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PROJETO “TODAS, PRESENTE” SEGUE EM JUNHO NO SESC



A programação é voltada para o debate sobre a construção histórica e social da
mulher. Na próxima semana estão em cartaz os filmes Daphne (2018) e A Livraria
(2018), além da vivência “Mensagem de Mulheres Sábias”, com o Coletivo As Rutes

PROJETO “TODAS, PRESENTE” SEGUE EM JUNHO NO SESC

Dois lançamentos Daphne (2018) e A Livraria (2018) abrem a programação da telona
do Sesc, compondo o ciclo Tela Delas. Dentro do projeto Todas, presente, as
produções apresentam a história de algumas mulheres, por mais diversas que sejam
suas escolhas, lutas ou histórias de vida. As exibições são gratuitas e a retirada de
ingressos é feita 1 hora antes do início da sessão.
Na terça-feira (5), Daphne será rodado às 20h. Dirigido pelo escocês Peter Mackie Burns,
vencedor de prêmios internacionais por seus curtas (Urso de Ouro no Festival de Berlim e
uma indicação ao BAFTA por seu curta Milk), em Daphne ele se aventura no terreno dos
longa-metragens, trazendo um retrato sobre a Londres de hoje e contando a história de
Daphne (Emily Beecham), que aos 31 anos tem a sensação de que sua vida está parada,
pois se sente jovem demais para se estabelecer e velha demais para ficar zoando por aí.
Para se distrair, ela se mantém ocupada com amigos e amantes. Após presenciar um
assalto, Daphne é forçada a confrontar esse limbo existencial.
No domingo (10), às 14h é a vez do primoroso A Livraria, da cineasta espanhola Isabel
Coixet, vencedor do prêmio Goya de melhor direção, na Espanha. No ano de 1959, uma
viúva de espírito livre deixa o luto e tem de enfrentar a umidade, o frio e a apatia da cidade
litorânea de Hardborough, Inglaterra, para abrir uma livraria – o primeiro estabelecimento
desse tipo na cidade. Imagine só quantos desafios ela enfrentará. O filme foi baseado no
livro da inglesa Penelope Fitzgerald, “The Bookshop”.
Ainda no domingo à tarde, o Sesc apresenta a vivência “Mensagem de Mulheres
Sábias”, com o Coletivo As Rutes. O público será convidado a despertar seu universo
feminino e a escrever um cartão postal que será enviado para as inspirações femininas
de suas vidas. A atividade é gratuita e acontece na área de convivência, das 14h às 16h.
A base que sustenta e impulsiona o contato com o público são histórias de vida de
mulheres célebres. Por todos os lados, acessamos sinais e mensagens da vida. Quais
serão as que podem realmente transformar os nossos sentimentos? O coletivo parte
de perguntas e outros dispositivos de escuta que permitem um diálogo cuidadoso,
sincero e imaginativo.

Programação Todas, Presente
Vivência Mensagem de Mulheres Sábias
Dia: 10/6, domingo
Horário: das 14h às 16h
Local: Convivência
Classificação: Livre
Grátis
Para mais informações acesse: Blog As Rutes / Facebook /
EXIBIÇÕES
Retirada de ingressos 1 hora antes do início da sessão.
DAPHNE
Dir.: Peter Mackie Burns
Reino Unido | 2018 | 88 min
Dia 5, terça, 20h. Teatro. Classificação 16 anos. Grátis.
Trailer
A LIVRARIA
Dir.: Isabel Coixet
Espanha/Reino Unido/Alemanha | 2018 | 108 min
Dia 10, domingo, 14h. Teatro. Classificação 16 anos. Grátis.
Trailer

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MÚSICA

PROJETO VIOLA PAULISTA GANHA TURNÊ PELAS UNIDADES DO SESC NA CAPITAL E

INTERIOR DE SÃO PAULO

Show em Araraquara acontece na próxima sexta-feira (8), com entrada gratuita. No
palco reúnem-se 5 músicos expoentes da nova geração da viola de dez cordas
A viola é um instrumento que ecoa no Brasil inteiro, de norte a sul mas ainda fica a
dúvida de sua real extensão. Onde toca a viola em São Paulo? Foi partindo desta
curiosidade que o Selo Sesc aceitou a missão de mapear artistas no Estado de São
Paulo que tem a viola como fiel escudeira. O resultado foi o CD Viola Paulista, que será
lançado também no Sesc Araraquara na próxima sexta-feira (8), às 20 horas, reunindo
no palco os músicos Ivan Vilela, Bruno Sanches, Leandro de Abreu, Reinaldo Toledo e
Ronaldo Sabino, expoentes da nova geração da viola de dez cordas.
Com a ajuda de Ivan Vilela, já no primeiro volume estão grupos e artistas solo
expoentes da nova geração da viola de dez cordas. São 19 músicos de vertentes
distintas, do rock à música clássica contemporânea, da toada caipira aos temas
instrumentais; violeiros em formação e com influências múltiplas. 19 faixas que

representam uma fração do que vem sendo produzido com o instrumento no Estado
de São Paulo. Para esse disco não foram escolhidos os violeiros já consagrados e com
vasta discografia, mas sim os que estão iniciando suas carreiras ou os que depois de
um tempo de estrada não conseguiram, por razões diversas, o reconhecimento
esperado e, diria, merecido por seus trabalhos.
“Talvez ninguém nunca tenha imaginado o que a viola se tornaria no Brasil. Seu uso,
cada vez mais expandido, tem conquistado um espaço notável em meio a pessoas de
todas as faixas etárias e segmentos sociais. De suas origens populares na Portugal
medieval e renascentista, a viola se espalhou por todo o mundo lusófono, mas em
nenhum outro lugar se desenvolveu tanto quanto no Brasil. Aqui, acompanhou o
desenvolvimento da luteria do violão e, aos poucos, tem conquistado espaços que
outrora sequer sonhara frequentar.
Até a primeira metade do século XIX, a viola foi o principal instrumento acompanhador
de cantores em cidades como Rio de Janeiro, Recife e Salvador. Sua caminhada ao
interior se deu sobretudo a partir da região Sudeste com as bandeiras e depois
tropeiros num espaço que foi chamado, por Alfredo Ellis Jr., de Paulistânia. Este
pedaço de chão compreende os estados de São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul,
Triângulo Mineiro e Sul de Minas Gerais, Norte do Paraná, parte sul do Mato Grosso e
de Tocantins.
O que chamamos de cultura caipira se estende por toda esta região e é onde ainda se
consome em grande escala a música caipira. Certamente as gravações pioneiras de
Cornélio Pires ajudaram a fixar a viola no Centro-Sudeste brasileiro a ponto deste
instrumento ser nacionalmente conhecido como viola caipira, mas não devemos nos
equivocar ao pensarmos que o modo de tocar caipira é a única maneira autêntica que
se tem de pontear a viola. Vale lembrar que os primeiros registros escritos sobre a
viola no Brasil provém de Recife, em 1580.
Assim, devemos ter sempre muito cuidado para não circunscrevermos um instrumento
a uma cultura específica, pois o fato dele beber em expressões culturais diversas não
tira a sua propriedade de ser sempre livre para voar por onde a música o levar. Um
instrumento musical deve estar, antes de tudo, a serviço da Música”, explica Vilela.
Serviço
Show Viola Paulista – lançamento do Selo Sesc
Dia: 8/6, sexta
Horário: 20h
Local: Garimpo
Classificação: Livre
Grátis
Para mais informações acesse: Facebook Selo Sesc
Vídeos: Ronaldo Sabino 0´56
Bruno Sanches 0´45, Leandro de Abreu 0´57 e Reinaldo Toledo 1´02

FORRÓ PARA ESQUENTAR O DOMINGO NO SESC

Ninguém fica parado na apresentação da dupla de forró Caramurú e Julião, usam a

viola caipira e a zabumba como base de sua música

No próximo domingo (10), a Área de Convivência do Sesc se torna pista de dança para
os amantes do forró. A partir das 16h, a dupla Caramurú e Julião, de origem
pernambucana, sobrem ao palco em show gratuito e aberto para toda a comunidade.
Com base na viola caipira e na zabumba, os dois se uniram para tocar temas de suas
raízes nordestinas, além de acompanhar a banda Tagore em turnês..
Com grande repertório autoral, já estiveram em festivais como o Pira Rural e o
Morrostock (RS), acompanhados por Matheus Francez (baixo) e Xande Baros
(percussão). Em 2017 lançaram o single "Nossa Vez", com duas músicas. Uma delas,
“Veio e Foi”, virou o clipe gravado em Ouro Preto (MG) com direção de Guilherme
Oliveira em Janeiro deste ano. Atualmente estão gravando um EP com 6 músicas para
sair no São João, intitulado “O Povo Dança”.
Julião possui um projeto solo chamado Feiticeiro Julião, com o qual já lançou dois EPs e
um disco (Mácula, 2014), além de videoclipes e uma música na trilha do filme
“Tatuagem” (2013). Caramurú é um designer conhecido pelas capas de disco (incluindo
os dois álbuns de Tagore) e está lançando em 2018 seu primeiro disco solo.

Serviço
Show com Caramurú e Julião
Dia: 10/6, domingo
Horário: 16h
Local: Convivência
Classificação: Livre
Grátis
Para saber mais acesse: Facebook / Vídeo

LENDA DA GUITARRA ELÉTRICA E DA MÚSICA INSTRUMENTAL MUNDIAL EM

ARARAQUARA

Depois de realizar turnês por vários países, grupo Balaio faz show no Sesc Araraquara e
convida o guitarrista norte americano, Mike Stern para compor o time
Formado atualmente por Leo Susi (bateria), Marco Bosco (percussão), Rubem Farias
(baixo) e Adriano Magoo (teclados), o grupo Balaio lança em 2018 seu primeiro álbum
e se apresenta na convivência do Sesc Araraquara no sábado (9), às 20h. Para este
show, o grupo convida o lendário guitarrista Mike Stern, um dos mais importantes
instrumentistas da sua geração. Com 40 anos de carreira, o músico tem no currículo
parcerias com Billy Cobham, Miles Davis, Jaco Pastorius, Joe Henderson, entre outros.

Balaio começou na China em 2008. Anos depois, em 2015, excursionou em Hong Kong
e China, realizando 28 concertos. Em 2016 "Balaio convida Randy Brecker," show
baseado no álbum "Randy in Brasil" – vencedor do Grammy americano de 2009 – mais
voltaram a China e outros países europeus. Em 2017, com nova formação e ainda com
músicos brasileiros, se apresentam em diferentes países, com repertório original e a
melhor música brasileira em versões instrumentais, além de dar início à gravação do
primeiro álbum do quarteto, que combina música brasileira com elementos do Jazz,
World e Ambient Music. Em 2018, Balaio lança seu álbum de estreia e parte para turnê
com o lendário guitarrista no show "Balaio convida Mike Stern."
Na bateria, Leonardo Susi, trabalha também com grandes artistas, como, Dee Dee
Bridgewater, Penfei, Karen Mok, Shunza, David Tao, ling JJ, Will I Am do Black Eye Peas,
Coco Lee, John Legend, Gilberto Gil, Laura Figy, Dadawa (Zhu Zheqin), o maestro
vencedor do Grammy e compositor Tan Dum, China Moses, o grande cantor francês e
Charles Aznavour entre outro. Como instrumentista e trabalha também nos mais
tradicionais clubes de jazz e festivais na China e Ásia, bem como o programas de TV
Chinese Idol. Marco Bosco é um percussionista de longa carreira. Seu primeiro álbum
foi gravado ao vivo no Japão em 1980, e desde então lançou 12 álbuns solo. Trabalhou
como músico ou produtor de grandes artistas como o álbum “Raiz” de Leila Pinheiro,
indicado ao Grammy Latino (2012) e em gravações com artistas como Nina Simone,
Sergio Mendes, Hank Jones, Oscar-Castro-Neves, Paul Jackson, Fred Wesley, Airto
Moreira, Flora Purin, Egberto Gismonti, Cesar Camargo Mariano, Leny Andrade entre
outros. Recentemente lançou o álbum “Online” em duo com Paulo Calasans.
Contrabaixista virtuoso e produtor, Rubem Farias, tem 7 álbuns solo, trabalhou com
diversos artistas do pop e jazz nacional e internacional. Nasceu em Salvador, Bahia, e
atualmente vive em Stockholm na Suécia. Aos 13 anos entrou na Universidade livre de
Musica Tom Jobim onde teve contato com Roberto Sion, Paulo Braga (pianista),
Gabriel Bahalis, Maestro Cyro Pereira, Roberto Bomilcar entre outros grandes músicos.
Adriano "Magoo" Oliveira, pianista, arranjador e produtor musical, nascido no Rio de
Janeiro. Em 1998, já na cidade de São Paulo, se estabeleceu como músico profissional
e juntou-se à banda do cantor e compositor Zeca. Em 2017 estreou com o grupo Balaio
em turnê na China e Taiwan e em 2018 lançou seu álbum solo “Sol Futuro”.
Mike Stern (Guitarra Elétrica)
Para uma geração de aficionados do jazz contemporâneo, Mike Stern é considerado
um dos grandes e Importantes guitarristas da sua geração. Instrumentista de técnica
notável cujas linhas abrasivas são formadas principalmente pelo bebop e o blues. Stern
fez sua marca com Miles Davis no início dos anos 80 antes de se lançar sua carreira
solo em 1985. Desde então, já lançou 17 gravações como líder, seis dos quais foram
indicados para GRAMMY® Awards.
Nascido em Boston em 10 de janeiro de 1953, Stern cresceu no Berklee College of
Music, onde se encontrou e fez amizade com colegas estudantes de Berklee, como os
guitarristas John Scofield e Bill Frisell, o baixista Jeff Berlin, os bateristas Steve Smith e

Vinnie Colaiuta. Solista eletrizante, combina força do “fusion” com sofisticadas
harmonias de jazz e sua habilidade intrincada de flexão das cordas.
Serviço
Show Balaio convida Mike Stern
Dia: 9/6, sábado
Horário: 20h
Local: Convivência
Classificação: 12 anos
Ingressos limitados a 2 por pessoa:
R$ 5,00 (Credencial Plena);
R$ 8,50 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante
e servidor da escola pública com comprovante);
R$ 17,00(Inteira / Credencial Atividades).
Para saber mais, acesse: Mike Stern Facebook / Mike Stern Site
Vídeos
Balaio at Bourbon Street
https://www.facebook.com/pg/balaioquartet/videos/?ref=page_internal
Balaio live at One Dream – Shanghai 2016

Balaio at Blue Note Beijing – 2016

Leo Susi and Marco Bosco " Brazilian Rhythm Possibilities"

CIRCO

CAMPANHA DO SESC DE CONSCIENTIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA A PESSOA IDOSA

TRAZ AVNER EISENBERG, O EXCÊNTRICO À ARARAQUARA

De 07 a 15 de junho de 2018, o Sesc São Paulo realiza a Campanha de Conscientização
da Violência contra a Pessoa Idosa, com programações nas unidades da capital, interior
e litoral. O ano de 2018 caracteriza-se como o ano da Valorização e Defesa dos Direitos
Humanos da Pessoa Idosa e celebra os 70 anos da Declaração Universal de Direitos
Humanos, assim como os 15 anos do Estatuto do Idoso.
O tema da campanha é AUSÊNCIAS e por meio de palestras, encontros, vivências e
ações artísticas, busca refletir sobre o quanto a ausência da família, da rede de
proteção social e do Estado podem ser caracterizadas como violências – com
consequências materiais e simbólicas no processo de envelhecer.
Em Araraquara a atividade escolhida para representar a Campanha foi o Espetáculo
Exceções à Gravidade, com o renomado palhaço americano Avner Eisenberg,

conhecido simplesmente como Avner, o Excêntrico. Todos são convidados a conferir o
show que inverte a lógica dos fatos e, com muita criatividade, reinventa os limites
entre perder e ganhar. A intenção é mostrar ao público a imagem de cada um refletida
no palhaço.
A apresentação será no próximo sábado (10), às 19 horas, no Teatro da unidade, com
ingressos gratuitos que podem ser retirados no próprio dia, a partir das 9h30.

Serviço
Espetáculo Exceções à Gravidade
Dia: 10/6, domingo
Horário: 19h
Local: Teatro
Classificação: Livre
Grátis
Retirada de ingressos no dia, a partir das 9h30.
Para saber mais acesse: Vídeo / Facebook

DANÇA

COREÓGRAFOS LUIS ARRIETA E LUIS FERRON SE APRESENTAM NO TEATRO DO SESC
Espetáculo “Os Corvos” trata da morte mas é também um convite que nasce como

exaltação à vida vivida

Dois grandes nomes da dança contemporânea estarão juntos no palco do Sesc. Luis
Arrieta e Luis Ferron apresentam o espetáculo de dança “Os Corvos” na próxima
quinta-feira (7), às 20 horas, no Teatro do Sesc Araraquara. A peça estreou em 2017 no
Sesc Pompeia e agora chega também à cidade. Os ingressos estão è venda no Portal do
Sesc e nas bilheterias da unidade, e variam entre R$5 e R$17. Os corvos – pássaros
necrófagos – são normalmente associados ao mau agouro, mensageiros da morte. O
espetáculo traz para cena uma reflexão sobre o presente como sentido vital e a morte
como certeza final.
Pela sua cor negra, os corvos são associados às ideias de princípio (noite materna,
trevas primigênias, terra fecundante), pelo seu caráter aéreo, ao céu, ao poder criador
e demiurgo, às forças espirituais. Pelo seu voo, ao mensageiro. Por tudo isto, em
muitos povos primitivos, o corvo aparece investido de extraordinária significação
cósmica, civilizador e criador do mundo visível. (Juan-Eduardo Cirlot, Dicionário de
Símbolos). Para o xamanismo, a magia do corvo é poderosa, e pode infundir a coragem
necessária para penetrar nas trevas do vazio. O vazio é denominado o grande mistério
e, nessa crença, o corvo é considerado o mensageiro do vazio, capaz de transitar nos
dois mundos: o dos homens e mulheres e o do grande mistério.

“Foi assim que percebi meus pais em seus percursos de envelhecimento, doença e
morte: como corvos ou pessoas que presenciam o grande mistério a partir de um
corpo anunciando o fim iminente. Deparar-me com a morte era algo ainda distante.
Nesse contexto de novos sentidos, percebi que é necessário ao homem avizinhar-se
dela para experienciá-la, pois a morte em si é um outro, uma alteridade enigmática
que nos transforma em crianças no escuro. Em Os Corvos, foi construído um território
de encontros. Encontro com memórias, com meus pais, comigo e, sobretudo, com Luis
Arrieta – esse grande artista que, desde os anos oitenta, quando iniciei minha carreira
artística, continua me ensinando sobre os requintes do dançar e coreografar. Um
encontro feliz, pois Arrieta foi uma referência importante para meus estudos
coreográficos, e trabalhar com ele é um presente para o meu presente. Um encontro
regado a generosidade, que o torna ainda mais digno do meu respeito, admiração e
amizade. Portanto, é também parte da minha história e do que sou hoje”, afirma
Ferron.
Para Arrieta, a vida não tem contrário. A vida é una, eterna, infinita. Nela surfam
nascimentos e mortes. Estes são contrários e mesmos. Nossa condição humana não
nos permite a sua visão simultânea. Por isso percebemos apenas um, e outro intuímos.
Esse umbral, essa porta, essa ponte, essa passagem tem sido minha fascinação e meu
horror desde que me lembro de mim, mínimo e desproporcionado, na construção do
mundo dos adultos. E é justamente desde esses jogos solitários por pontes e portas e
umbrais que começam a se formar minhas primeiras imagens de mim mesmo. Sempre
a mesma aterradora vertigem na borda do precipício. O mesmo vazio a se desprender
do sexo e a atravessar o estômago e arrebentar o peito e a garganta e voar como
pássaro suicida para os braços de outro nascimento. Amo esse lugar com todos os
meus medos. Espero esse momento, ou melhor, espero reconhecer esse momento,
porque ele já existe, com a mesma ilusão e coragem que me impelia nos jogos de
criança. Acompanhei a morte dos meus pais à distância, atravessando espaços de
símbolos e intuições. Ferron lidou, na sua vez e ao lado, com o que chamamos
realidade do tempo e do espaço. Ele precisou realizar esse caminho por terras aladas.
Eu, me descalçar e amassar com os pés o barro do presente. Espelhados pelo mesmo
nome, trouxemos para este encontro o peso da carga necessária ao outro, para nos
equilibrar e encorajar nesta experiência de inexorável solidão. E assim, com a fé cega
em nossa ignorância, que é o anjo provocador na nossa infância, decidimos rabiscar
sobre esse instante fecundo na tela sempre madre do palco.
 Sobre LUIS FERRON
Artista da dança cênica paulistana desde 1983, mantém sua linha de pesquisa focada
em abordagens e técnicas direcionadas para as singularidades culturais e corporais
como mote para as suas criações. Sua carreira tem sido marcada pela experiência com
diversos professores e variações técnicas voltadas para a criação cênica, como também
por parcerias ocorridas com outros artistas ao longo da sua trajetória. Dançou com
Joyce & Lennie Dale Cia. de Dança (Direcão JOYCE KERMAN e LENNIE DALE), Cia. Jazz
Brazil (MAISA TEMPESTA), Grupo Raça (ROSELY RODRIGUES), Cia. Terceira Dança
(GISELA ROCHA), Núcleo Nova Dança de Improvisação, atual Cia. 4 (CRISTIANE PAOLI
QUITO e TICA LEMOS), Núcleo Nova Dança de Composição (ADRIANA GRECHI), Núcleo
Omstrab (FERNANDO LEE), entre outros. Atualmente, além de parcerias com outros

artistas, é diretor do Núcleo Luis Ferron, que se define como uma plataforma para as
suas criações.
 Sobre LUIS ARRIETA
Natural de Buenos Aires, Argentina, inicia seus estudos de dança na Escuela del Ballet
Contemporáneo de la Ciudad de Buenos Aires, e de cenografia na Universidad de El
Salvador, em 1972. Em mais de 150 criações coreográficas, tem trabalhado com temas
e gêneros musicais variados, junto a diversas companhias internacionais e as mais
importantes do Brasil. Dançou com as companhias: Ballet de Joaquín Pérez Fernández
(Buenos Aires), Escuela del Ballet Contemporâneo de la Ciudad de Buenos Aires, Ballet
Stagium (São Paulo), Balé da Cidade de São Paulo, Associação de Ballet do Rio de
Janeiro, Hessiches Sttadtheater (Wiesbaden/Alemanha), e como solista convidado em
vários eventos no Brasil e no exterior.
Serviço
Espetáculo Os Corvos
Dia: 7/6, quinta-feira
Horário: 20h
Local: Teatro
Classificação: 12 anos
Ingressos limitados a 2 por pessoa:
R$ 5,00 (Credencial Plena);
R$ 8,50 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante
e servidor da escola pública com comprovante);
R$ 17,00(Inteira / Credencial Atividades).
Para saber mais, acesse: Teaser (vídeo)

ARTES VISUAIS

EXPOSIÇÃO QUE REÚNE OBRAS DE ARTISTAS PREMIADOS NO 20º FESTIVAL DE ARTE
CONTEMPORÂNEA SESC_VIDEOBRASIL SEGUE NO SESC ATÉ 24 DE JUNHO
Bárbara Wagner, Graziela Kunsch e Jaime Lauriano são alguns dos artistas em

destaque

Até o dia 24 de junho o 20º Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil passa a
integrar a programação do Sesc Araraquara através de sua exposição e de programas
públicos desenvolvidos para promover a troca de experiências entre o público e os
curadores e artistas. De outubro de 2017 a janeiro deste ano, o Sesc Pompeia sediou o
20º Festival, que teve a participação de 50 artistas, de 25 países distintos. Os trabalhos
revelam uma multiplicidade de visões de mundo, criadas a partir de uma sociedade
que parece pressentir seu próprio fim e, para evitá-lo, recorre a suas origens.

Solange Farkas, curadora geral do Festival, trabalhou ao lado de quatro curadores
convidados: os brasileiros Ana Pato, Beatriz Lemos e Diego Matos, e o português João
Laia. Juntos, os cinco selecionaram as obras da mostra, que colocou em discussão o
papel da arte diante das diversas crises enfrentadas pelo mundo contemporâneo. Em
Araraquara, a exposição reúne obras dos artistas premiados nesta edição do evento.
Barbara Wagner & Benjamin de Burca apresentam a obra Faz que Vai. O vídeo retrata
bailarinos que misturam movimentos do frevo aos de ritmos contemporâneos, numa
reinvenção da tradição. Já a portuguesa Filipa Cesar traz o trabalho Transmission from
the Liberated Zones, que reflete sobre as permanências da opressão colonial na África.
O paulista Jaime Lauriano, por sua vez, marca presença com dois vídeos que tratam do
período da ditadura militar brasileira. A exposição conta ainda com a presença da
brasileira Graziela Kunsch e dos artistas internacionais Andrés Padilla Domene
(México), Emo de Medeiros (Benim), Engel Leonardo (República Dominicana), a dupla
La Decanatura (Colômbia), Natasha Mendonça (Índia) e Quy Minh Truong (Vietnã).
Complementando o Festival, os programas públicos visam enriquecer o olhar dos
participantes para a produção artística contemporânea. Em maio, o encontro
Comunicação, territorialidade e arte contemporânea: cruzamentos, com o Prof. Dr.
Sérgio Gertel (Unesp) abre a programação. A equipe de curadoria propõe um debate
abordando narrativas e imagens provenientes do Sul geopolítico que informam e
tencionam a produção artística contemporânea. A atividade será realizada em parceria
com a Unesp de Araraquara e serão disponibilizadas 50 vagas. Em junho é a vez de
Graziela Kunsch apresentar Refazendo Escolas. A partir de seu vídeo Escolas, que
reúne imagens das ocupações por estudantes em 2015, a artista propõe um exercício
prático coletivo de imaginação e reconfiguração espacial de lugares de aprendizagem.
Para este programa serão 20 vagas.
Todas as atividades são gratuitas.
 Sobre o Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil
Criado em 1983 por Solange O. Farkas, sua curadora-geral desde então, o Festival de
Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil passou a ser realizado em parceria com o Sesc
São Paulo em 1991, o que possibilitou sua expansão e internacionalização. Foi também
em meados dos anos 90 que a curadoria do Festival definiu seu foco em torno do Sul
geopolítico, assumindo esse recorte como condição para a seleção de artistas e
passando a tratar seus contextos diversos e complexos. O Festival consolidou-se ao
longo dos anos como uma plataforma diversificada e múltipla voltada para a difusão, o
fomento e a reflexão em torno da produção artística do Sul global, que compreende
América Latina, Caribe, África, Oriente Médio, Ásia e Europa do leste. A parceria entre
o Sesc São Paulo e a Associação Cultural Videobrasil viabiliza ainda a itinerância do
Festival para outras cidades do Brasil, além de publicações sobre cultura e arte
contemporânea.

SERVIÇO

Itinerância Artistas Premiados
20 º Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil – Panoramas do Sul
Visitação: de 20/4 a 24/6.
De terça a sexta, das 13h às 21h30. Sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 18h.
Diversos espaços da Unidade
Grátis
Agendamentos de grupos e escolares pelo telefone (16) 3301-7528.
Mais informações: http://www.festivalsescvideobrasil.org.br/

CRIANÇAS

O VENTO TRAZ HISTÓRIAS PARA O TEATRADA…

E ninguém no mundo conhece tantas como o Velho dos Sonhos. Toda a família está

convidada a soltar a imaginação e curtir o espetáculo da

Com a Cia Lúdicos de Teatro Popular está de volta ao Teatrada do Sesc Araraquara no
próximo domingo (10), às 11h30, desta vez trazendo 7 história que formam a história
do maior contador de histórias – Hans Christian Andersen, no espetáculo “O Velho dos
Sonhos”. O Patinho Feio, A Vendedora de Fósforos, A Pequena Sereia, O Soldadinho de
Chumbo são alguns dos contos que o vento conta, e sem avisar soprará ao público as
mais divertidas e maravilhosas aventuras. Os ingressos são gratuitos para crianças e
matriculados no Sesc e podem ser retirados no próprio dia, a partir das 9h30.
Com o título inspirado em um dos contos, o projeto “Histórias Que o Vento Conta” é
uma maravilhosa colcha de retalhos do mundo mágico de Andersen. Todos os
elementos buscam estimular o lado lúdico de cada criança e, porque não dizer, a
criança que existe em todos nós! Cenas criativas, nas quais atores se desdobram em
várias personagens; Músicas compostas especialmente para este espetáculo; Poesias,
que entre leves rimas, narram algumas das fantásticas passagens das personagens;
Contação de histórias, a simples forma, mas única e incrível. Uma pequena carroça que
se transforma e transporta o público para o mundo de cada conto e figurinos que
sugerem e estimulam a imaginação de todos, além de adereços que aparecem e
desaparecem inesperadamente recriando diversas personagens.
 Sobre a cia LÚDICOS de teatro popular
A cia LÚDICOS de teatro popular surgiu em 2000 e tem como base investigar a
popularização de linguagens, priorizando essencialmente as diversas possibilidades de
discursos poéticos e ideológicos por meio de dramaturgias além da palavra. Para dar
suporte à prática, exploram expedientes do teatro épico e popular, entre eles, a
música e a construção de discursos poéticos além-realistas, a fim de que se estabeleça
uma partilha entre espetáculo e público. Nos quatro primeiros anos, o grupo escolheu
obras clássicas e, com a aceitação pública, constituiu-se em repertório. Teve como foco
pesquisar a vida e obra de cada autor, levando em consideração o contexto cultural e

sócio-político, porém, ao transpô-lo para o momento presente, a intenção é suscitar o
pensamento crítico.
Serviço
Espetáculo o Velho dos Sonhos
Dia: 10/6, domingo
Horário: 11h30
Local: Teatro
Classificação: Livre
Ingressos:
Grátis (Crianças e Credencial Plena);
R$ 5,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante
e servidor da escola pública com comprovante);
R$ 10,00 (Inteira / Credencial Atividades).
Retirada de ingressos a partir das 9h30 do dia do espetáculo.

Para saber mais, acesse: Facebook da cia. / Site / Vídeo do espetáculo

É SÁBADO E A CONFUSÃO ESTÁ ARMADA

Trupe de palhaços invade o Sesc Araraquara para uma apresentação esportiva e muito

divertida.

“Atada + esporte = confusão” é o nome do espetáculo que os palhaços da Trupe Irmãos
Atada farão na Convivência do Sesc, neste sábado (9), às 11h30. Esse povo vêm com
tudo para competir e ganhar o campeonato. Mesmo sendo muito atrapalhados, eles não
se esquecem da conduta ética no esporte e, de maneira lúdica e divertida, mostram que
aceitar as diferenças faz com que todos saíam vitoriosos. A apresentação é gratuita e
toda a família pode chegar e curtir.
Serviço
Espetáculo Atada + Esporte = Confusão
Dia: 9/6, sábado
Horário: 11h30
Local: Convivência
Classificação: Livre
Grátis

MEIO AMBIENTE
Com o tema Criança e Natureza,

Sesc São Paulo realiza o projeto Ideias e Ações Para Um Novo Tempo

De 1 a 30 de junho, em todas as unidades

No mês em que se celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, a
programação do Sesc São Paulo propõe reflexões e experiências sociais voltadas à
sustentabilidade com o projeto Ideias e Ações Para Um Novo Tempo, que acontece
nas unidades da capital, interior e litoral. Com o tema Criança e Natureza, a
programação, gratuita, traz palestras, oficinas, intervenções, vivências, bate-papos e
encontros, que buscam promover o contato com a natureza, com pessoas e projetos
cujas ações instigam o público a refletir sobre a infância em contextos urbanos.
O projeto Ideias e Ações Para Um Novo Tempo tem como objetivo identificar e
compartilhar práticas socioambientais voltadas à proteção do ambiente e das pessoas,
associadas ao desenvolvimento do território local. Com isso, durante todo o mês de
junho, o Sesc São Paulo intensifica suas ações para promover o diálogo entre o público
e as iniciativas transformadoras da realidade numa perspectiva ética e sustentável.
Em Araraquara serão 4 atividades. O curso Trilheiros do Córrego Tanquinho, com o
Instituto Trilhas, abre a programação com saberes sobre educação ambiental e
capacitação para realização de trilhas ecológicas em áreas urbanas no dia 9 de junho.
No mesmo dia (9), o biólogo João Henrique Barbosa ministra duas oficinas: a primeira,
às 14h, Passarinhos no Ninho, convida os participantes a conhecerem e reproduzirem
em desenhos e dobraduras, as aves mais comuns do entorno do Sesc, além da
montagem de um móbile bastante interessante. Em seguida, às 15h, na oficina
Detetives da Natureza, o público fará uma expedição de observação de aves e do meio
natural no bosque do DER, ao lado do Sesc, seguido de um divertido bate papo.
No domingo (10), às 14h, na oficina Brincar com o Natural, folhas e flores secas,
sementes e pequenos gravetos ganham vida por meio da criatividade das crianças. A
pedagoga Andresa Cristina Vilela Cruz conduz a atividade que revela verdadeiras obras
de arte naturais.
IDEIAS E AÇÕES PARA UM NOVO TEMPO
De 1 a 30 de junho de 2018
Todas as unidades do Sesc São Paulo
Grátis
Programação completa: https://www.sescsp.org.br/ideiaseacoes
Programação Sesc Araraquara
Grátis.
Livre
CURSO
TRILHEIROS DO CÓRREGO DO TANQUINHO
De 9/6 a 7/7, sábados, das 14h às 18h. Sala de Múltiplo Uso 1.
Informações sobre inscrições e local da atividade, na Central de Atendimento.
OFICINAS
PASSARINHOS NO NINHO
Dia 9, sábado, das 14h às 15h. Convivência Externa.

Entrega de senhas no local com 30 minutos de antecedência.
DETETIVES DA NATUREZA
Dia 9, sábado, das 15h às 16h.
Ponto de Encontro para saída na Convivência do Sesc.
Entrega de senhas na Central de Atendimento com 30 minutos de antecedência.
BRINCAR COM O NATURAL
Dia 10, domingo, das 14h às 16h. Convivência Externa.
Inscrições na Central de Atendimento. Vagas limitadas.
__
Comunicação Sesc Araraquara
divulgacao@araraquara.sescsp.org.br
Mariana Scutti | (16) 3301- 7513 |marianascutti@araraquara.sescsp.org.br
Márcia Moreira | (16) 3301-7529 | marcia@araraquara.sescsp.org.br
sescsp.org.br/araraquara

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