individual é de dois dias e 17 horas, enquanto que para as Empresas Individuais de Responsabilidade Limitada (EIRELI) o tempo médio de registro é de aproximadamente três dias. Para a abertura de sociedades limitadas, o período de abertura foi de quatro dias.

Na comparação entre números, o intervalo de tempo para se abrir um novo negócio em Araraquara está acima do observado no estado de São Paulo, cujo tempo médio de abertura é de três dias e três horas. O município também se mostra ligeiramente menos versátil quando comparado a média nacional: de três dias e uma hora. “É importante notar que o tempo médio de abertura de uma empresa é analisado do ponto de vista do tempo médio de registro e viabilidade. O primeiro se refere à reunião de documentos, pagamento de taxas, requerimento junto ao governo, assim como seu prazo de resposta e entrega do CNPJ por parte da Receita Federal. Enquanto o segundo se refere ao tempo de análise do local em que a empresa será instaurada”, pontua Marcelo Cossalter, pesquisador do Núcleo de Economia.

O processo de abertura de empresas tem avançado por meio de medidas que visam fomentar o ambiente de negócios no Brasil. Nesse sentido, a Lei da Liberdade Econômica trouxe facilidades ao processo: permitiu a obtenção do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) imediatamente após o ato de solicitação no órgão de registro e facilitou a obtenção ou mesmo isentou a necessidade de alvarás de licença para 300 atividades econômicas, por meio da Resoluções CGSIM nº 57 e 59, promovendo maior celeridade no processo de aberturas e, consequentemente, um ambiente mais propício aos empreendedores.