A artista visual Euzânia Andrade lança ‘Projeto Gavetas’

Os bilhetinhos escritos, poemas secretos, foto, enfim, algo guardado só para você agora vai virar arte. Não há necessidade de ser artista. Todas as mulheres estão convidadas

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Célia Pires/Colaboração

Sabe aquelas coisas não contadas como pequenas histórias, frases, poemas, fotos, enfim, algo guardado só para você, mas que se você pudesse revelaria para todo mundo ver ou ler? Inúmeras de nós, muitas e muitas vezes, sem conter as emoções, as traduzimos em escritos, como frases e poemas. E as engavetamos. Deixando guardadas somente para nós. Escondidas no recôndito da alma ou nas gavetas sem acesso a outros. São cartinhas não enviadas, papeizinhos, recortes já amarelados pelo tempo. Mas seria algo mágico se a gente pudesse mostrar e compartilhar esses nossos guardados emocionais.

E graças ao “Projeto Gavetas” (em processo), da artista visual e gerente do Arte 220- Espaço Criativo, Euzânia Andrade, isso será possível. Ela conta que está iniciando o referido projeto e que gostaria da participação de outras mulheres, artistas ou não. “Preciso de pequenas histórias, frases, poemas (bem reduzidos). Coisas não contadas de mulheres. Desejos secretos, amores sonhados, escritos de gavetas. Vou fazer disso uma obra de arte”, acrescentando que será uma obra colaborativa, isto é, um grupo fazendo parte de uma obra idealizada por ela. Euzânia ressalta que quem deseja participar, o material a ser enviado deve ser escrito em letra cursiva e explica que pode ser desenho, colagem. Com nome ou pseudônimo, cidade, idade e título.
Lembrando que o material deve estar acompanhado de uma autorização para divulgação e exposição. O material para o PROJETO GAVETAS deve ser endereçado para Euzânia Andrade e enviado pelos Correios para Arte 220 – Espaço Criativo que fica localizado na Avenida José Bonifácio 220. Araraquara, São Paulo, Brasil. CEP 14.801 150 ou entregues pessoalmente no Arte 220.

Projeto gavetas

“Minha bagagem são os meus sonhos. VIVER é andar, é descobrir, é conhecer. No meu andarilhar de mulher, artista, retorno às coisas que adormeceram na memória, que muitas vezes estão escondidas em algum canto de gaveta. As coisas estão enterradas no fundo desse lugar, às vezes intocável para percepção do real. Pode ser tangível se buscarmos o sensível que mora neste ou naquele canto da gaveta. São pequenas “coisas” que resgatam esses sentimentos e revelados por meio de uma foto, uma fita, uma semente, uma flor seca, um cartão nunca esquecidos… compartilhe comigo e vamos construir uma obra de arte!”, diz Euzânia Andrade.