Select Page

Maconha da boa

Maconha da boa
O Partido Popular Socialista (PPS) entrou ontem (19) com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), no Supremo Tribunal Federal (STF), com pedido cautelar, para assegurar no país o uso da Cannabis sativa L. para fins medicinais e terapêuticos e a importação de medicamentos a base de Canabidiol, o princípio ativo da maconha, por meio de uma medida cautelar.
A Justiça já liberou o uso e a importação da Cannabis para tratamentos de pacientes com epilepsia e autismo regressivo. Mas como o THC, princípio ativo da maconha, está na lista de substâncias proscritas no Brasil, muitas vezes o uso do medicamento é proibido.

Truta
O senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) teria buscado estratégias para impedir o avanço das investigações da Operação Lava Jato e, para tanto, tentado articulação com o presidente Michel Temer e o atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que à época era ministro da Justiça. A constatação é do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em documento enviado ao STF.
“Mais especificamente sobre a Lava Jato, o senador teria tentado organizar uma forma de impedir que as investigações avançassem, por meio de escolhas dos delegados que conduziam os inquéritos, direcionando as distribuições, mas isso não teria sido finalizado entre ele, Michel Temer e o ex-ministro da Justiça e atual ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes”, registra Janot.

Grana a vontade
O diretor da JBS, Ricardo Saud ,traçou, em delação premiada, um verdadeiro inventário da propina, com listagem de doações que somam quase R$ 600 milhões para 1.829 candidatos de 28 partidos das mais variadas colorações. Saud detalha que a empresa conseguiu eleger 179 deputados federais de 19 siglas, bancou 28 senadores da República e fez 16 governadores. Apesar da extensa lista de políticos beneficiados, entregue por ele ao MPF, há muitos repasses de valores baixos como R$ 84 e R$ 200.

Serra e a propina
O empresário Joesley Batista confessou, em delação premiada, ter pago R$ 6,4 milhões por meio de caixa dois à campanha do senador José Serra à Presidência da República – o tucano foi candidato ao Planalto em 2002 e em 2010. Segundo a delação, outros R$ 13 milhões foram doados oficialmente ao tucano. De acordo com Joesley, o senador pediu R$ 20 milhões ao Grupo JBS. “R$ 6 milhões através de notas frias para a empresa LRC Eventos e Promoções, com a falsa venda de um camarote no Autódromo de Interlagos, em São Paulo; R$ 420 mil para a empresa APPM Analista e Pesquisa, também em notas frias”, diz o anexo da delação do dono do grupo JB.

Ficou sem apartamento
A empresária Andrea Neves, irmã do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), pediu R$ 40 milhões ao dono da JBS, Joesley Batista, para a compra de um imóvel no Rio. A informação foi revelada por Joesley em depoimento de delação premiada à Procuradoria-Geral da República. Ele disse que condicionou o pagamento à nomeação de um indicado seu para o comando da Vale, mas que a operação não se concretizou.

Últimos Vídeos

Loading...

Arquivos